terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Programa 5S e os hábitos

Por Sonia Jordão

O Programa 5S’s é uma ferramenta da qualidade que visa à mudança de hábitos pessoais, em prol da melhoria do ambiente de trabalho e da saúde física e mental das pessoas. Para entender como o Programa funciona, é preciso, além de entender e vivenciar cada um dos seus cinco “S”, saber um pouco mais sobre o que são os hábitos.

É comum ouvirmos frases como “Fulano tem o hábito de...” ou “Isso é questão de hábito.”. Mas o que vem a ser, afinal, “hábito”? O termo “hábito”, do latim “habitus”, está associado ao comportamento que aprendemos e repetimos, sem que para isso tenhamos que pensar para realizá-lo. Ele é composto por nossos costumes, nossa maneira de viver, nos comportar e agir.

É graças ao hábito que não precisamos pensar toda vez que damos um passo para andar, pois ele faz com que determinadas ações sejam automáticas. Sem ele, teríamos sempre que aprender a falar, andar e trabalhar, por exemplo. Até mesmo nossas preferências alimentícias são questões de hábitos. A criança que durante a infância é incentivada pelos pais a comer verduras, legumes e frutas, será um adulto consumidor desses alimentos. Aquelas que não tiveram esse incentivo, dificilmente serão apreciadoras desses tipos de alimentos. É tudo uma questão de hábito.

E, se tudo é questão de hábito, como, então, os adquirimos? A criação de hábitos está associada a alguns fatores como a repetição, a atração, o interesse, a conformidade com a natureza, aos intervalos, a maturação e aos testes e erros.

A repetição é uma forma de treinamento, em que o maior ou menor grau de perfeição de um ato dependerá da frequência em que o praticamos. A repetição faz com uma ação persista e seja mais facilmente executada, tornando-se um hábito.

O fator da atenção é de extrema importância para a aquisição de um hábito. Além de repetirmos uma ação, temos que ter atenção para selecionar os movimentos que nos serão úteis, organizá-los e intensificar o nosso interesse.

O interesse será o nosso combustível para nos habituarmos mais rapidamente a uma situação ou ação. Motivação, desejo e ambição são fundamentais para que possamos adquirir os hábitos desejados.

A conformidade com a natureza garante que o hábito desejado esteja em acordo com as nossas exigências naturais. Podemos, por exemplo, ficar horas sem beber água, mas não conseguimos criar o hábito de viver sem água, pois ela é fundamental para mantermos uma boa saúde e qualidade de vida.

O fator dos intervalos determina que devemos realizar atividades com intervalos programados para melhor aprendermos ou adquirirmos um hábito. Para nos habituarmos a frequentar a academia, por exemplo, começamos com exercícios mais leves e com intervalos determinados entre uma atividade e outra. Só depois de nos habituarmos e melhorarmos o nosso condicionamento físico, é que os exercícios aumentam e o intervalo entre eles é modificado.

A tentativa e o erro são características que fazem parte de nossa vida desde que éramos bebê. É comum criarmos hipóteses e testá-las. O erro nos permitirá crescer, pois teremos que pensar em uma nova hipótese e testá-la novamente, até que ela esteja correta. Diante do acerto, vamos criando pequenos hábitos até que haja a fixação do hábito. Por exemplo, o recém-nascido não sabe falar, para conseguir o que deseja ele testa hipóteses até que o seu desejo seja atendido. O choro é uma dessas hipóteses que deu certo, já que diante dele há a presença de um adulto, geralmente a mãe ou o pai, que verifica a necessidade da criança.

O fator maturação é o tempo adequado para adquirir um hábito. Antes ou depois desse tempo é difícil que consigamos adquirir um novo hábito. Quando falamos que uma pessoa é “cabeça dura” ou que ela nunca muda é por causa desse tempo de maturação. Seus hábitos já estão enraizados, dificilmente ela os mudará ou irá adquirir novos.

Depois que adquirimos uma série de hábitos, eles podem ser enquadrados em algumas categorias. Temos os hábitos orgânicos, que garantem a nossa adaptação a novos ambientes; os hábitos motores, que estão relacionados a nossa personalidade, a nossa forma de agir, falar, andar e escrever, por exemplo, e até aos nossos tiques nervosos; e os hábitos mentais, determinam a nossa forma de pensar e de sentir, como os hábitos de agir com ética e de sempre cumprimentar um conhecido.

Bom, não se esqueça de algo importante: os hábitos podem ser mudados. Novas situações podem exigir novos hábitos e atitudes. Sem falar nos hábitos desagradáveis e prejudiciais que precisam ser mudados para que possamos ter um convívio melhor com as pessoas que nos cercam.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O 5º S dos 5S's - Senso de autodisciplina ou Shitsuke

Por Sonia Jordão

O Senso de Autodisciplina ou Shitsuke é o 5º S do Programa 5S’s. Esse senso indica o momento em que as pessoas se conscientizam da necessidade de buscar o auto-desenvolvimento e consolidar as melhorias alcançadas com a prática dos “4S” anteriores.

Para conquistar a ordem mantida é preciso exigir de cada pessoa uma autodisciplina constante, muita determinação para manter as conquistas das etapas anteriores e pontualidade nos compromissos assumidos. A ordem mantida é uma facilitadora para libertar a energia criativa e tem como objetivo levar à realização plena das coisas comuns.

Nessa etapa, é preciso cumprir rigorosamente com aquilo que foi estabelecido. Esse senso exige:

  • O comprometimento dos colaboradores.
  • A ética em primeiro lugar.
  • Ter educação, paciência e responsabilidade.
  • Respeito às normas e procedimentos.Melhoras na comunicação.
  • Delegação de responsabilidades e atribuição de autoridades.

Para começar a colocar em prática o 5º S:


  • Crie procedimentos claros e possíveis de serem cumpridos.
  • Seja claro e objetivo na comunicação.
  • Cumpra os horários marcados para cada compromisso.
  • Estabeleça sempre o porquê da execução de determinada tarefa.

Com o Senso de Autodisciplina implantado, é chegada a hora de verificar se nada ficou para trás:


  • Há algum material fora do lugar?
  • Há material bom perto de objetos inúteis?
  • Há excesso de material de expediente?
  • Os materiais/equipamentos estão organizados, identificados e limpos?
  • A apresentação do pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio?
  • O relacionamento entre os colegas é bom?
  • Os EPI’s estão sendo usados?

Tudo verificado? Agora é manter o trabalho realizado até aqui e colher os benefícios do Senso de autodisciplina:


  • Melhoria contínua da empresas e pessoal.
  • Prevenção de perdas oriundas de processos não padronizados.
  • Melhoria da disciplina e da ética.
  • Melhor qualidade de vida.
  • Cultivo de bons hábitos.
  • Presença do trabalho em equipe, com método e maior segurança e qualidade.
  • Conscientização da responsabilidade em todas as tarefas.
  • Serviço dentro dos requisitos de qualidade.
  • Desenvolvimento pessoal.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Curso: Interpretação da Norma ISO 9001


Data: 08 a 11 de agosto de 2011

Horário: 18:00 às 22:00 horas

Local: CINCO /SEDECON - Rua Haeckel Ben-Hur Salvador, 180 - Cinco - Contagem-MG

Valor:

R$ 200,00 por participante
R$ 180,00 empresas conveniadas ao Programa

Informações e Inscrições: proiso.sedecon@contagem.mg.gov.br

O 4º S dos 5S´s – Senso de Higiene ou Seiketsu

Por Sonia Jordão

O 4º S do Programa 5S’s é o Seiketsu ou Senso de Higiene ou Saúde. O Seiketsu visa a melhoria da qualidade de vida, criando condições que favoreçam a saúde física, mental e emocional, a partir de práticas de higiene. O senso de higiene reforça a necessidade de uma mudança comportamental.

É chegado o momento de organizar as suas atividades diárias: dedique um tempo só para você, um tempo para a família e os amigos e um tempo para organizar as idéias, os planos pessoais e os objetivos de vida.

Cuidar da higiene é, além da sua limpeza pessoal, também cuidar da sua imagem e da mente. Para ter uma boa imagem pessoal, corte os cabelos, a barba e as unhas, e use sempre roupas e sapatos limpos. É também cuidar do cheiro que você exala. E, no aspecto psicológico, trabalhe a sua auto-estima, administre problemas e conflitos emocionais, expulse os maus sentimentos e tenha empatia.

Além disso, é preciso estar atento ao bem estar coletivo: mantenha um bom clima organizacional, zele pela qualidade das relações de trabalho e mantenha o local de trabalho e as áreas comuns organizados e limpos.

Veja abaixo algumas dicas para praticar o senso de higiene:
  • Cuide para que a prática dos sensos anteriores permaneça.
  • Promova discussões acerca do tabagismo.
  • Realize exames periódicos de saúde.
  • Cumpra e busque melhorar os procedimentos de segurança, sejam eles individuais ou coletivos.
  • Promova um bom clima de trabalho, ativando franqueza e delicadeza nas relações entre as pessoas.
  • Assuma o que fez para não prejudicar o outro.
Implantado o 4º S é hora de checar se ele está realmente funcionando. Tente responder às seguintes perguntas:
  • A quantidade e qualidade da iluminação para o trabalho são adequadas?
  • A apresentação do pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio?
  • Os banheiros, vestiários e armários estão em boas condições?
  • Há uma preocupação generalizada pela higiene no local de trabalho?
  • Os colaboradores dos setores utilizam EPI’s e EPC’s adequados em seu setor ou em outros setores, quando necessário?
  • Os colaboradores cumprem horários e prazos estabelecidos?
  • A relação entre os colegas de trabalho é boa, havendo respeito e profissionalismo?
Após a implantação e checagem do 4º S são esperados os seguintes benefícios:
  • Aumento no senso de segurança.
  • Melhoria na imagem dos funcionários.
  • Aumento da satisfação pessoal.
  • Melhoria da imagem da empresa perante os clientes.
  • Colaboradores mais saudáveis.
  • Prevenção de acidentes.
  • Prevenção e controle do estresse.
  • Melhoria da qualidade de vida.
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terça-feira, 19 de julho de 2011

Curso: Desenvolvimento de Habilidades para o trabalho em equipe




Data: 25 a 28 de Julho de 2011

Horário: 18h30 às 22h15

Local: Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais - CIEMG
Av. Babita Camargos, 766 - 2º andar - Praça da Cemig - Cidade Industrial - Contagem-MG

Investimento: R$ 190,00 (cada) para associados ao CIEMG/ROTA e sindicatos filiados à FIEMG e R$ 280,00 (cada) para demais participantes.

Informações: (31) 3227-7342 / 3227-7469

O 3º S dos 5S's - Senso de Limpeza

Por Sonia Jordão


O terceiro senso do Programa 5S é o chamado Seisou ou Senso de Limpeza. No dicionário, o termo “limpeza” possui os seguintes significados: qualidade de limpo, de asseado; esmero, aprimoramento; coisa bem feita, acabada, caprichada.

Nessa etapa é importante não só executar a limpeza do ambiente, mas também mantê-la. É chegada a hora de educar para não sujar e zelar por tudo que é de nossa responsabilidade.

Ter senso de limpeza significa ter cuidado, eliminar a sujeira para manter o ambiente limpo. O mais importante não é o ato de limpar, mas o ato de não sujar. Além de limpar, precisamos identificar fontes de sujeira e as respectivas causas, para podermos bloqueá-las. O senso de limpeza é indispensável no refeitório e nos banheiros.

Assim, quando se realiza a fase da Limpeza, verifica-se a situação geral da organização. Nesse momento, é possível detectar sujeiras e outros aspectos que possam agredir o homem e o meio ambiente.

Veja algumas dicas para começar a implantar o 3º S:
  • Marque e implante o “Dia da Limpeza”.
  • Defina as regras para a manutenção da limpeza.
  • Defina locais para a coleta de lixo.
  • Estude a possibilidade de realizar a coleta seletiva.
  • Estimule os colegas a manter a limpeza obtida, evitando:
- Que se jogue coisas no chão.
- Que sejam guardadas ferramentas sujas.
- Que haja vazamento em equipamentos.
- Que áreas de alimentação e banheiros fiquem sujos.
- Que trabalhem com roupas imundas.

Todos devem se comprometer com a limpeza de cada um e com a limpeza das áreas comuns. O sucesso dessa fase dependerá de todos.Após implantado, é chegado a hora de verificar se o 3º S foi realmente executado de forma eficiente. Pense nas seguintes perguntas:
  • As paredes estão limpas?
  • Os colaboradores realizam diariamente a limpeza do seu local de trabalho?
  • Os computadores estão limpos?
  • As plantas existentes no ambiente estão adequadamente tratadas?
  • O piso está limpo e bem conservado?
  • Existe poeira sobre os armários, escrivaninhas e/ou bancadas?
  • A apresentação pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio?
Se tudo está devidamente organizado e limpo, é só colher os benefícios de mais uma etapa do Programa 5S. Dentre eles:
  • Maior durabilidade dos equipamentos.
  • Redução do índice de acidentes de trabalho.
  • Ambiente mais higiênico.
  • Ambiente de trabalho agradável e saudável.
  • Diminuição do desperdício.
  • Prevenção de poluição.
  • Melhoria da imagem interna e externa da empresa.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

O 2º S dos 5S's - Senso de Organização

Por Sonia Jordão

O segundo senso do Programa 5S é o chamado Seiton ou Senso de Organização ou de Ordenação. Ele consiste em arrumar objetos, materiais e informações úteis de maneira funcional, possibilitando o acesso rápido e fácil ao que deseja. O lema desse senso é ter cada coisa em um lugar definido de forma a facilitar a localização por qualquer pessoa e a qualquer momento.

Algo imprescindível para a implantação desse senso é a conscientização da importância de sermos pessoas organizadas. O que adianta organizar tudo, se depois vem alguém bagunçando tudo?

Depois de reforçar esse aspecto, você precisa realizar uma pesquisa do layout adequado para o ambiente e de todos os objetos que o compõem. Um ponto interessante é se você documentar por fotos ou filmes o ambiente, assim poderá comparar o “antes” e o “depois” da implantação do segundo S.

É chegada a hora de organizar os objetos. Arrume a disposição dos móveis, organize os materiais que restaram após a etapa de descarte e determine e identifique um lugar para cada objeto. Determine os locais apropriados e os critérios de estocagem de materiais, equipamentos, ferramentas e documentos.

Lembre-se de um fator importante: itens mais velhos devem ser deixados à frente dos mais novos, pois precisam ser usados primeiro, principalmente no caso de materiais com prazo de validade.

Perceba que a organização não ocorre apenas no ambiente físico, no meio virtual ela também é necessária. Nos computadores, identifique arquivos ou pastas e organize os e-mails.

Leia abaixo algumas dicas para praticar o Senso de Organização:

• Organize suas coisas de acordo com os seguintes critérios:
o Aquilo que é usado constantemente fica ao alcance das mãos.
o Usado ocasionalmente, mantenha próximo ao local de trabalho.
o O que é usado raramente fica fora do local de trabalho.
• Defina mecanismos de identificação apropriados.
• Padronize nomenclaturas.
• Use etiquetas coloridas para identificação.
• Identifique o lugar de cada coisa e os objetos guardados.
• Organize seus livros por gêneros e em ordem de relevância e interesse na leitura.
• Separe documentos pessoais e profissionais em pastas identificadas.

Depois de organizar tudo, verifique se realmente o que precisava foi feito. Para isso, responda as seguintes perguntas:

• Há um local determinado para cada tipo de objeto?
• Os materiais/equipamentos estão organizados e identificados?
• Os materiais quando retirados e usados, são colocados no mesmo lugar?
• Todos os materiais e documentos em cima das mesas estão sendo utilizados? Há excesso de materiais nas mesas, gavetas ou armários?

Com tudo organizado, esperam-se os seguintes benefícios:

• Facilidade para encontrar documentos, materiais e outros itens necessários ao trabalho.
• Diminuição de compras desnecessárias.
• O término do estresse de procurar algo e não encontrar.
• O aumento do fluxo das informações.
• Maior agilidade no trabalho.
• Melhoria na comunicação interna e externa.
• Melhora no aspecto visual dos ambientes.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

O 1º S dos 5S´s– Senso de utilização

Por Sonia Jordão O primeiro senso do Programa 5S é o chamado Seiri ou Senso de Utilização. É o nosso ponto inicial para colocar o trabalho em ordem. É saber, antes de tudo, separar o que é útil do que é inútil e o que é necessário do que é desnecessário. Atente que inútil não significa que pode ser jogado fora, e sim que no momento não tem utilidade. O Senso de Utilização consiste em analisar os locais de trabalho e classificar todos os itens (objetos, materiais, informações, etc.) segundo critérios de utilidade ou frequência de uso, para depois retirar do ambiente tudo o que não precisa estar ali. Objetos inúteis precisam ser descartados, vendidos, doados ou jogados no lixo. Devemos procurar manter somente o necessário para as atividades na quantidade certa e em condições de uso. Vamos descartar tudo aquilo que foi usado nos últimos meses e que não há previsão de ser usado novamente. Somente o que tiver utilidade imediata deve estar na área de trabalho: coloque perto da máquina, bancada, mesa ou área de trabalho o que se usa toda hora; próximos ao local de trabalho devem ficar os materiais usados poucas vezes no dia; e, no armário, arquivo ou depósito deixamos os materiais usados de vez em quando. Nessa etapa, separamos os objetos e/ou materiais por grau, tipo ou tamanho.

  • Pense nas atitudes que você pratica no seu dia a dia que podem ser consideradas como desperdício e procure evitá-las. Vejamos alguns exemplos de desperdício: Produtos e/ou serviços em fila de espera para serem executados.

  • Estoques além do necessário.

  • Luzes acesas em ambientes vazios ou muito claros.

  • Banhos quentes demasiadamente demorados.

  • Máquinas e equipamentos ligados desnecessariamente.

  • Jogar no lixo materiais em condições de uso.

  • Bate papos desnecessários no ambiente de trabalho.
Para garantir o sucesso da implantação do 1º S, é necessário realizar um planejamento claro de tudo aquilo que precisa ser feito. Cartazes podem ser afixados, visando a sensibilização da equipe. E, além disso, é importante capacitar todas as pessoas para a execução do senso de utilização.
A criação de uma lista de verificação é um instrumento que auxilia na prática do senso. Entre os questionamentos da lista podemos citar as seguintes perguntas:


  • Há objetos desnecessários no local de trabalho?

  • Há quantidade excessiva de material de expediente (lápis, borracha, caneta etc)?

  • O Senso de Utilização foi realizado no computador?

  • As áreas em comum, tais como cozinha, banheiros, vestiários, pátios estão em ordem?

  • Quando necessário, os colaboradores utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)?
Com o início do Senso de Utilização, começam a surgir os materiais inúteis, que devem ser removidos para uma “área de descarte”. Nessa área, todo o seu material deve ser devidamente identificado. A área de descarte não é sinônimo de bagunça. Até porque, nessa área, há muita coisa que pode ser útil para outro setor, por isso o descarte deve estar organizado e os objetos de fácil localização.
Com o primeiro S implantado, esperam-se os benefícios abaixo:


  • Facilidade nas informações e na procura de objetos.

  • Diminuição da necessidade de espaço e de estoque de materiais.

  • Diminuição do desperdício.

  • Diminuição de custos.

  • Melhor aproveitamento do tempo e de recursos.

  • Maior organização.

  • Aumento da produtividade.
Este foi o primeiro artigo de uma série que falará sobre cada senso do Programa 5S. Espero que as palavras acima tenham sido de grande valia e esclarecido possíveis dúvidas. Sucesso!
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Conhecendo o Programa 5S

Por Sonia Jordão

Quando uma empresa decide implantar o Sistema da Qualidade tem diante de si inúmeros instrumentos, que visam melhorar o ambiente e as relações dentro e fora da empresa. Um desses instrumentos é o Programa 5S.

O Programa 5S foi desenvolvido no Japão. Trata-se de uma filosofia de trabalho que pretende superar antigos hábitos. O método visa obter um local de trabalho ordenado, limpo e saudável, ideal para a implantação de um sistema de gestão da Qualidade na empresa. Pretende, também, garantir o bem-estar das pessoas e sua valorização. O programa mostra os cinco passos necessários para evitar desperdícios e organizar trabalho, ambiente, informações e até nossa própria vida.

O termo 5S vem da letra “S” inicial das palavras japonesas que orientam o programa: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. Em português, introduziu-se a palavra ‘senso’ e temos:
  • Seiri – Senso de Utilização/Descarte: Nessa 1ª etapa é preciso separar o que é útil do que é inútil e o que é necessário daquilo que é desnecessário.
  • Seiton – Senso de Organização/Ordenação: É chegado o momento de colocar cada coisa em seu devido lugar, identificar e mantê-las em seus lugares definidos.
  • Seiso – Senso de Limpeza: Além de manter a área de trabalho sempre limpa, nessa etapa podemos mudar a disposição dos móveis, colocar uma planta no ambiente de trabalho e melhorar a iluminação do ambiente.
  • Seiketsu – Senso de Higiene/Saúde: É bom criar condições que favoreçam a saúde física, mental e emocional das pessoas, além de conscientizar todos da importância da higiene pessoal.
  • Shitsuke – Senso de Autodisciplina/Ordem mantida: Para que o programa tenha sucesso, é necessária a participação de todos. Trata-se de um processo contínuo, diário e permanente. É o momento da manutenção dos outros quatro sensos, de criar procedimentos para as atividades e fazer dos sensos um hábito.
A prática do 5S, se verdadeiramente vivenciado, garante bons resultados de mudança comportamental, pois modifica os ambientes de trabalho e gera envolvimento e comprometimento nas pessoas. Além disso:
  • Aumenta o fluxo de informações.
  • Facilita a arrumação interna e a procura de objetos.
  • Diminui custos.
  • Diminui a necessidade de espaço, de estoque e o desperdício.
  • Otimiza o tempo das pessoas.
  • Evita compras em duplicidade e o vencimento de prazos de validade.
  • Aumenta a segurança no trabalho, diminuindo os acidentes.
  • Melhora o aspecto visual dos ambientes.
  • Melhora a qualidade de vida.
  • Transforma o ambiente de trabalho em um local agradável e saudável.
  • Proporciona maior durabilidade dos equipamentos.
  • Melhora as comunicações interna e externa à empresa.
  • Melhora a imagem da empresa diante de seus clientes.
Veja que, embora aparentemente simples, não basta implantar o programa, é preciso ter ação, atitude e hábito para mantê-lo. Então, que tal começar a praticar?
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terça-feira, 29 de março de 2011

Como se comportar ao ficar desempregado

Por Sonia Jordão

O que fazer quando se fica desempregado?

  • A primeira providência é assimilar a idéia de que está sem emprego, e é bom fazer isso rapidamente.
  • Procure listar todos os seus compromissos financeiros. É importante saber o que tem a pagar.
  • Estude sua situação financeira para saber como cumprir com os compromissos assumidos.
  • Planeje o que vai fazer para se colocar novamente no mercado. Liste todas as pessoas que pode te ajudar a encontrar uma nova colocação no mercado.
  • Busque se estruturar emocionalmente para ficar um tempo em casa, se preciso for.
Tenha consciência que ficar em casa sem fazer nada pode abaixar sua auto-estima e aumentar suas preocupações. Então, é preciso encontrar alguma atividade para o período sem emprego, mesmo que seja fazer um trabalho voluntário. Veja mais algumas dicas:
  • Não se deixe abater pelo fato de estar desempregado. As empresas não querem saber que você precisa delas, mas sim o que você pode fazer por elas.
  • Geralmente as organizações que só admitem pessoas que precisam de trabalho, não pagam o que profissional vale. Empresas, que valorizam seus colaboradores, que querem aqueles profissionais que podem ajudá-las a crescer, pessoas competentes, são as que pagam melhor no mercado de trabalho. Portanto, o fato de alguém precisar trabalhar não é o motivo para uma empresa contratar alguém. Esse é um motivo importante para o profissional desempregado e não para a empresa.
  • Jack Welch, ex CEO da GE e considerado o maior executivo do século passado, disse que 10 % dos profissionais nas organizações estão prontos para serem mandados embora. Então, se você foi dispensado porque a empresa precisava diminuir o número de colaboradores, em algum momento de crise, provavelmente, fazia parte dos 10%. As estrelas, aquelas que ajudam a empresa a ir para frente, mesmo em momentos de crise, geralmente não são demitidas. Analise suas atitudes antes de ser demitido. Aprenda com seus erros!
  • Empresas precisam dar lucro e, portanto não podem ficar olhando o que você fez no passado, precisam ver quais são seus resultados no momento.
  • Monte uma estratégia para passar pelo processo de seleção. O que mais tira pessoas de vagas, em que, com certeza, poderiam ter sucesso, não é o conhecimento, mas sim o lado psicológico. Evite ser um derrotado. Mostre que você aprendeu e cresceu profissionalmente com seus erros. Seja um otimista e não um pessimista. Mostre o que pode fazer de bom pela empresa.
  • Converse com ex-colegas e ex-chefes para descobrir onde errou. Dizem que “pau que nasce torto morre torto”. Já que você não é pau, mude, mas para melhor.
  • Coloque o seu subconsciente para trabalhar a seu favor. Imagine como deve ser seu emprego ideal. Acredite que você merece! Só não peça pensando somente em você, porque negócios bons para um lado só, acabam.
  • Não fique lamentando o que já passou, senão não vai enxergar as novas oportunidades que aparecerão.
  • Peça ajuda. Procure as pessoas que você acha que podem te ajudar e ofereça trabalho. Mas tome cuidado, porque ninguém irá te indicar se não confiar em você. Portanto, seja confiável! E tenha sucesso!
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