terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A globalização pede um novo profissional

A magnitude e a velocidade das mudanças em todo o mundo têm trazido um impacto dramático sobre as pessoas e seus locais de trabalho nos últimos tempos. E o futuro nos acena com uma aceleração ainda maior em termos de inovação, tecnologia e globalização. Heráclito, 500 anos a.C., já dizia: “Nada existe de permanente, exceto a mudança”. O problema agora está na rapidez e na propagação dessas mudanças.
Quando há uma era de profundas modificações, o conhecimento se expande. Uma grande transformação dos últimos tempos foi sair de uma economia baseada em indústrias para entrar numa economia baseada em informações. Atualmente a quantidade de conhecimentos disponíveis é imensa, sendo necessário saber selecionar o que devemos aprender e onde investir nosso tempo, para nosso crescimento intelectual e profissional.
Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade do trabalho realizado e, ainda, dar importância para a produtividade. Isso porque as organizações sabem que os clientes não apenas exigem produtos e serviços rápidos e com qualidade impecável: eles também querem que os produtos e serviços não sejam caros. As organizações precisam de resultados positivos.
Tudo mudou, está mudando e deverá mudar no futuro com uma rapidez cada vez maior. Além do que ocorre nas organizações há também mudanças na maneira como nos relacionamos com as pessoas, na forma como buscamos uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz.
Todos os trabalhadores, independentemente de trabalharem nas linhas de produção ou nos escritórios, precisam se ver como um empresário, um vendedor especializado de serviços com uma marca especial, que seja conhecida por todos – VOCÊ. Então, se você não conseguir se vender, não conseguirá atingir o sucesso.
A cada dia mais os profissionais precisam se preocupar em se conhecer para saber quais características possuem. Isso é importante para conseguir fortalecer suas virtudes e trabalhar os seus defeitos na área profissional. Cada dia mais as organizações procuram profissionais éticos, que tenham entusiasmo, iniciativa, responsabilidade, bom humor, competência naquilo que faz e ainda que consigam ter um bom relacionamento interpessoal dentro do ambiente de trabalho.
Uma boa maneira de conseguir se diferenciar nesse novo contexto do mercado de trabalho é usar ao máximo a sua criatividade. Veja que criatividade é simplesmente buscar fazer de forma diferente aquilo que todos fazem de uma forma igual. Pensar uma nova maneira, mais prática, melhor, mais barata ou mais rápida de fazer as suas atividades, para conseguir atingir os resultados esperados pela Organização. Assim, o profissional que quiser crescer precisa ser criativo, a fim de achar novas soluções para os problemas do dia-a-dia.
Tendo todo um novo mundo de informações disponíveis e conhecendo bem essas regras do jogo, você poderá se destacar e inovar. Concentre-se em observar essas pequenas diferenças entre os profissionais, lembrando-se sempre que o jogo pode mudar a qualquer hora. E apenas um bom profissional, que entenda e conheça tudo que acontece ao seu redor, será capaz de se adaptar a essas mudanças.
E procure se lembrar sempre que os líderes não gostam de dois tipos de colaboradores: os que não fazem o que eles pedem e os que só fazem o que eles pedem. Busque fazer sempre mais e melhor. A melhoria contínua deve ser o maior desafio do ser humano.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
        www.tecerlideranca.com.br
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sobrevivendo em épocas de mudanças e crises

Diz um ditado popular: “Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, vamos continuar obtendo o que sempre obtivemos”. Geralmente em tempos de crise, quando há algum risco, precisamos assumir nossas responsabilidades, ser ágeis, capazes de comunicar e antecipar os acontecimentos. Crises têm sido uma constante em todos os âmbitos, por isso não é bom que sejam vistas como catástrofes; mais adequado seria que a considerássemos como uma purificação ? que, aliás, é o significado etimológico da palavra crise ? momento de crescimento. A vida é cheia de altos e baixos, por isso nos períodos bons precisamos nos preparar e nos guardar para os períodos ruins.
Os trabalhadores precisarão se ver como empresários independentes, ter uma marca especial: “você”. Terão que “vender” seus serviços, seu trabalho. Mesmo sendo para um só cliente: seu patrão.
Nesse mundo globalizado, fazemos diversas escolhas, mas precisamos aprender a nos conhecer, a gerir nossos atos e a nós mesmos. Em breve, muito do que sabemos hoje não será tão importante. O difícil é saber o que esquecer. Temos que gerenciar o presente, esquecer as coisas do passado de maneira seletiva e procurar ter combustível suficiente para o futuro. É importante entender que atualmente o conhecimento tem “prazo de validade” cada vez menor. Por isso, precisamos identificar nossas prioridades.
É bom aprender a fazer perguntas, perguntar o que ninguém perguntou e perguntar as coisas certas. Imagine-se em um deserto com uma lâmpada mágica como a do Aladim. Você esfrega e aparece o gênio lhe concedendo um pedido. Você mais que depressa fala: “Quero a melhor mulher do mundo”. Imediatamente aparece a Madre Tereza de Calcutá. Era isso que você queria? Saiba o que perguntar e o que falar, caso contrário agüente as conseqüências.
Com o fim da estabilidade, o que temos é um ritmo frenético de mudanças. Surgiram novos valores como auto-estima e responsabilidade individual. Para ser o bom profissional precisaremos criar um novo mundo desde já. Aprender com o passado e esquecer o que não tem importância. Gerenciar o presente e planejar o futuro. Teremos de ter mais flexibilidade para mudar e muito mais tolerância com as diferenças que surgirão.
Precisaremos destruir as barreiras erguidas no passado e construir pontes. A propósito, se alguém quiser aprender a pensar por si mesmo, primeiro precisa ser intelectualmente curioso. E não se consegue ser assim se não se submeter a uma certa “zona de desconforto”.
O grande diferencial competitivo será a velocidade de reação da Organização, e essa depende das pessoas que a compõe. Precisamos ser capazes de mudar rapidamente o que acontece dentro da Empresa, além de traçar novas estratégias com precisão e agilidade, mesmo sem ter todos os indicadores necessários. Precisamos ser intuitivos e não ter medo de correr riscos. São muitas as informações disponíveis, não temos tempo para esperar o outro se desenvolver. É como se levantássemos vôo e só depois nos ajustássemos à rota. Podemos dizer que ou você corre em busca do seu desenvolvimento, ou passará longe das oportunidades.
Para ter chances de sucesso em tempos de mudanças, precisamos também perseguir a excelência técnica, demonstrar iniciativa e vontade de aprender, além de ter fôlego para desenvolver a habilidade de gerenciar projetos. O grande diferencial desse pacote, no entanto, é juntar a essas competências uma dose de emoção ? e até de paixão ? no trabalho.
Quando pensamos em enfrentar as pressões do dia-a-dia, sabemos que para nos manter motivado é preciso gostar do que fazemos. É importante procurar fazer com que as pessoas percebam que você procura resultados, mas que não funciona como uma máquina.
Precisamos enxergar o emprego como um meio, e não um fim, encarar o trabalho como aprendizado, desafio intelectual. Mas, tenha cuidado para não deixar de fazer aquilo que você mais gosta. Fazer a diferença numa Organização é não se esconder atrás da mesa de trabalho, mas mostrar seu valor, defender suas idéias, buscar soluções, fazer o trabalho sempre de maneira excepcional. Só assim seremos respeitados. E precisamos, também, nos adaptar às transformações provocadas pela nova forma de gestão.
Embora muita coisa tenha mudado, a necessidade de bons profissionais permanece constante. Aqueles que tiverem sucesso nessa difícil transformação se descobrirão em novos papéis que são muito mais recompensadores, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Diz um ditado popular: “Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, vamos continuar obtendo o que sempre obtivemos”. Geralmente em tempos de crise, quando há algum risco, precisamos assumir nossas responsabilidades, ser ágeis, capazes de comunicar e antecipar os acontecimentos. Crises têm sido uma constante em todos os âmbitos, por isso não é bom que sejam vistas como catástrofes; mais adequado seria que a considerássemos como uma purificação ? que, aliás, é o significado etimológico da palavra crise ? momento de crescimento. A vida é cheia de altos e baixos, por isso nos períodos bons precisamos nos preparar e nos guardar para os períodos ruins.
Os trabalhadores precisarão se ver como empresários independentes, ter uma marca especial: “você”. Terão que “vender” seus serviços, seu trabalho. Mesmo sendo para um só cliente: seu patrão.
Nesse mundo globalizado, fazemos diversas escolhas, mas precisamos aprender a nos conhecer, a gerir nossos atos e a nós mesmos. Em breve, muito do que sabemos hoje não será tão importante. O difícil é saber o que esquecer. Temos que gerenciar o presente, esquecer as coisas do passado de maneira seletiva e procurar ter combustível suficiente para o futuro. É importante entender que atualmente o conhecimento tem “prazo de validade” cada vez menor. Por isso, precisamos identificar nossas prioridades.
É bom aprender a fazer perguntas, perguntar o que ninguém perguntou e perguntar as coisas certas. Imagine-se em um deserto com uma lâmpada mágica como a do Aladim. Você esfrega e aparece o gênio lhe concedendo um pedido. Você mais que depressa fala: “Quero a melhor mulher do mundo”. Imediatamente aparece a Madre Tereza de Calcutá. Era isso que você queria? Saiba o que perguntar e o que falar, caso contrário agüente as conseqüências.
Com o fim da estabilidade, o que temos é um ritmo frenético de mudanças. Surgiram novos valores como auto-estima e responsabilidade individual. Para ser o bom profissional precisaremos criar um novo mundo desde já. Aprender com o passado e esquecer o que não tem importância. Gerenciar o presente e planejar o futuro. Teremos de ter mais flexibilidade para mudar e muito mais tolerância com as diferenças que surgirão.
Precisaremos destruir as barreiras erguidas no passado e construir pontes. A propósito, se alguém quiser aprender a pensar por si mesmo, primeiro precisa ser intelectualmente curioso. E não se consegue ser assim se não se submeter a uma certa “zona de desconforto”.
O grande diferencial competitivo será a velocidade de reação da Organização, e essa depende das pessoas que a compõe. Precisamos ser capazes de mudar rapidamente o que acontece dentro da Empresa, além de traçar novas estratégias com precisão e agilidade, mesmo sem ter todos os indicadores necessários. Precisamos ser intuitivos e não ter medo de correr riscos. São muitas as informações disponíveis, não temos tempo para esperar o outro se desenvolver. É como se levantássemos vôo e só depois nos ajustássemos à rota. Podemos dizer que ou você corre em busca do seu desenvolvimento, ou passará longe das oportunidades.
Para ter chances de sucesso em tempos de mudanças, precisamos também perseguir a excelência técnica, demonstrar iniciativa e vontade de aprender, além de ter fôlego para desenvolver a habilidade de gerenciar projetos. O grande diferencial desse pacote, no entanto, é juntar a essas competências uma dose de emoção ? e até de paixão ? no trabalho.
Quando pensamos em enfrentar as pressões do dia-a-dia, sabemos que para nos manter motivado é preciso gostar do que fazemos. É importante procurar fazer com que as pessoas percebam que você procura resultados, mas que não funciona como uma máquina.
Precisamos enxergar o emprego como um meio, e não um fim, encarar o trabalho como aprendizado, desafio intelectual. Mas, tenha cuidado para não deixar de fazer aquilo que você mais gosta. Fazer a diferença numa Organização é não se esconder atrás da mesa de trabalho, mas mostrar seu valor, defender suas idéias, buscar soluções, fazer o trabalho sempre de maneira excepcional. Só assim seremos respeitados. E precisamos, também, nos adaptar às transformações provocadas pela nova forma de gestão.
Embora muita coisa tenha mudado, a necessidade de bons profissionais permanece constante. Aqueles que tiverem sucesso nessa difícil transformação se descobrirão em novos papéis que são muito mais recompensadores, tanto pessoal quanto profissionalmente.
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O que te motiva no início do ano?

Dizem que quem inventou essa história de ano novo era um gênio, porque a cada ano temos a possibilidade de recomeçar, refazer nossas metas. Isso nos enche de esperança novamente. No início do ano é chegado o momento de agirmos, de novamente buscarmos nossa felicidade. Mesmo que algum de nossos sonhos não se realize é o fato de sonharmos que permite a concretização de nossos desejos. Contudo, não devemos ficar apenas no plano dos sonhos. Alguns homens sonham com realizações importantes, enquanto outros ficam acordados e as executam. A palavra chave é ação e para agirmos é preciso que estejamos motivados.
Motivação é o motivo para a ação, é a força e a energia interior de cada pessoa, que são despertadas sempre que precisamos satisfazer uma das nossas quatro necessidades básicas: viver, amar, aprender ou deixar um legado. Se alguém desejar ser bem sucedido no trabalho, essa será sua motivação e para alcançar o que deseja precisará ter em mente que terá que lutar, se aperfeiçoar e estudar. Melhorar continuamente.
Geralmente, a cada ano que se passa olhamos o que alcançamos e assumimos novas metas, pessoais e profissionais, para o ano que se inicia. Através desse processo conseguimos a automotivação, ou seja, o prazer de fazer; conseguimos ter uma nova postura diante da vida.
Imagine uma porção de carvão. Quando se coloca fogo ele inicia a combustão e libera energia. Se alguém joga água ele se apaga, mas a energia continua nele. Se alguém acende o fogo ele volta a irradiar energia. Assim é o ser humano: cheio de energia internamente. Quando encontramos um motivo somos capazes de liberar muita energia, nos motivarmos.
A motivação é fundamental para qualquer coisa que se faça na vida. Temos não só que gostar do que fazemos, mas também ver significado e acreditarmos que aquilo é importante. Para nos mantermos motivados temos que buscar novos desafios. Temos que transformar nossos sonhos em metas realistas e concentrarmos forças naquilo que nos realiza. É preciso, também, reunirmos três requisitos: acreditar, saber e fazer. Precisamos responder às seguintes perguntas: O que temos? O que queremos? O que podemos alcançar?
Corra riscos, vá em busca de seus sonhos. Se não der em nada você sempre terá a opção de voltar atrás. Porém, se você não fizer nada ficará sempre na dúvida se poderia ter sido diferente. Sofra por causa de algo que deu errado, nunca por ter deixado de fazê-lo.
Que este seja um ano que faça diferença em sua vida. Que você consiga comemorar como os vencedores, ao invés de ficar justificando tudo o que deu errado, como os perdedores.
Desejo a você um feliz ano novo! Com muita paz, saúde, amor e prosperidade!
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O processo de sucessão nas empresas familiares

Atualmente, uma das maiores preocupações do mundo empresarial diz respeito à sucessão em cargos de liderança. Tal preocupação ocorre devido a alguns desastrosos processos de sucessão empresarial, principalmente no caso de empresas familiares.
Empresas familiares têm como característica principal a presença do fundador. Este, sempre presente, é o responsável pela tomada de decisões. O problema é que boa parte dessas decisões são tomadas com base no emocional e intuitivo. Mesmo assim, há casos em que o espírito empreendedor do fundador faz com que a empresa cresça rapidamente.
Quando surge a necessidade de troca de comando, seja ela por aposentadoria do fundador, doença ou promoção do líder, a empresa entra em um processo de transição. Tal período pode ou não ser problemático, tudo depende da conscientização de que a mudança de gestão é inevitável e da forma como a sucessão é conduzida. Esse é um momento crítico, pois se o processo não for bem conduzido, a empresa pode ter de ser vendida ou até fechar.
Nas empresas familiares, a sucessão só é bem sucedida quando o fundador tem plena consciência de que seus filhos são diferentes dele e entre si. Assim, terão atitudes diferentes frente aos desafios e os resultados também não serão os mesmos. Agora, boa parte dos problemas decorrentes de uma sucessão deve-se ao fato de que não há um plano de sucessão, tampouco o desenvolvimento e a preparação dos sucessores.
Para que a sucessão de lideranças não seja traumática, nem traga prejuízos para a empresa, é necessário investir num programa de capacitação de sucessores. Contudo, o programa de capacitação só será eficaz se for planejado e se todos tiverem consciência de sua importância. Planejar a sucessão da empresa é garantir sua continuidade.
Um bom planejamento visa à escolha e preparação adequada dos sucessores, a administração de conflitos, a descentralização do poder, a realização de um plano de desligamento gradual do fundador, e a conscientização da família da importância na participação do processo de sucessão. Após a realização do planejamento, é necessário identificar as competências que precisam ser trabalhadas nos sucessores. Nesse programa, não só os conhecimentos técnicos devem ser valorizados. Os futuros sucessores devem estar preparados para planejar e colocar em prática estratégias. Já os membros dos conselhos, devem trabalhar a habilidade de avaliar e tomar decisões.
Agora, tenha em mente que nenhum planejamento é capaz de identificar com exatidão os problemas, mas ajudam na criação de ações para os problemas encontrados. Além disso, programas de sucessão de lideranças só são eficazes se estiverem em harmonia com outros programas de desenvolvimento profissional da organização como, por exemplo, programas de avaliação de desempenho e de ajustes de plano de carreira.
Outro fator importante para que a sucessão seja eficaz, é entender que formar um novo líder não é trabalho para apenas um dia, tampouco os resultados serão obtidos em curto prazo. É necessário tempo e investimento. O plano de sucessão deve, portanto, responder a três perguntas básicas: “Quem ficará encarregado pela empresa?”, “Quando acontecerá a sucessão?” e “Como ocorrerá a sucessão?”.
Veja algumas dicas importantes com relação à empresa familiar e ao processo de sucessão.
  • Toda empresa familiar deve prever quem tem condições de assumir a gestão da empresa, em caso de impedimento do gestor principal. 
  • Herdeiros da empresa que tenham interesse em assumir os negócios devem estar preparados. Conhecimentos teóricos e exercícios práticos são fundamentais. 
  • Mesmo tendo um herdeiro sucessor, a empresa deve preparar seus colaboradores e ter um colaborador-chave, que esteja pronto para tocar a empresa a qualquer momento e/ou ajudar na transição da sucessão. 
  • Todos devem estar comprometidos com a perpetuação da empresa. 
  • A empresa deve estar acima de interesses pessoais. Processos sucessórios envolvem a família, a propriedade e a administração. Quando bem elaborado, possibilita a perpetuação da organização.
Leia mais sobre os desafios da liderança durante o processo de sucessão no livro “E agora, Lívia? Desafios da liderança”.
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O momento é de crise ou de oportunidades?

É bíblico. Muito antes de Cristo já se falava em sete anos de fartura e sete anos de fome. Também está escrito que todas as coisas têm seu tempo, que existe tempo para se adquirir e outro para se perder. Um ditado popular diz que depois da tempestade sempre vem a bonança. Portanto, não é novidade que vivemos constantemente fases boas e outras ruins; que crises são uma constante em nossas vidas, sempre existirão. Na China, crise é sinônimo de oportunidade.
É sabido que para conseguirmos obter resultados diferentes precisamos mudar nossas atitudes. E como agir em momentos ruins? Primeiramente, precisamos entender que na vida sempre há altos e baixos, pois isso nos dará força para passar pelos maus momentos. Teremos, também, o conforto de saber que isso passa e provavelmente chegaremos mais facilmente aos bons momentos. É claro que aí não poderemos nos esquecer que a fase boa também passará e, assim, economizaremos para as fases ruins.
Agora, como transformar crises em oportunidades? Precisamos identificar o que não conseguíamos fazer em tempos de vacas gordas e aproveitar os tempos de vacas magras para realizar. Por exemplo, se não conseguimos tirar férias quando temos muito serviço, poderemos aproveitar para descansar e nos preparar para épocas com muitas atividades. É também um ótimo momento para darmos atenção especial aos nossos clientes, afinal, no core-corre do dia-a-dia, muitas vezes não damos um atendimento da forma que é preciso. Não podemos nos esquecer, também, que é uma excelente época para planejarmos nossas atividades e, claro, cuidarmos dos treinamentos e principalmente da saúde. São atividades importantes e que costumam ser deixadas de lado por falta de tempo. Enfim, é aproveitarmos os tempos de calmaria para nos prepararmos para os momentos de sufoco.

Vejo muitos empresários aproveitando a desculpa de que tem uma crise para demitir parte de seus profissionais. É mais fácil justificar a demissão. O que precisamos saber é que, nessas horas, os bons profissionais, aqueles que são as estrelas, que carregam a empresa, não são demitidos. Geralmente, sai primeiro aquele profissional que não faz tanta diferença. Portanto, se você foi um dos demitidos procure analisar onde errou. Agora, se você ficou saiba que provavelmente terá mais serviço a fazer. Em momentos de crises é preciso aumentar a produtividade a qualquer custo, já que só sobrevivem as empresas que forem mais rápidas em suas decisões e mais produtivas. É preciso ouvir nossa intuição e ter agilidade. Nessas situações, é preciso manter a cautela, mas não podemos ter medo de realizar ações ousadas. Vamos acreditar que é possível atingir as metas, desde que se arregacem as mangas.
Pesquisas mostram que os profissionais brasileiros são criativos e os que mais vestem a camisa da empresa onde trabalham, principalmente, em momentos críticos. Sabemos que em tudo na vida sempre existirão pontos positivos e negativos. Aquelas pessoas que só sabem reclamar e justificar serão sempre perdedoras, enquanto outras irão comemorar. Aí é o momento de cortar os supérfluos, ter calma, equilíbrio e cabeça fria para evitar entrar em pânico. Também é preciso rever os processos e as estratégias e ainda redimensionar os investimentos para manter a rentabilidade do negócio.

É tempo de fazer avaliações profissionais, pessoais e dos negócios. Sabemos que nem todos os segmentos de mercado serão afetados pela crise e aqueles que forem afetados também serão em intensidades diferentes. Então, se você tiver um diferencial poderá nem sentir o problema. Enquanto uns focam os problemas, outros buscam as soluções. E, se a vida te der um limão, faça dele uma limonada.
Não importa se somos uma pessoa ou uma empresa, sempre é possível aproveitar os momentos ruins e aprender com eles. Se você perseguir a excelência, certamente irá sobreviver. Tire a letra s da crise e crie.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
Site: www.soniajordao.com.br 
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