quarta-feira, 23 de março de 2011

Aposentar-se, e depois?

Por Sonia Jordão
Vejo muitas pessoas que imaginam que aposentar-se significa não fazer nada, ficar olhando o tempo passar e preparar-se para a morte. Hoje, pode ser o ponto de partida para uma nova fase na vida. Se você estiver preparado, pode ser emocionante. Nossa expectativa de vida aumentou e muito.
Se hoje você tem vontade de mudar de profissão, de seguir uma segunda carreira, é hora de se preparar para isso, não importa com quantos anos esteja. Muitos podem ser os motivos que nos levam a querer fazer uma coisa diferente, entre eles: o cansaço físico que uma profissão nos proporciona, o surgimento de novas oportunidades, profissões que nos atraem mais ou, ainda, a necessidade de se complementar a renda. Outro motivo que nos leva a querer mudar é descobrirmos que escolhemos uma profissão que não é a mais adequada para o nosso perfil. Isso acontece também quando nos aposentamos e queremos continuar trabalhando, porém em algo que nos dê mais prazer do que a atividade que executamos durante vários anos.
Viver até mais de noventa anos está cada vez mais fácil. Pesquisas mostram que aposentados que continuam com atividades profissionais têm 51% menos possibilidades de morrerem do que aqueles que simplesmente param de trabalhar. Não podemos nos deixar morrer em função do ócio, da falta de perspectivas e de projetos de vida. Sem objetivos de vida a depressão e outras doenças podem ser as realidades de quem não se prepara para a aposentadoria. Aos cinqüenta anos podemos começar uma nova carreira que pode durar trinta anos ou mais. Aposentar pode ser a oportunidade de experimentar o novo, pôr para fora o que se tem de melhor. Não mais trabalhar para sobreviver e sim trabalhar por prazer.
Sabemos que são as nossas escolhas de hoje que trarão os resultados de amanhã, portanto precisamos fazer as escolhas certas. Não importa o motivo, o que vale é a regra de que é preciso planejar uma segunda carreira, pois assim nossas decisões serão mais fáceis de serem tomadas quando precisarmos decidir que rumo seguir.
Você pode também precisar mudar de carreira de maneira mais rápida, sem ter tempo para se preparar. Eu passei por várias mudanças na área profissional, mas sempre tentava me preparar para o que viesse. Formei-me engenheira mecânica, fui professora universitária, no curso de engenharia, durante muitos anos. Em determinado momento assumi a área comercial de uma empresa e deixei o magistério. Com o tempo, fui me envolvendo, também, com a área administrativa, o que me levou a necessitar de conhecimentos especiais de liderança. Comecei a gostar do tema e hoje boa parte do meu tempo é gasto em leituras e pesquisas sobre o assunto. Atualmente estou na minha segunda carreira, trabalho com treinamentos e consultorias e escrevo livros e artigos.
Experimente começar a planejar a sua segunda carreira, a pensar o que quer fazer quando não estiver mais na profissão que está exercendo atualmente. Não importa se você tem somente vinte e poucos anos. Você pode querer ter seu negócio próprio e para isso pode, por exemplo, começar a economizar. Você pode, futuramente, querer atuar em outra área de conhecimento e para tanto precisa começar a pesquisar e estudar o assunto em suas horas de folga.
Estamos em um processo muito dinâmico e todo momento podemos adquirir novos conhecimentos e repensar tudo o que planejamos. Porém, se você nem iniciou seu planejamento, não poderá aperfeiçoá-lo. Ao longo da vida é preciso trabalhar pensando na autonomia e independência financeira. Viva o dia de hoje, mas planeje o dia de amanhã!
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Um grande vilão dos relacionamentos: os contratos ocultos

Por Sonia Jordão

Tenho observado que um grave problema que acontece nos relacionamentos, seja entre casais ou entre sócios, se deve a alguns contratos ocultos, que estes fazem, e não conseguem cumprir. Esses contratos, se não tratados adequadamente, podem levar a separações entre os casais ou a acabarem com uma sociedade. Geralmente, depois do problema existente, fica difícil de resolver.

Mas o que é esse tal de contrato oculto? É quando uma pessoa espera do outro algo que este não pretenda cumprir no relacionamento, por nem conhecer a expectativa do outro. Quando existe uma expectativa por parte de um que não é possível ser atendida em função de crenças e objetivos diferentes do outro. Aí, quando a pessoa descobre que não terá o que espera, se decepciona com o outro e o problema está formado.

Exemplificando o que acontece: imagine um casal de namorados que tenham por hábito irem a bares todos os fins de semana. Quando decidem se casar o rapaz pensa: “minha namorada sabe que gosto de frequentar os bares, de tomar uma cervejinha. Vamos nos casar, mas continuarei com esse hábito”. A moça pensa diferente: “meu namorado gosta muito de ir a bares, mas isso é porque ele não tem a casa dele. Quando nos casarmos isso vai mudar”. Não conversam sobre o assunto e se casam. Depois de casados, provavelmente irão brigar por isso. O rapaz querendo continuar a frequentar os bares e a moça querendo ficar em casa.

Outro exemplo: dois amigos resolvem abrir um negócio. Um deles tem um tio que é proprietário de uma empresa de sucesso, onde trabalham vários parentes, por isso acha normal contratar parentes para trabalhar com ele. O outro vem de uma família na qual, quando ainda era criança, um parente lesou seu pai, levando a família a passar por sérios problemas financeiros. Essa história o marcou profundamente, porque sua mãe até adoeceu em função do problema. Entretanto ele não tem consciência de que o fato o tenha marcado tanto. Abrem a empresa e à medida que essa vai crescendo, um dos sócios começa a contratar pessoas de sua família e isso incomoda tremendamente o outro sócio. Aquilo que para um é normal, para o outro é um grave problema. Como nunca conversaram sobre a situação, o que para um é uma coisa normal, para o outro é um complicador. É difícil chegarem a um acordo, uma vez que possuem ponto de vista contrário.

Assim como nesses exemplos, existem várias situações, nas quais um pensa de forma oposta ao outro, gerando imensos problemas. E, muitas vezes, os aborrecimentos são por coisas até pequenas, mas que acontecem várias vezes. Aí, quando resolvem se separar parece que foi por algo pequeno, por uma gota d’ água. Mas o problema não estava na gota e sim no copo que já estava cheio.

Por tudo isso, a melhor receita é o diálogo, conversar sobre os problemas, mesmo que pequenos. Se quiser um relacionamento duradouro, é preciso buscar entender o ponto de vista e as expectativas do outro, além respeitar o direito do outro de pensar diferente. Também é preciso ter cuidado durante a conversa, porque comunicação é uma via de mão dupla. Não importa o que se fala, mas como o outro recebe, e cada um entende o que ouve em função de suas experiências de vida.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Ganhadores do Sorteio Extra

Veja a lista com os nomes dos ganhadores do Sorteio Extra do Portal da Sonia Jordão.

Acesse o link http://www.soniajordao.com.br/detalhe.php?id=319.

Cada um dos ganhadores receberá em casa um exemplar do livro "A arte de liderar - Vivenciando mudanças num mundo globalizado", 2a edição.

Parabéns e boa leitura!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

A Melhoria Contínua deve ser o maior desafio

Por Sonia Jordão

“Todos nós somos ignorantes, só que em diferentes assuntos” (Will Rogers).

As pessoas jovens ou velhas podem responder a qualquer desafio, a qualquer mudança, desde que lhes seja oferecido o apoio e a liderança de que precisam para usar seus talentos da maneira mais eficaz. É fascinante observar as pessoas de uma hora para outra desabrocharem e assumirem a liderança.

Em um ambiente onde precisamos extrair cada boa idéia de cada membro da organização, não devemos aceitar estilos gerenciais que oprimam e intimidem. Podemos convencer esses líderes a mudar ou podemos afastá-los caso não consigam fazê-lo. Esse deverá ser o compromisso com a transformação da organização na busca da melhoria contínua. Com isso será determinado o futuro da confiança e do respeito mútuos que estamos construindo. Sabemos que sem líderes que praticam o que pregam todos os nossos planos, promessas e sonhos para o futuro serão apenas isso – uma pregação no vazio.

O grande desafio do líder é responder às seguintes questões:

  • Sua competência é suficiente apenas para arrumar o que está quebrado?
  • Você é competente para melhorar o que já está bom?
  • Você é suficientemente competente para melhorar o que está ótimo?

Foi feita uma pesquisa e detectou-se o que os líderes ensinariam para seus filhos como sendo muito importantes. Veja se você também faria o mesmo:

  • Cultivar um bom relacionamento com as pessoas é essencial.
  • Transformar problemas em oportunidades é meta vital.
  • É fundamental saber qual é o seu negócio.
  • Duas cabeças pensam melhor do que uma.
  • O sucesso é uma oportunidade aproveitada.
  • Em time que está ganhando também se mexe.
  • Trabalha-se para o futuro.

Da ascensão profissional à vida esportiva, da liderança de projetos à vida familiar. Técnicas de liderança constituem-se como conhecimento e ferramentas indispensáveis, não só porque agregam valor a vida de cada um, mas também porque auxiliam no pleno desenvolvimento das potencialidades e da própria personalidade.

Busque constantemente a melhoria em todos os setores de sua vida. Esta busca nunca deve terminar. Você só pára de aprender quando morre. Lembro-me de uma história de um velho que dizia que estava sempre aprendendo. Um dia, no seu leito de morte, não achavam uma vela para colocar-lhe na mão. Então, uma senhora foi até o fogão a lenha, pegou um pedaço de pau em brasa e o colocou na mão do velho. Ele viu aquilo e disse: – Não preciso de uma vela, só preciso de uma luz, e até na hora de morrer aprendo mais alguma coisa; e morreu... Então, se está vivo, não perca tempo!

Extraído do livro de Sonia Jordão: A arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sorteio Extra no Portal da Sonia Jordão

Sortearemos seis livros A Arte de liderar em 2° edição, que foram encontrados na hora de realizar a mudança para o novo escritório. Mande um e-mail para contato@soniajordao.com.br com o assunto: Sorteio Extra. O sorteio acontecerá no dia 01/03/2010.

Uma organização com excelência

Por Sonia Jordão

Como será uma organização que atinge a excelência? Quais características ela precisa ter para conseguir o sucesso?

Chegar à excelência é difícil, agora, manter isso é ainda muito mais. Para que uma organização atinja a excelência, é necessário, entre outras coisas, o comprometimento de todas as pessoas da empresa. Segue algumas dicas abaixo, para quem quiser chegar lá:

  • A direção, todos os gestores e os colaboradores precisam realizar suas atividades bem feitas na primeira vez e sempre. A busca pelo erro zero dever ser contínua. Entretanto, caso cometa um erro, é importante saber o que fazer para solucioná-lo e ainda analisar o porquê aconteceu, para evitar a reincidência.
  • A busca da qualidade deve fazer parte de todos os momentos e situações das pessoas que compõem a organização. A qualidade é um processo inesgotável... Quando se atinge uma meta, já aparecem outras melhorias que precisam ser realizadas.
  • A empresa deve ter foco no cliente. Procure saber se os seus clientes estão satisfeitos, antecipe suas necessidades e busque superar suas expectativas.
  • Ter bons líderes é fundamental. Só assim a empresa conseguirá ir para frente.
  • A organização precisa crescer constantemente e com lucratividade. Precisa ter sustentabilidade.
  • As mudanças na organização precisam ser planejadas e gerenciadas.
  • É preciso que haja participação e espírito de equipe. Para alcançar o sucesso, todos devem fazer a sua parte.
  • Em uma organização, todos os setores são importantes, e basta que um setor falhe para comprometer todo o sistema. É importante que um setor apóie e ajude o outro.
  • Ninguém conhece melhor o trabalho do que aquele que o executa. Esta é a pessoa mais indicada para dizer o que deve ser melhorado em seu trabalho.
  • As pessoas devem se orgulhar de trabalhar na organização, precisam vestir a camisa da empresa. Elas devem se comprometer e trabalhar com o coração.
  • Toda decisão precisa ser baseada em fatos. Analise cada situação e, depois, decida como agir. Evite agir por impulso.

Agora, se você for um executivo na empresa onde trabalha, saiba o que vários executivos dizem que é necessário para que uma organização funcione bem: ter um bom ambiente de trabalho é fundamental. A organização perfeita, na visão dos executivos, é aquela que faz com que ele vá, todos os dias, para o trabalho com alegria. O dia-a-dia, segundo eles, deve ser algo extremamente prazeroso e, para isso, a empresa precisa proporcionar um ambiente humano, amigável, familiar e confortável. O resto é consequência.

Foi considerado, ainda, que a organização precisa se preocupar com plano de carreira, desempenho e remuneração, equipe qualificada, comunicação, respeito, qualidade de vida, motivação, intercâmbio de ideias e ter uma estratégia clara e bem definida.

Reflita sobre o que você leu até aqui. Será que a sua empresa está no caminho certo para atingir a excelência?

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Algumas razões para trabalhar em equipe

Por Sonia Jordão

“Por trás de um homem competente há sempre outros homens.” (provérbio chinês)

Começo este artigo com algumas razões que justificam a montagem de uma equipe de trabalho dentro da empresa:

  • Embora queiram, os gerentes não podem tomar todas as decisões, porque o trabalho está ficando complexo demais.
  • O know-how é de domínio de algumas pessoas que possuem esse conhecimento específico e são elas que fazem o trabalho.
  • Está ficando difícil fazer o trabalho individualmente. A produtividade está inadequada, a comunicação não tem sido boa e começam a existir conflitos que abalam o moral.
  • O tempo para executar a tarefa é pequeno e não dá para aguardar até que alguém diga o que fazer.
  • Várias pessoas pensam que se sentiriam melhor no trabalho se pudessem opinar sobre como as coisas devem ser feitas, se assumissem as responsabilidades pelo aperfeiçoamento do produto e do processo de trabalho.
  • As pessoas estão constantemente precisando trocar ideias dentro da organização, porém em setores diferentes.
  • A mudança da organização é uma realidade. Com as novas tecnologias a formação de equipes é o próximo passo.
  • Com a competitividade atual do mercado, as organizações que não trabalharem em equipe ficarão para trás. Novas organizações precisam ser mais criativas, flexíveis e eficazes.
  • Com o trabalho em equipe os resultados são melhores. É necessário aprimorar continuamente a qualidade e reduzir custos dos produtos.
O trabalho em equipe influencia e modifica a organização como um todo. Nesse sentido, há dois tipos de organizações: as tradicionais e as baseadas em equipes.

Nas organizações tradicionais, as informações são controladas rigorosamente e, em alguns casos, chegam a ser confidenciais, disponíveis para uso apenas por alguns poucos escolhidos. Nesse tipo de organização, o que o chefe pensa e diz determina o desempenho de cada pessoa e o trabalho é organizado em torno de funções e departamentos. Há vários gerentes que controlam o poder e o trabalho dos outros, enquanto decidem os rumos da organização. Cada colaborador realiza uma função e tem uma responsabilidade muito limitada. As recompensas e o reconhecimento são baseados no desempenho individual, mesmo os gerentes compartilhando do sucesso financeiro da organização, este não chega aos baixos escalões.

Além disso, o comportamento e as decisões das pessoas são determinados por regras, procedimentos e políticas. O controle e a melhoria da qualidade ficam sob a responsabilidade da gerência ou dos especialistas em controle da qualidade. E a maioria do trabalho é realizada por indivíduos que têm pouco controle sobre seus métodos e processos de trabalho.

Muito diferente é a organização baseada em equipes. Nesse tipo de organização, a partilha de informações é vista como necessidade e responsabilidade de todos. O desempenho da equipe é impulsionado pelas exigências dos clientes internos e externos. Todo o trabalho é interfuncional, projetado para que as equipes sintam que possuem um cliente ou produto. A responsabilidade e a liderança são compartilhadas com aqueles mais próximos no trabalho. Cada membro da equipe desempenha várias funções.

As recompensas e o reconhecimento são compartilhados e baseados no desempenho da equipe ou da organização. O comportamento e as decisões da equipe são influenciados pela visão e pelos valores da empresa. A melhoria da qualidade é incluída no trabalho de todo dia e é de responsabilidade de todos, devendo ser praticada continuamente. As equipes possuem um grande grau de liberdade, principalmente na tomada de decisões sobre a melhor maneira de fazer o seu trabalho.

Agora, atente: atualmente, o maior diferencial competitivo é o capital intelectual. Precisamos aprender a trabalhar em equipe, fazer desabrochar o potencial de cada pessoa, aprender a viver com as diferenças e extrair o melhor da diversidade que existe dentro da organização. É preciso entender que ao trabalhar em equipe temos mais chances de superar nossos limites.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A importância dos treinamentos nas organizações

Por Sonia Jordão

O tema deste artigo não é nenhum mistério, tampouco um novo achado. Contudo, as coisas que temos o hábito de considerar como simples ou lógicas são as que precisam ser lembradas.

Sabemos que quando executamos qualquer tipo de atividade, seja ela simples ou complexa, temos que ser competentes. Para tanto, competências cognitivas (conhecimento), atitudinais (atitudes, valores criatividade, emoção, auto-estima e inter-relacionamento) e operacionais (experiências e produtividade) devem ser desenvolvidas e aperfeiçoadas. Está aí a importância da realização de treinamentos nas empresas.

As organizações, tendo conhecimento desse fator, precisam se preocupar em treinar seus profissionais, em todos os níveis.

Durante o treinamento, é imprescindível desenvolver nos participantes conhecimentos explícito (conceitos, fatos e teorias apreendidos através de esquemas cognitivos) e tácito (construção pessoal, mediante experiências e interpretações). Esse é o grande desafio dos treinadores/facilitadores.

Para que esses conhecimentos sejam aprendidos e/ou desenvolvidos, alguns aspectos são fundamentais no treinamento:

  • Intercalar apresentação de temas e aplicação de técnicas.
  • Atentar para o fato de que diferentes ambientes e públicos têm necessidades específicas.
  • Interagir com os participantes. Não nada mais tedioso do que ficar horas e horas apenas ouvindo o outro falar.
  • Explicar aos participantes o contexto em que o tema a ser estudado está inserido.
  • Fazer uso de exemplos.
  • Usar o humor para tornar o aprendizado mais interessante. Mas, cuidado: piadas em excesso podem desprestigiar seu trabalho e prejudicar o treinamento.
Há muitos outros aspectos que podem ser incorporados ao treinamento para torná-lo eficaz, basta ter bom senso na escolha e não perder o foco nos objetivos a serem atingidos.
Com relação aos objetivos do treinamento, eles são fundamentais: treinamentos são mais aceitos quando demonstram os resultados pretendidos e fazem com que todos se sintam envolvidos e responsáveis pelos resultados.

Mas, sabendo a organização da importância de proporcionar treinamentos para a equipe, quando realizá-los?

A atitude de treinar colaboradores é sempre bem-vinda, porém é necessário que o intento seja constante. Caso contrário, tudo será em vão... Acredito que é preciso treinar sempre. Contudo, não podemos nos esquecer de que ao recomendarmos um treinamento, que não seja fundamental para a correta realização da atividade, ao colaborador, ele tem o direito de rejeitar a oferta de ajuda. Assim, é importantíssimo “vender” as vantagens do treinamento.

Para finalizar, de nada adianta o treinamento em si, é fundamental a continuidade dele na empresa. O bom treinamento é aquele que incentiva a organização das rotinas diárias, a solução de conflitos e o uso da informação para a tomada de decisões.

As habilidades para a aplicação dos conhecimentos se desenvolvem com a prática, sendo assim estimule seus colaboradores a trabalhá-las.

Baseado no artigo “Treinando e desenvolvendo pessoas”, de Sonia Jordão, publicado no livro “Ser Mais com T&D”.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As mudanças nos tempos atuais

Por Sonia Jordão

Atualmente, a ocorrência de mudanças é cada vez mais freqüente e rápida. Hoje, um conhecimento pode ser considerado defasado em questão de dias. Com isso, há um grande impacto nas pessoas e em seus locais de trabalho, mudando comportamentos e relacionamentos. As mudanças sociais verificadas com a feminização da economia e a flexibilização do trabalho acabaram por universalizar e democratizar o mercado.

As mudanças ocorrem continuamente, por isso é fundamental estarmos atentos ao que acontece a nossa volta. Nesses momentos, o conhecimento se expande e aumenta em valor e poder. A quantidade de informações que temos a nosso dispor é imensa. Passamos de uma economia baseada nas indústrias para uma economia com base em informações.

Ao longo da história da humanidade, as pessoas mais ricas do mundo sempre comandaram os recursos materiais. Hoje, a riqueza está em poder controlar o conhecimento.

Uma série de mudanças ocorreu nos últimos tempos e transformou significativamente o mundo, entre elas:

• Campo social: crescimento populacional acelerado; concentração de renda e empobrecimento; desenvolvimento sustentável; feminização do mercado de trabalho.
• Campo organizacional: novas tecnologias produtivas (Just-In-Time); administração de resultados.
• Campo econômico: abertura do mercado chinês; globalização; comércio eletrônico.
• Campo tecnológico: microeletrônica, circuitos integrados e internet; DNA, engenharia genética, clones e Projeto Genoma Humano; o uso de satélites, melhorando as formas de comunicação; microbiologia, nanotecnologia e biotecnologia.
• Campo comportamental: programação neurolinguística; gestão do conhecimento.
• Campo ecológico: aquecimento global e desastres naturais.
• Campo gerencial: teorias produtivas de gestão; redefinição do conceito de liderança; novas formas de treinamentos; gestão da qualidade, do meio ambiente e da responsabilidade social; qualidade de vida no trabalho.

As mudanças trazem novidade e é preciso humildade para aceitá-las e para começar a fazer o novo. Daí a importância de tentar, começar e aprender a fazer coisas novas, independentemente do que seja, para depois ― certamente ― conseguir fazer bem feito. No começo, é importante não termos pretensões de ser o melhor. É necessária apenas a vontade e a coragem de fazer. Com o tempo, a melhora tende a acontecer naturalmente. É preciso ter consciência da importância da mudança para realizá-la. É bom também procurar descobrir o que pode ser esquecido para, assim, deixar surgir novas oportunidades.

Extraído do livro “A arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”.


Sonia Jordão
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