quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O autoconhecimento é um fator fundamental para atingir o sucesso!

Por Sonia Jordão

“Conheça a si mesmo. Saiba exatamente quem você é, conheça suas fraquezas e suas forças”. (Peter Drucker)


O líder precisa ser uma pessoa com um alto grau de inteligência emocional. Por isso, é importante buscar o autoconhecimento, para saber pensar por conta própria e conviver com suas emoções de forma saudável. Se permitir sentir todas as emoções, mas saber lidar com elas. Mesmo que não controle alguma emoção é importante não deixar que as emoções negativas o destruam.

Uma vez que líderes gostam de trabalhar, eles estão mergulhados no trabalho na maior parte de seu tempo. No entanto, de vez em quando precisam tirar um tempo para refletir, pensar no que está acontecendo, tomar certa distância para conseguir enxergar melhor, analisar inclusive como anda seu desempenho como líder.

Na Antiguidade, o filósofo Tales quando perguntado sobre qual a coisa mais difícil do mundo, respondia que era conhecer a si mesmo. Vários pensadores recomendam a seus discípulos a necessidade do autoconhecimento.

O líder deve ter boa percepção de seus impulsos e motivações, bem como do efeito desses comportamentos sobre as pessoas com quem ele convive. Autoconfiança e auto-avaliação realista são posturas indicadoras do autoconhecimento e apresentam forte impacto na situação de trabalho em equipe.

Os líderes precisam conhecer tanto seus pontos fortes para poder usá-los da melhor maneira, quanto seus pontos fracos para buscar colaboradores que possam supri-los. É fundamental buscar entender seus valores e aonde quer chegar, pois isso garantirá que saiba qual direção tomar.

De todo o visto se deduz que dentro do campo de trabalho de um líder, as situações modificam-se o tempo todo. É importante avaliar quanta flexibilidade se tem. Verificar se consegue, por exemplo, enfrentar tanto o crescimento quanto a retração. Os líderes mais eficazes são aqueles capazes de adaptar seus estilos e as suas próprias escalas de valores às exigências de uma situação ou grupo específico.

É óbvio que também será de extrema ajuda a aquisição do conhecimento técnico e profissional, já que a mesma faz parte do desenvolvimento de quem busca crescer. Através desse investimento em si próprio, o líder estará se equipando com um ingrediente essencial: o seu crescimento pessoal.

Não se consegue ter todas as virtudes necessárias à liderança. O ideal é buscar ter o máximo possível dessas virtudes e saber quais características pessoais precisam ser trabalhadas.

Um notório professor de Recursos Humanos, José Agulhô, ao falar de nossa capacidade de liderar me mostrou o seguinte conceito: “(...) temos que aprender a nos conhecer, a gerir nossos atos, aprender a gerir-se primeiro”. Este é um grande desafio do líder em tempos de mudanças: conseguir gerir-se e ajudar seus colaboradores a fazerem o mesmo, e isso só é possível com o autoconhecimento.

Extraído do livro A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecernegocios.com.br, www.umnovoprofissional.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.editoratecer.com.br.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O processo de sucessão nas empresas familiares

Por Sonia Jordão

Atualmente, uma das maiores preocupações do mundo empresarial diz respeito à sucessão em cargos de liderança. Tal preocupação ocorre devido a alguns desastrosos processos de sucessão empresarial, principalmente no caso de empresas familiares.

Empresas familiares têm como característica principal a presença do fundador. Este, sempre presente, é o responsável pela tomada de decisões. O problema é que boa parte dessas decisões são tomadas com base no emocional e intuitivo. Mesmo assim, há casos em que o espírito empreendedor do fundador faz com que a empresa cresça rapidamente.

Quando surge a necessidade de troca de comando, seja ela por aposentadoria do fundador, doença ou promoção do líder, a empresa entra em um processo de transição. Tal período pode ou não ser problemático, tudo depende da conscientização de que a mudança de gestão é inevitável e da forma como a sucessão é conduzida. Esse é um momento crítico, pois se o processo não for bem conduzido, a empresa pode ter de ser vendida ou até fechar.

Nas empresas familiares, a sucessão só é bem sucedida quando o fundador tem plena consciência de que seus filhos são diferentes dele e entre si. Assim, terão atitudes diferentes frente aos desafios e os resultados também não serão os mesmos. Agora, boa parte dos problemas decorrentes de uma sucessão deve-se ao fato de que não há um plano de sucessão, tampouco o desenvolvimento e a preparação dos sucessores.

Para que a sucessão de lideranças não seja traumática, nem traga prejuízos para a empresa, é necessário investir num programa de capacitação de sucessores. Contudo, o programa de capacitação só será eficaz se for planejado e se todos tiverem consciência de sua importância. Planejar a sucessão da empresa é garantir sua continuidade.

Um bom planejamento visa à escolha e preparação adequada dos sucessores, a administração de conflitos, a descentralização do poder, a realização de um plano de desligamento gradual do fundador, e a conscientização da família da importância na participação do processo de sucessão. Após a realização do planejamento, é necessário identificar as competências que precisam ser trabalhadas nos sucessores. Nesse programa, não só os conhecimentos técnicos devem ser valorizados. Os futuros sucessores devem estar preparados para planejar e colocar em prática estratégias. Já os membros dos conselhos, devem trabalhar a habilidade de avaliar e tomar decisões.

Agora, tenha em mente que nenhum planejamento é capaz de identificar com exatidão os problemas, mas ajudam na criação de ações para os problemas encontrados. Além disso, programas de sucessão de lideranças só são eficazes se estiverem em harmonia com outros programas de desenvolvimento profissional da organização como, por exemplo, programas de avaliação de desempenho e de ajustes de plano de carreira.

Outro fator importante para que a sucessão seja eficaz, é entender que formar um novo líder não é trabalho para apenas um dia, tampouco os resultados serão obtidos em curto prazo. É necessário tempo e investimento. O plano de sucessão deve, portanto, responder a três perguntas básicas: “Quem ficará encarregado pela empresa?”, “Quando acontecerá a sucessão?” e “Como ocorrerá a sucessão?”.

Veja algumas dicas importantes com relação à empresa familiar e ao processo de sucessão.

  • Toda empresa familiar deve prever quem tem condições de assumir a gestão da empresa, em caso de impedimento do gestor principal.
  • Herdeiros da empresa que tenham interesse em assumir os negócios devem estar preparados. Conhecimentos teóricos e exercícios práticos são fundamentais.
  • Mesmo tendo um herdeiro sucessor, a empresa deve preparar seus colaboradores e ter um colaborador-chave, que esteja pronto para tocar a empresa a qualquer momento e/ou ajudar na transição da sucessão.
  • Todos devem estar comprometidos com a perpetuação da empresa.
  • A empresa deve estar acima de interesses pessoais.

Processos sucessórios envolvem a família, a propriedade e a administração. Quando bem elaborado, possibilita a perpetuação da organização.


Leia mais sobre os desafios da liderança durante o processo de sucessão no livro “E agora, Lívia? Desafios da liderança”.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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Características do empreendedor de sucesso

Por Sonia Jordão

O empreendedor é uma pessoa criativa, inovadora, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos. É aquele que desenvolve e realiza visões, usando-as para detectar oportunidades de negócios e tomar decisões moderadamente arriscadas. Ele cria um novo negócio em função do risco e da incerteza, com o propósito de conseguir lucro e crescimento, mediante identificação de oportunidade de mercado.

Antes de se iniciar no mundo empresarial é importante que o empreendedor realize uma autoavaliação, refletindo sobre aspectos de sua personalidade. Qualquer que seja o negócio, ele necessita ter uma força sempre presente: a auto-motivação.

Além de ser motivado, é necessário procurar desenvolver algumas características para ter sucesso como empreendedor. Entre elas:

  • Capacidade de assumir riscos: Os riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a administrá-los. Arriscar significa ter coragem para enfrentar desafios, ousar a execução de um empreendimento novo e escolher os melhores caminhos conscientemente.
  • Saber aproveitar oportunidades: O empreendedor tem que estar sempre atento e ser capaz de perceber, no momento certo, as oportunidades de negócio que o mercado oferece.
  • Conhecer o ramo do negócio: Quanto mais se dominar o ramo em que pretende atuar, maiores serão as chances de êxito. Se já tem experiência no setor, ótimo. Se não tem, é preciso investir em cursos, treinamentos, livros...
  • Ser organizado: O empreendedor deve ter senso de organização e capacidade de utilizar-se dos recursos de forma lógica e racional. A organização facilita o trabalho e economiza tempo e dinheiro.
  • Capacidade de tomar decisões: O empreendedor deve ser capaz de tomar decisões corretas no momento exato, estar bem informado, analisar friamente a situação e avaliar as alternativas para poder escolher a solução mais adequada. Essa qualidade requer vontade de vencer obstáculos, iniciativa para agir objetivamente, e confiança em si mesmo.
  • Ser líder: O empreendedor deve saber definir objetivos, orientar a realização de tarefas, combinar métodos e procedimentos práticos, incentivar pessoas no rumo das metas definidas e produzir condições de relacionamento equilibrado entre a equipe de trabalho em torno do empreendimento. Bons líderes tendem a ser pessoas que estão sempre somando alguma coisa a uma situação.
  • Ter talento: O empreendedor precisa ter talento e certa dose de inconformismo diante das atividades rotineiras para transformar simples ideias em negócios efetivos.
  • Ser independente: O empreendedor precisa soltar as amarras e, sozinho, determinar seus próprios passos, seus caminhos, decidir o rumo de sua vida enfim, ser seu próprio patrão.
  • Manter otimismo: O empreendedor nunca deixa de ter a esperança de ver seus projetos realizados, porque é bem informado, conhece o chão em que pisa e tem confiança em seu desempenho profissional.
  • Ser competitivo: Para o empreendedor se tornar competitivo em primeiro plano teremos que estar abertos às mudanças que acontecem ao redor do mundo e rever paradigmas.
  • Ter autoconfiança: A autoconfiança é um elemento importante para os negócios do empreendedor, ela pode fazer a diferença entre o seu sucesso e o fracasso de outro.
  • Possuir capacidade de aprendizagem: Discordâncias e conflitos são necessários e até desejáveis. Sem isso não existirá entendimento, sem entendimentos só se tomam decisões erradas.
  • Ser sensível a outros.
  • Ser assertivo e em agressivo em relação aos negócios, quando necessário.
  • Ter tendência a confiar nas pessoas.
  • Buscar a lucratividade continuamente.
  • E, ser entusiasmado com seu negócio.

As características do comportamento empreendedor envolvem um conjunto de realizações (busca da oportunidade, ter iniciativa, correr riscos calculados, exigir qualidade e eficiência, ter persistência e comprometimento) e um conjunto de planejamento (busca de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemáticos). O empreendedor associa visão (de sonhador, artista, inventor, planejador) com a ação (trabalhador e gerente de linha).

Não basta ter uma boa formação acadêmica e ficar estagnado. O momento é de aprendizado permanente, de buscar uma capacitação profissional que facilite a realocação ou recolocação e/ ou montagem do próprio negócio.

A capacidade de surpreender o cliente é considerada o diferencial dos empreendedores de sucesso. Por isso, o empreendedor precisa inovar na relação com o seu cliente. Um bom empreendedor sabe que o cliente é a razão de sua empresa existir. Por isso, deve-se exercitar a flexibilidade e deixar a criatividade fluir. Pessoas talentosas são aquelas que vivem seu tempo, são flexíveis, democráticas, curiosas, observadoras, atentas aos detalhes e que se negam a “envelhecer”. A inovação resgata a pessoa no trabalho e na vida.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O relacionamento do líder com seus clientes

Por Sonia Jordão

“Se no final das contas é o cliente quem efetivamente aponta o caminho, quem indica as mudanças necessárias e quem viabiliza a satisfação de todos os interessados na empresa, por que tão poucas pessoas e empresas estão dispostas a ouvi-lo?” (Letícia Colombini)

Reflita se você conhece as respostas para as seguintes perguntas: Quem são seus clientes? Quantos de seus clientes compram regularmente os produtos da Empresa em que você trabalha? Como anda a concorrência? Quais são os 20% de seus clientes responsáveis por 80% de suas vendas? Quanto mais você conhecer seus clientes, mais poderá agregar valor aos produtos ou serviços que comercializa. Ouça seus clientes, vá até eles, comunique-se com eles.

Cada dia mais os clientes possuem necessidades diferentes. Suas expectativas hoje não são mais as mesmas de ontem, nem serão as mesmas de amanhã. Como as organizações precisam dos clientes para sobreviver e os líderes precisam das organizações para se realizarem profissionalmente, todos os líderes precisam se relacionar bem com os clientes da organização onde trabalham.

Quando trabalhar na área de vendas, procure individualizar o tratamento dado ao cliente, criar diferenciais que agreguem valor à organização. E nada melhor que um bom relacionamento com ele para conseguir isso. Aliás, procurar individualizar o tratamento dado ao cliente é fundamental. E o ideal é criar relações duradouras com eles. Essa é uma responsabilidade de todos na organização. O cliente quer se sentir importante e ser bem tratado por todos na organização.

Agora, atenção. A maneira como os colaboradores são tratados por seus líderes tem influência direta sobre o modo como eles tratam os clientes. E procure se lembrar do que disse Sam Walton, fundador da rede Wall-Mart, maior rede de varejo em todo o mundo: “Clientes podem demitir todos de uma Empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

Os clientes estão se tornando cada vez mais exigentes e a concorrência cada vez mais acirrada. Os cidadãos, agora mais conscientes, querem que o setor público melhore seus serviços. Por isso, também os regulamentos de segurança estão ficando melhores. O fato é que o interesse pela excelência cresce a cada dia no mundo inteiro, fazendo com que as organizações procurem programas de melhoria de qualidade. Estão constatando que a má qualidade de seus produtos e serviços prejudica sua imagem diante do cliente.

Atendimento, do ponto de vista do cliente, é tudo aquilo que ele puder sentir ou perceber, inclusive tocar, ouvir, ver, segurar, usar, cheirar, provar o gosto, etc. E como cada pessoa percebe as coisas do seu jeito, a mais alta qualidade somente será possível com o atendimento diferenciado.

Quando se atende às necessidades, expectativas e desejos do cliente, a empresa está trabalhando com qualidade. A satisfação do cliente e a qua¬lidade estão intimamente ligadas.

Mas, como saber o que o cliente deseja e necessita? Só mesmo perguntando a ele. Ouvir o cliente é um ponto de partida fundamental e deve ser uma atitude permanente. Se o cliente pensar que foi mal atendido provavelmente irá procurar refúgio no seu concorrente. E é muito mais caro recuperá-lo do que simplesmente mantê-lo. É bom ter consciência que os clientes não esperam que as empresas sejam perfeitas. Porém, querem que elas solucionem qualquer problema que possa ocorrer.

Extraído do livro A arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Características fundamentais para ser um bom líder

Por Sonia Jordão

Líderes especiais conseguem extrair o melhor de cada pessoa, dando-lhe autoridade para que possa ter suas próprias idéias e agir de acordo com elas. Para isso eles devem possuir algumas virtudes, pois sem isso não terão a credibilidade necessária.

Entre as características fundamentais podemos citar: Integridade, entusiasmo, firmeza, motivação, empatia, imparcialidade, autoconfiança, sensibilidade, autoconhecimento, criatividade e humildade.

Diversas outras qualidades são também importantes tais como: iniciativa, flexibilidade, determinação, responsabilidade, garra, dinamismo, serenidade e zelo.

Além de todas essas características, o líder ainda precisa ter conhecimento de seu trabalho, ser ético e observador, saber influenciar as pessoas e se relacionar com os outros, ser amigo e comprometido com a organização e ainda não ter medo de correr riscos. Analise se você tiraria alguma dessas características.

Pois ainda é bom que respeite os outros para que seja respeitado; que saiba ouvir e conversar, que tenha capacidade de decidir e de preferência que tenha estabilidade emocional. Quase nada, não é? Pois não é só isso.

Precisa também ter habilidade para saber distinguir o momento de seguir a razão ou a emoção, ter capacidade de adaptação às mudanças constantes e disposição para defender suas convicções sem desprezar os pontos de vista das outras pessoas.

E além de tudo isto, o líder precisa ter bom raciocínio lógico e o que chamam “jogo de cintura” e ainda ter cautela. E o ideal é que também seja carismático.

Ser líder não é fácil e não se consegue ter todas as qualidades necessárias. O importante é buscar ter o máximo possível de virtudes entre as citadas, buscando tornar-se a melhor pessoa possível.

A liderança possui um paradoxo: ninguém pode arrebatá-la diretamente; ela é um presente que só pode ser dado pelos outros. Ela chega quando eles o reconhecem, porque ser um líder não tem qualquer sentido sem outros que façam a opção de seguir o mesmo caminho que você. Você só será líder se existir liderados. Se você está só, não está liderando ninguém.

Líderes precisam ser cautelosos, não humilhar ninguém, ter muito cuidado, porque querer ser o melhor é muito importante, mas pensar que se é o melhor pode ser uma grande armadilha.

Agora penso que valeria a pena se questionar: Você concorda com as qualidades descritas anteriormente? Tem alguma outra que acredite ser fundamental?

Um dos maiores líderes da humanidade foi Jesus Cristo. Ele tinha algumas características marcantes. São elas: ser muito compreensivo e inspirador, ter o dom da oratória, seu discurso era simples e claro, ser um grande conselheiro, possuir a humildade e a compaixão. Mas, sobretudo, era detentor da confiança de seus discípulos, acessível e comprometido e, além de tudo isto, tinha fé. Ele era amigo, carismático e ilustrava sua fala com histórias, que ajudavam consideravelmente o entendimento do povo mais humilde. Ele falava de tal forma que as palavras entravam no pensamento de quem escutava e repercutia no coração. É impossível sermos um líder como ele, mas podemos imitá-lo em suas qualidades de liderança para sermos líderes melhores.

Extraído do livro A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lições de um executivo para seu sucessor

Por Sonia Jordão

A sucessão empresarial pode acontecer em diversas situações: quando o fundador resolve se aposentar, quando quer simplesmente ficar no conselho consultivo ou mesmo quando não tem mais condições de tocar o negócio por qualquer motivo. Entretanto, quando a empresa não se prepara para esse momento pode ocorrer uma situação traumática. Conflitos entre membros da família por causa da transmissão do capital e também do poder, podem até arruinar o negócio. Para evitar isso a organização precisa montar uma boa estratégia para a sucessão empresarial.

Organizações de sucesso, geralmente, têm na alta direção um bom líder. Este consegue enxergar a necessidade de formar seu sucessor e para isso torna-se um coach para a pessoa que ele acredita que terá capacidade de dar continuidade ao seu projeto. Como um bom coach, sua tarefa principal é ajudar, conduzir a pessoa que está sendo treinada a obter o melhor de si. Como entende isso, chama o futuro sucessor para junto de si e mostra o que acredita que ajudará na condução dos negócios quando não estiver mais no dia a dia da empresa.

Uma transição familiar bem sucedida pode significar um novo começo para a empresa. Inúmeras organizações permanecem por décadas, quando a sucessão acontece com sucesso. Se o fundador tiver dificuldades é possível contratar um consultor para ajudar a conduzir o processo de sucessão.

Muito importante também é preparar os herdeiros para serem empresários, já que assumir um negócio tem diversas responsabilidades - além de ser um empreendedor é preciso ser um bom gestor, um bom líder e, muitas vezes, lidar com um ou mais sócios. Empresários de sucesso cuidam dos recursos e das pessoas.

Caso o empresário tenha sócio, é preciso deixar as coisas bem claras, escrever os acordos. O melhor momento para preparar o divórcio é na hora do casamento. Assim também é na sociedade. É bom fixar as regras para a separação ou para a sucessão, quando está tudo funcionando bem.

Se existe uma boa preparação, quando o executivo se vai o sucessor lembra-se constantemente de suas orientações. Algumas delas tornam-se verdadeiras lições. Entre elas:

  • Para cada pessoa que trabalha na empresa, em média, existem duas outras que dependem do salário do funcionário.
  • As empresas precisam ser lucrativas porque, se forem à falência, não é só o empresário e os funcionários que saem prejudicados. Também os familiares, fornecedores e até os clientes sofrem, já que deixam de ter um serviço ou produto à sua disposição.
  • As pessoas são o que se tem de mais importante em qualquer negócio. Entretanto as empresas precisam andar independentemente delas. Porque se alguém adoecer, ganhar na loteria ou tirar férias, os negócios não podem parar.
  • Não é preciso sofrer para aprender. É mais sábio aprender com os erros de outras pessoas.
  • Estar presente fisicamente nos lugares não é suficiente. É preciso estar por inteiro com as pessoas.
  • Coletar dados e depois tratá-los para que virem informações ajuda a analisar as situações, para tomar as melhores decisões.
  • Não adianta coletar dados se não fizer nada com eles.
  • No mundo de hoje, com a velocidade dos negócios, as decisões precisam ser tomadas rapidamente.
  • Com bons indicadores de desempenho é mais fácil gerenciar o negócio.
  • A pontualidade é fator importantíssimo. As pessoas precisam respeitar o tempo dos outros e não podem se atrasar para os eventos e/ou reuniões.
  • As empresas precisam andar independente de qualquer pessoa. Já que por mais importante que uma pessoa seja, sua saída não pode desestruturar a empresa.
  • E, finalmente entender que não é problema contratar parente ou amigo, o que não se pode é contratar profissional incompetente.

Fazer o sucessor nos negócios não é tarefa fácil. O fundador precisa saber que falar de sucessão é falar de continuidade de seu projeto, e não de morte.

Essas são lições extraídas do romance corporativo “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”. Elas foram percebidas por Lívia após a morte de seu pai.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O cliente é o maior patrimônio da organização

Por Sonia Jordão

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar.” (Sam Walton, fundador da rede Wall-Mart).

Quem são seus clientes? Quantos de seus clientes compram regularmente os produtos da organização em que você trabalha? Como anda a concorrência? Quanto mais você conhecer seus clientes, mais poderá agregar valor aos produtos ou serviços que comercializa. Ouça seus clientes, vá até eles, comunique-se com eles.
As organizações precisam dos clientes para sobreviver e as pessoas precisam das organizações para se realizar profissionalmente, portanto todos os colaboradores precisam saber se relacionar bem com os clientes da organização.

O ideal é criar relações duradouras com seus clientes, e isto não é responsabilidade somente do setor de vendas ou marketing; é responsabilidade da organização inteira. O cliente quer se sentir importante e ser bem tratado, desde a telefonista ou recepcionista até a alta direção.

A maioria das empresas bem sucedidas são aquelas que constroem relações do tipo ganha-ganha com seus clientes, que buscam conquistar a confiança e a ver qual o foco do cliente para, aí, procurar satisfazer suas necessidades. À medida que isso ocorre, todos buscam o sucesso mútuo.

As pesquisas mostram que a maneira como os colaboradores são tratados por seus líderes tem influência direta sobre a forma de atendimento aos clientes. Portanto, é preciso ter consciência de que a forma como um executivo trata seus colaboradores pode refletir na forma como estes tratam os clientes.

Os clientes estão se tornando cada vez mais exigentes e a concorrência cada vez mais acirrada. O fato é que o interesse pela excelência cresce a cada dia no mundo inteiro, fazendo com que as organizações procurem programas de melhoria de qualidade. Estão constatando que a má qualidade de seus produtos e serviços prejudica sua imagem e para evitar que isso aconteça, passam a investir em programas de melhorias.

Se algum problema acontecer o mínimo que os clientes esperam é que você solucione esse problema, quando eles ocorrerem. A organização pode até não ser perfeita, mas é preciso ter cuidado quando algo der errado.

Geralmente, quando o cliente reclama é porque quer continuar com a empresa. Além disso, ele é um consultor gratuito para qualquer organização. Mas, como saber o que o cliente deseja e necessita? Só mesmo perguntando a ele. Ouvir o cliente é um ponto de partida fundamental e deve ser uma atitude permanente.

“Um cliente mal atendido provavelmente irá procurar refúgio no seu concorrente e recuperá-lo custará pelo menos dez vezes mais do que simplesmente mantê-lo.” (Mauro Silveira).

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Você já tem uma missão definida?

Por Sonia Jordão

“É necessário que o mundo depois de ti seja algo melhor porque tu viveste nele”. (Stanley)

Vejo muitas pessoas e organizações que não têm uma missão, ou seja, não possuem uma razão para viver. Por isso não sabem como agir quando determinada situação exige alguma mudança ou quando ficam sozinhos. É fundamental responder à pergunta: qual é o propósito de permanecer vivo? A resposta será sua missão.
Um dia escutei a frase citada no início e a achei maravilhosa, a partir daí passei a pensar no que poderia fazer para que o mundo fosse melhor, como deixar minha marca? Busquei me conhecer para ver se minhas ações eram as mais corretas. Com o passar dos anos, vi que primeiro precisava mudar a mim mesma, tornar-me uma pessoa melhor e hoje acredito que até morrer buscarei melhorias em meu comportamento e em minhas atitudes. Quero desenvolver e valorizar minhas virtudes e minimizar meus defeitos. Acredito que o maior desafio do ser humano seja a melhoria contínua.

Deve existir um sentido melhor para nossas vidas, podemos, por exemplo, aprender a amar melhor, a sermos menos egoístas. Precisamos economizar mais em prol do meio ambiente, agirmos menos segundo a “lei de Gerson”, parar de dar um jeitinho. É fundamental respeitarmos mais o próximo, melhorar nossos relacionamentos e aprendermos a administrar bem os conflitos.

Quando temos consciência de que, através do trabalho, realizamos algo para cumprir nossa missão ficamos motivados e desenvolvemos uma força extra, capaz de nos mover rumo ao “cume da montanha”. Então, as dificuldades encontradas serão como simples pedras no meio caminho.

Pessoas como Mahatma Ghandi, Irmã Dulce e Nelson Mandela lutaram com todas as suas forças para cumprirem suas missões. Era o que os levava a não desistir nunca e a resistir a qualquer tipo de pressão. Podemos não ter uma missão tão nobre como a dessas pessoas, mas o importante é que encontremos um sentido para nossa existência.

Minha missão continua sendo fazer deste um mundo melhor. Como o mundo é muito grande, pensei em lutar para que o Brasil seja melhor. Quando fui analisar melhor, cheguei à conclusão que isso também é muito para mim. Então, pensei em fazer a minha parte ajudando a motivar os profissionais, mostrar a importância de eles agirem de forma ética, serem melhores líderes e profissionais cada vez mais competentes em suas áreas de atuação. Acredito que dessa forma teremos empresas melhores, possivelmente cidades melhores e, conseqüentemente, um país melhor.
  • Não adianta nada escrever uma missão bonita e não lutar por ela. É importante divulgar a missão, assim os outros poderão te ajudar a atingir seus propósitos. Nas organizações, além de definir, é preciso comunicar a todos os colaboradores qual a missão e verificar se a entenderam. Caso contrário, eles serão como simples máquinas, executando o que lhes é indicado, mas sem saberem por que e para quê. Vejam abaixo alguns exemplos:
    Os funcionários de uma empreiteira trabalhavam felizes porque não estavam simplesmente construindo uma nova estrada. Estavam levando o progresso para uma pequena cidade do interior.
  • Ajudantes de pedreiros cantavam enquanto trabalhavam. Eles não estavam fazendo e carregando concreto, mas sim construindo uma escola e, conseqüentemente, ajudariam a melhorar a educação dos jovens daquela cidade. Enquanto um pedreiro coloca um tijolo na parede outro constrói uma catedral.

Procuro fazer a minha parte, pois acredito que se cada um fizer o que estiver a seu alcance, teremos sim um mundo melhor de se viver. Para ajudar na minha missão, meu site não mostra somente o que faço. Nele estão disponibilizados artigos de diversos profissionais, inclusive de alguns que podem ser considerados meus concorrentes (hoje são mais de 40 artigos de 26 autores diferentes), com o intuito de ajudar as pessoas a serem melhores profissionais.

E você já tem sua missão? Está agindo de acordo com ela ou é uma missão só para os outros verem? O que está fazendo para divulgar seus propósitos?

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sistema de avaliação dos colaboradores


Por Sonia Jordão

Trabalhava em uma indústria como gerente comercial e da qualidade, quando assumi também a gerência administrativa. Nesse momento senti que seria interessante implementar algum meio de avaliar o comportamento dos profissionais. Criei então um sistema próprio e, semestralmente, pedia que cada profissional se avaliasse, dando uma nota para si mesmo em cada critério. Após eles fazerem isso eu comentava cada item e também dava minha nota. Procurava achar algum item no qual o profissional se destacasse para dar nota máxima ou pelo menos perto dela, com o intuito de motivá-lo. Conversava abertamente mostrando os pontos em que ele poderia melhorar. O resultado foi surpreendente: praticamente todos melhoraram seu desempenho.

Nas avaliações procurava mostrar a cada colaborador que todas as organizações esperam que seus colaboradores consigam obter nota máxima em todos os critérios e não só aquela indústria. Queria que entendessem que eles deveriam buscar o crescimento por eles mesmos, pois assim se tornariam melhores profissionais.

Acredito que é preciso ter sensibilidade em momentos de avaliação, porque na maioria das vezes as pessoas acham que os outros não os observam e nem percebem seus defeitos. É muito difícil escutar onde estamos deficientes, mas isso é fundamental para nosso crescimento pessoal e profissional. Ao avaliar alguém, é bom também elogiar os aspectos positivos. Quando alguém recebe um bom “rótulo” sentir-se-á na obrigação de mantê-lo.

As avaliações surtem grandes efeitos nas pessoas, independentemente da formação e/ou cargo. Porém, acredito que o mais importante é o avaliador fazer isso utilizando alguns critérios. Além de ter sensibilidade, é importante que não tenha rancores em relação ao avaliado, para não feri-lo. A chave do sucesso de uma avaliação está mais no avaliador que no avaliado.

Com o tempo fui adaptando os critérios utilizados e agrupando alguns que eram afins. Os critérios em que cada profissional era avaliado são os seguintes: pontualidade, assiduidade, aplicação do programa 5S, trabalho em equipe, qualidade do trabalho, produtividade, disciplina, desenvolvimento profissional, responsabilidade por ferramentas e máquinas, conhecimento do trabalho, contribuição, flexibilidade, participação, novas ideias/criatividade, iniciativa, apresentação de problemas e soluções, comportamento, cordialidade, relacionamento interpessoal, uso de equipamentos de segurança.

Pouco tempo depois desenvolvemos um manual de integração, no qual todos os critérios eram explicados. A equipe melhorou mais ainda.

Hoje sei que se alguém quiser garantir seu emprego e ainda ser promovido é suficiente conseguir ser muito bom em todos os critérios. Agora é claro que isso não é nada fácil. Ser bom em tudo é meta para ser alcançada com muito trabalho.

Então, se quiser ser um profissional do tipo indispensável na organização onde trabalha, seja o melhor possível na maioria dos critérios e evite ser ruim em qualquer um deles. É preciso buscar fortalecer seus pontos fortes e minimizar o máximo possível os pontos fracos, desenvolvendo-se cada vez mais.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.


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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Características fundamentais para ser um bom líder

Por Sonia Jordão

Líderes especiais conseguem extrair o melhor de cada pessoa, dando-lhe autoridade para que possa ter suas próprias idéias e agir de acordo com elas. Para isso eles devem possuir algumas virtudes, pois sem isso não terão a credibilidade necessária.

Entre as características fundamentais podemos citar: Integridade, entusiasmo, firmeza, motivação, empatia, imparcialidade, autoconfiança, sensibilidade, autoconhecimento, criatividade e humildade.

Diversas outras qualidades são também importantes tais como: iniciativa, flexibilidade, determinação, responsabilidade, garra, dinamismo, serenidade e zelo.

Além de todas essas características, o líder ainda precisa ter conhecimento de seu trabalho, ser ético e observador, saber influenciar as pessoas e se relacionar com os outros, ser amigo e comprometido com a organização e ainda não ter medo de correr riscos. Analise se você tiraria alguma dessas características.

Pois ainda é bom que respeite os outros para que seja respeitado; que saiba ouvir e conversar, que tenha capacidade de decidir e de preferência que tenha estabilidade emocional. Quase nada, não é? Pois não é só isso.

Precisa também ter habilidade para saber distinguir o momento de seguir a razão ou a emoção, ter capacidade de adaptação às mudanças constantes e disposição para defender suas convicções sem desprezar os pontos de vista das outras pessoas.

E além de tudo isto, o líder precisa ter bom raciocínio lógico e o que chamam “jogo de cintura” e ainda ter cautela. E o ideal é que também seja carismático.

Ser líder não é fácil e não se consegue ter todas as qualidades necessárias. O importante é buscar ter o máximo possível de virtudes entre as citadas, buscando tornar-se a melhor pessoa possível.

A liderança possui um paradoxo: ninguém pode arrebatá-la diretamente; ela é um presente que só pode ser dado pelos outros. Ela chega quando eles o reconhecem, porque ser um líder não tem qualquer sentido sem outros que façam a opção de seguir o mesmo caminho que você. Você só será líder se existir liderados. Se você está só, não está liderando ninguém.

Líderes precisam ser cautelosos, não humilhar ninguém, ter muito cuidado, porque querer ser o melhor é muito importante, mas pensar que se é o melhor pode ser uma grande armadilha.

Agora penso que valeria a pena se questionar: Você concorda com as qualidades descritas anteriormente? Tem alguma outra que acredite ser fundamental?

Um dos maiores líderes da humanidade foi Jesus Cristo. Ele tinha algumas características marcantes. São elas: ser muito compreensivo e inspirador, ter o dom da oratória, seu discurso era simples e claro, ser um grande conselheiro, possuir a humildade e a compaixão. Mas, sobretudo, era detentor da confiança de seus discípulos, acessível e comprometido e, além de tudo isto, tinha fé. Ele era amigo, carismático e ilustrava sua fala com histórias, que ajudavam consideravelmente o entendimento do povo mais humilde. Ele falava de tal forma que as palavras entravam no pensamento de quem escutava e repercutia no coração. É impossível sermos um líder como ele, mas podemos imitá-lo em suas qualidades de liderança para sermos líderes melhores.

Extraído do livro A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A feminização do mercado de trabalho

Por Sonia Jordão

Dizem que os homens têm mais neurônios que as mulheres. Talvez porque precisem disso para conseguir chegar aos mesmos resultados que as mulheres. Até porque elas possuem mais sinapses (conexões, comunicações entre os neurônios). Mas no fundo mesmo, isso não faz a menor diferença.

Eu nunca me preocupei em ser feminista ou não, simplesmente fui fazendo o que achava correto e tinha vontade. Formei-me em engenharia mecânica numa época em que mulheres não cursavam engenharia e tenho convivido quase a vida inteira mais no meio masculino que no feminino. Hoje tenho a certeza de ter sido mais feminista que muitas mulheres que propagavam isso por aí. Não coloquei dificuldades para realizar qualquer coisa, simplesmente transpus os obstáculos que foram aparecendo. Não reclamei das discriminações, busquei alternativas. Venci em campos onde mulheres não tinham vez.

Lembro como éramos tratadas antigamente e como isso mudou na área profissional. Os avanços são inegáveis. As mulheres hoje não encontram mais as mesmas barreiras, sendo, inclusive, cada dia mais, alçadas a postos de liderança. Uma série de características femininas, entre elas a capacidade de exercer múltiplas funções ao mesmo tempo e a facilidade de se relacionarem com os outros membros das equipes, passam a ser valorizadas pelo mercado de trabalho.

É certo que as mudanças acontecem num tempo maior do que gostaríamos, entretanto sei que os homens começam a se preocupar com a feminização do mercado de trabalho. Hoje esse problema não é mais somente das mulheres e sim dos homens também. Eles estão vendo o avanço feminino e não estão sabendo o que fazer. Normalmente, mulheres estudam mais tempo que os homens e com isso atingem uma melhor formação acadêmica. Isso leva a conseguirem galgar melhores postos.

E com tudo isso acontecendo, cada vez mais é preciso aprender a lidar com mulheres nas mais diversas atividades, já que esse é um fenômeno que não tem mais volta.

Tenho observado que homens buscam o reconhecimento, negociam melhores salários, além de serem mais competitivos. Se eles estão insatisfeitos arrumam outro emprego, mas se a empresa oferecer um salário maior eles ficam no emprego. Já as mulheres esperam ser reconhecidas e conseguem servir a sua equipe conquistando a confiança das pessoas. Porém, quando elas acham que não são reconhecidas, arrumam outro emprego. E aí, depois de tomar a decisão de mudar de emprego se tornam inflexíveis, não adianta tentar persuadi-las. Por isso, é bom que os líderes fiquem atentos para não perderem suas lideradas. Também é bom que as mulheres aprendam a negociar, como fazem os homens. Assim deixarão de ter salários menores para as mesmas funções.

Outra constatação que fiz é que, ainda hoje, na maioria das vezes, para uma mulher chegar a um cargo mais alto na organização ela tem que ser bem melhor que seus concorrentes do sexo masculino. Em mesmo pé de igualdade o homem ainda é preferido. Por exemplo, em um banco, se tiver dois gerentes, um do sexo feminino e outro do sexo masculino, pode ir até a mulher que, provavelmente, ela será uma melhor gerente. Já que, provavelmente, para chegar àquele nível precisou demonstrar ser melhor.

Claro que muitas organizações estão começando a ver que mesmo com os problemas de TPM, gravidez e outros as mulheres podem ser até mais competentes que os homens em diversas atividades. Sem contar o fato de que cada vez mais temos mulheres empreendedoras. Com isso os exemplos de mulheres de sucesso vão aumentando, fazendo com que elas acreditem mais ainda em si mesmas.

De qualquer forma, a feminização está aí e é preciso aceitar que o crescimento das mulheres em funções de liderança é uma realidade no mundo empresarial. Quando assumi a gerência de uma empresa pela primeira vez um funcionário pediu demissão porque não aceitava ter mulher como chefe. Será que ele faria isso hoje em dia?

Agora, se você é do tipo machista, desses que não aceitam serem comandados por mulheres, sugiro que comece a rever seus conceitos...

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Boas maneiras nas empresas

Por Sonia Jordão

As empresas demitem muito mais por mau comportamento do que por falta de conhecimento. Portanto, é importante agirmos com boas maneiras e principalmente sermos éticos em nossas ações. Algumas regras simples e que funcionam:

  • Ser cortês com clientes internos e externos e ainda com todos os públicos relevantes.
  • Planejar a ausência ao trabalho, sempre que possível, de modo a permitir fluxo normal das responsabilidades.
  • Ser pontual em termos de horário de trabalho e observar prazos estabelecidos.
  • Demonstrar interesse pelo próprio desenvolvimento, participando de reuniões, encontros, eventos de formação e treinamento.
  • Zelar pelo bom nome da empresa. Agir de forma irrepreensível, dentro e fora da organização. Nunca falar mal da empresa em locais públicos.
  • Não fumar quando esta prática é proibida.
  • Apresentar-se sóbrio ao trabalho.
  • Agir de modo participativo, de modo que um problema em qualquer ponto da organização seja responsabilidade de todos. Responsabilidade sua, principalmente.
  • Ter moral elevado e contribuir para manutenção do clima de trabalho em alto nível.
  • Zelar pelo bom nome dos colegas. Varrer de sua vida a fofoca, por mais "bem" intencionada que seja.
  • Saber usar a Internet quando está na empresa. Não enviar currículo. Não navegar atrás de pornografia. Evitar ficar muito tempo usando a Internet para fins particulares.
  • Ser breve ao telefone e atender com educação.
  • Observar políticas, normas e procedimentos.
  • Ter cuidado com a higiene pessoal.
  • Evitar as brincadeiras. Podem ter a função de aliviar a tensão do grupo em determinado momento e em outros poderá levar um grupo a fugir de uma tarefa.
  • Trabalhar sempre com base em fatos. Não julgar baseando-se em suposições.
  • Avaliar os riscos de cada decisão que tomar. Medir cuidadosamente as conseqüências do seu ato em relação a todos os envolvidos.
  • Atender a todos os clientes da melhor maneira possível, não importa qual seja sua função.
  • Ser comprometido com a organização onde trabalha, não desgastar a imagem da empresa.
  • Deficiências internas não devem ser levadas para o cliente externo.
  • Todas as promessas ao cliente, inclusive as mais informais, devem ser cumpridas.
  • Saber ouvir. É aconselhável ouvir mais do que falar, especialmente em se tratando de reclamações e consultas de clientes.
  • Evitar competições e rivalidades: estas não atendem aos interesses das organizações. É necessário cultivar boas relações dentro e fora das equipes.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vantagens de se implantar a ISO 9001 em uma empresa

Por Sonia Jordão

A implantação da ISO 9001 oferece, além da possibilidade de ampliar mercados, uma série de vantagens para as empresas: aumenta o nível de organização interna, o controle da administração e a produtividade. Além desses benefícios, também leva a redução de custos e do número de erros e melhora a credibilidade junto a seus clientes. Serve ainda:
  • Para atender a clientes que já possuem um SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) implantado e pedem o certificado de seus fornecedores.
  • Para se preparar para crescer.
  • Para trazer para dentro da organização os conhecimentos das pessoas que trabalham nela. Assim, se uma pessoa, por exemplo, ganhar na loteria ou se aposentar e deixar o emprego, o seu trabalho terá continuidade de maneira mais fácil.
  • Quando há na organização atividades complexas.
  • Quando é preciso treinar novos colaboradores.
  • Se várias pessoas exercem a mesma atividade e é preciso que elas façam essa atividade da mesma forma.

A norma NBR ISO 9001 é aplicável a qualquer produto, a qualquer tipo de serviço e a qualquer tamanho da organização. É também compatível com outros sistemas de gestão e focada em melhoria contínua. Além disso, é voltada para os resultados dos negócios.

O SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) faz parte de vários sistemas que existem nas organizações, entre eles: o Sistema de Informação, o Sistema Financeiro, o Sistema de Vendas. Ao se implantar o SGQ busca-se algo que seja compatível com a organização, que agregue valor e que seja interligado com outros processos organizacionais.

As organizações precisam ser lucrativas, pois uma organização não lucrativa pode falir. E se fechar vai prejudicar não somente os funcionários da empresa, mas também as famílias desses funcionários. Sem falar que prejudica também os clientes e a comunidade que precisam da organização.

Algumas empresas têm clientes que preferem comprar de empresas certificadas na ISO 9001. E como ela quer continuar fornecendo para esses clientes, busca a certificação. Depois de conseguir o certificado, a empresa percebe que a certificação valeu a pena, já que obteve, entre outros, os seguintes benefícios:

  • Melhoria na transferência interna de conhecimentos e desenvolvimento de competências.
  • Melhoria da moral e da motivação da equipe, já que entende o porquê faz suas atividades e se motiva.
  • Redução dos custos com qualidade (refugos, retrabalho, devolução).
  • Aumento da competitividade, com custo mais baixo.
  • Aumento na satisfação dos clientes.
  • Aumento na rentabilidade.

Para implantar a norma ISO 9001, a empresa precisa primeiro dizer o que faz, depois, fazer o que disse que faz. Para isso, escreve-se as atividades da forma que são realizadas e posteriormente verifica-se se todos fazem da forma que está escrito. Caso contrário, revisa-se a documentação ou treina-se as pessoas a fazerem como está escrito. Assim, depois de um ciclo de verificações e melhorias, todos farão como está escrito. Obtem-se, então, uma padronização da forma de se realizar os processos. Só que isso acontece elevando-se o nível de cada processo, já que se padroniza a melhor maneira de se fazer o que precisa ser feito.

Durante a implantação da norma cria-se também o hábito de registrar o que se faz. Esses registros evidenciam a forma como foram realizadas as atividades, para se ter um histórico do que aconteceu e para se obter dados importantes para a tomada de decisão. Além disso, facilitam a programação das atividades futuras melhorando a performance da equipe.

Uma norma bem implantada leva a redução de custos, porque diminui a quantidade de erros e o desperdício. Também leva ao crescimento e à mudança na escala de produção, o que na maioria das vezes ajuda a baixar os preços. Isso garante uma maior satisfação dos clientes que, assim, compram mais, melhorando os resultados da empresa. É um ciclo de melhorias contínuas. A Organização planeja a melhoria, implanta e checa para ver se está tudo de acordo. Caso positivo padroniza-se a solução e, depois, pensa-se em novas melhorias. Caso contrário, atua-se no problema para solucioná-lo. Com isso, a empresa segue tornando-se cada vez melhor.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Falar em público: habilidade necessária ao sucesso!

Por Sonia Jordão

Pense em desenvolver uma estratégia de comunicação que transmita as informações mais importantes de uma maneira facilmente assimilável pelas pessoas. Os líderes precisam saber falar em público, para conseguir melhores resultados.

A seguir algumas orientações para ter sucesso nesses momentos:
  • Prepare-se para falar em público e certifique-se de ter todos os recursos necessários à mão. Sempre que possível, use imagens. Há casos em que uma imagem pode valer mais do que mil palavras.
  • Seja claro. Tenha certeza de dizer algo que não seja vago, ambíguo ou obscuro.
  • Seja simples. Busque fazer com que as questões complicadas tenham as suas formas mais simples, porém sem banalizá-las. Procure evitar também o uso de linguagem técnica de difícil assimilação.
  • Ponha entusiasmo em sua mensagem, coloque vida nela. Se a mensagem for bem humorada, excitante, desafiadora e alegre, a equipe sentirá mais vontade de realizá-la.
  • Lembre-se que a boa comunicação não se faz somente com a palavra. Ela se faz também pelo olhar, pelo gesto e pela postura. Distribua o peso do corpo sobre as duas pernas, sem prender os gestos.
  • Observe se o volume da voz está chegando ao fundo da sala, se todos estão ouvindo o que você está dizendo. Verifique se você está posicionado no melhor local e de maneira correta.
  • Preocupe-se com o seu visual. Vista-se elegantemente e com conforto, porém da maneira mais discreta possível. É importante chamar a atenção para o que vai falar e não para si mesmo.
  • Fale para um grupo de pessoas, como se estivesse falando com um grupo de amigos. Mantenha a naturalidade na voz, nos gestos, no olhar e em todo o corpo.
  • Cada grupo possui um vocabulário próprio. Busque usar o vocabulário adequado à idade, cultura e outras características do grupo. Procure levar em conta para quem está falando, use uma linguagem que todos consigam entender.
  • Seja natural. Saber falar em público não significa ser um grande orador. Procure ser somente você mesmo.
  • Também nos comunicamos através de gestos, expressões do rosto, movimentos das mãos e posturas do nosso corpo. Cuide das expressões corporais.
  • Ao final da apresentação, lembre-se de agradecer a atenção de todos.

Se você se preparou, não precisa se preocupar. São suficientes os primeiros 30 segundos para passar o nervosismo.

Uma coisa importante ao falar é a capacidade de se expressar: quando a comunicação é bem feita o grupo se sente motivado a participar. A voz deve ser clara e com um volume adequado ao ambiente e ao tamanho do grupo, sendo que a entonação deve ser dinâmica e, caso queira ressaltar algo, é conveniente aumentar seu volume.

É bom atentar para o fato de o grupo estar cansado ou desatento, deve-se variar a entonação; se você fala em um mesmo tom de voz, sua fala pode ficar monótona. Ser expressivo ajuda muito a captar a atenção dos ouvintes. Utilize recursos que possam atrair a atenção do grupo: como mover as mãos e braços, caminhar pela sala. É fundamental olhar, com a maior tranqüilidade que puder para todos os ouvintes, para cada pessoa que estiver presente, nunca olhar para um lado só, para evitar que alguém se sinta menosprezado e outro intimidado.

Extraído do livro A arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado.

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Curso de Liderança com Sonia Jordão

Datas: 13, 14 e 15 de setembro

Horário: 18h às 22h

Local: Rua Haeckel Ben Hur Salvador, 180 - Bairro Cinco - Contagem-MG

Informações e inscrições: proiso2009@gmail.com ou proiso.sedecon@contagem.mg.gov.br

Investimento por participante: R$ 200,00
Associados ao Programa: R$ 180,00

Forma de pagamento: Depósito na conta corrente 20513-2 - Agência 3075 - Banco Itaú, em nome de Tecer Liderança TEC Ltda. Enviar o recibo por e-mail ou fax (31) 3356-6439

Frequência: para obtenção do Certificado será exigida a frequência mínima de 75%.

Obs.: O curso somente será realizado se houver, no mínimo, 15 participantes.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Desenvolvimento de líderes supermercadistas: da seção ao diretor



Temas abordados:

  • O líder da seção, da loja e da empresa.
  • Liderando em tempo de mudanças.
  • Planejar, delegar, acompanhar, avaliar e motivar para melhores resultados.
  • O líder e a equipe.
  • Melhoria contínua como maior desafio do líder.
  • Crescendo enquanto líder.

Palestrante: Sonia Jordão

Data: 17 de agosto de 2010

Horário: 19 horas

Local: Sede da AMIS (Associação Mineira de Supermercados) - Rua Platina, 33 - Prado - Belo Horizonte-MG

Informações e inscrições: Karla Cristina - (31) 2122-0500 - www.amis.org.br - karla.gomes@amis.org.br

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Palestra "O novo líder do século XXI"

Sonia Jordão fará a palestra O novo líder do século XXI na Feira do Empreendedor no Expominas em Belo Horizonte/MG.

Datas e horários:

31 de agosto de 2010 - 18:50h às 19:50h
02 de setembro de 2010 - 13:50h às 14:50h

Inscrições no site do SEBRAE-MG:
www.sebraemg.com.br.
Evento gratuito.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vídeo - Um novo profissional

video

O comportamento ético nas empresas

Por Sonia Jordão

“Ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”. (Adolfo Vasquez)

Agir corretamente hoje não é só uma questão de consciência. É um dos quesitos fundamentais para quem quer ter uma carreira longa e respeitada. Em escolhas aparentemente simples, muitas carreiras brilhantes podem ser jogadas fora. Atualmente, mais do que nunca, a atitude dos profissionais em relação às questões éticas pode ser a diferença entre o seu sucesso e o seu fracasso. Basta um deslize, uma escorregadela, e pronto. A imagem do profissional ganha no mercado a mancha vermelha da desconfiança.

Ser ético é uma característica fundamental. Cada vez mais as organizações estão adotando o hábito de checar o passado dos candidatos a alguma vaga. Quem tem a ficha limpa sempre terá as portas abertas nas melhores empresas do mercado. Mas afinal, como é esse profissional?

Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo com a consciência pessoal. É também agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade.

Qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais. Entre eles: ser honesto em qualquer situação, ter coragem para assumir decisões, ser tolerante e flexível, ser íntegro, educado, fiel, humilde e prudente.

Empresas não são apenas entidades jurídicas, elas são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência, estão seres de carne e osso. E são eles que vão viver as glórias ou os fracassos da organização. Quanto mais uma organização se destaca no mercado, mais se deve preocupar com as relações éticas. Errar é humano, mas falhas éticas destroem carreiras e organizações.

Para saber se uma empresa é ou não ética é preciso verificar a maneira como ela se planeja e cria soluções para evitar deslizes e problemas. Prevenção é a palavra de ordem em qualquer organização que valorize a ética nos seus negócios e no ambiente de trabalho.

Ética gera questões extremamente delicadas e, na maioria das vezes, de foro íntimo. Não existe uma receita universal, pronta e completamente eficaz para resolver essas questões. A decisão sempre varia de pessoa para pessoa, de consciência para consciência. Cada um tem seus limites, impostos por suas crenças e pelas leis, e deve seguí-los.

O que fazer para andar com um pouco mais de segurança nesse terreno nebuloso? Eis algumas estratégias:

  • Não faça nada que não possa assumir em público.
  • Avalie detalhadamente os valores da sua empresa. Certifique-se de eles combinam com os seus.
  • Trabalhe sempre com base em fatos. Não julgue baseando-se em suposições.
  • Avalie os riscos de cada decisão que tomar. Meça, cuidadosamente, as conseqüências do seu ato em relação a todos os envolvidos.
  • Uma empresa ética exige não apenas produtos e serviços de qualidade, mas também de conteúdo ético: recolher impostos, remunerar dignamente, preservar a ecologia, o meio ambiente, interagir com lealdade e participar da comunidade.
  • Saiba ouvir. É aconselhável ouvir mais do que falar, especialmente em se tratando de reclamações e consultas de clientes.
  • Trabalhe bem com os temas polêmicos: todas as promessas ao cliente com relação a atendimento e prazos, inclusive as mais informais, devem ser rigorosamente cumpridas.
  • Evite rivalidades. É necessário cultivar boas relações dentro e fora das equipes.
  • Nunca se esqueça que ninguém negocia com empresas, mas com as pessoas das empresas. O caráter da empresa é o caráter que seus empregados têm.
  • Evite clientelismos, privilégios e deixar vazar informações. Também é ético assegurar-se de que as informações foram claras, completas, transparentes e bem recebidas pelo outro.
  • Não fume onde esta prática é proibida e apresente-se sóbrio ao trabalho.
  • Planeje suas ausências no ambiente de trabalho, sempre que possível, de modo a permitir fluxo normal das responsabilidades.
  • Demonstre interesse pelo próprio desenvolvimento, participando de reuniões, encontros e eventos de formação, treinamento e desenvolvimento.
  • Seja pontual em termos do horário de trabalho. Observe políticas, normas e procedimentos.
  • Zele pelo bom nome da empresa. Comunique-se, relacione-se, aja de forma irrepreensível, dentro e fora da organização.
  • Aja de modo participativo, compartilhado, de modo que um problema em qualquer ponto da organização seja responsabilidade de todos e de cada um.
  • Tenha moral elevado e contribua para manutenção do clima de trabalho em alto nível.
  • Zele pelo bom nome dos colegas. Varra de sua vida a fofoca.
  • Não se omita. Assuma seus erros. Quando perceber alguma coisa errada, procure ajudar a consertar.
  • Informações confidenciais não devem sair da empresa em hipótese alguma.
Ser e manter-se um profissional ético não é fácil de administrar, principalmente para nós brasileiros que fomos criados sob a ética da lei de Gerson, do jeitinho, da vantagem acima de tudo. Socialmente aprendemos que é preciso fazer o correto, mas na informalidade impera a idéia de que não há nada de errado em levar vantagem. Há corruptos em outros lugares do mundo, mas no Brasil pequenos delitos são apoiados e até elogiados por amigos e pela família.

Agir eticamente sempre foi e será uma decisão pessoal. Nunca se esqueça, porém, de que esse costuma ser um caminho sem volta. Para o bem ou para o mal.

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