quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Líderes autoritários, espécie em extinção

Nos dias de hoje, se os resultados e metas não são atingidos como programados alguém acaba pagando caro por isso dentro das organizações. Mesmo sendo um profissional comprometido, empenhado, competente e com um currículo espetacular é preciso não só alcançar, mas também superar os objetivos esperados.
A pressão por resultados acaba levando muitos líderes a caírem numa armadilha: agem de forma explosiva com seus liderados e, nem assim, chegam às metas planejadas.
Alguns gestores simplesmente não aceitam erros dos membros de sua equipe, principalmente se a falha prejudicar outras pessoas ou os resultados almejados. Os acertos anteriores do profissional deixam, então, de serem importantes. Em momentos críticos ou de pressão o executivo acaba explodindo e tratando o colaborador de maneira deselegante, quase grosseira.
Algumas atitudes do líder explosivo estão tão enraizadas à sua personalidade que ele as toma de forma automática, sem perceber. Quando chama a atenção de algum colaborador, ele aponta tantos argumentos que deixa o interlocutor arrasado. Mesmo não aumentando o tom de voz, o líder consegue desmotivar a pessoa apenas com determinadas atitudes.
Nos momentos de fúria, até problemas de saúde podem surgir. Foi o que descobriram pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA: pessoas que se irritam intensamente e com freqüência têm três vezes mais probabilidade de sofrer um infarto do que aquelas que encaram as adversidades com serenidade. E não é só isso! Em alguns casos, as atitudes explosivas podem levar o alvo da agressão a até ajuizar ação na Justiça.
Na maioria das vezes é nosso temperamento que nos faz agir de determinada forma ao enfrentarmos uma situação delicada. Como cada temperamento possui aspectos positivos e negativos, não existe um que possa ser considerado superior ou inferior em relação aos demais. O que há é um comportamento mais adequado para determinada situação.
É possível amenizar um comportamento agressivo. E, ainda, é possível um líder deixar de ser autoritário, sem, com isso, perder a autoridade. Para tanto:
  • Tenha consciência da necessidade de mudar suas atitudes.
  • Busque motivos para querer mudar e vigiar seus pensamentos.
  • Conheça seus pontos fortes e potencialize-os.
  • Encontre pessoas, na sua equipe, com características opostas às suas e que possam complementar seus pontos fracos.
  • Perceba que uma derrota só o torna mental e espiritualmente mais forte.
  • Perdoe-se pelos fracassos e erros que cometeu no passado.
  • Aprenda a controlar e gerenciar suas emoções e as dos outros.
Mas, acima de tudo, lembre-se:
  • O bom líder é aquele que procura mostrar as razões pelas quais algumas tarefas precisam ser realizadas.
  • Na busca por um profissional melhor é preciso, antes, se tornar uma pessoa melhor.
  • Os colaboradores precisam ser tratados com respeito independentemente de terem ou não razão.
  • É possível conseguir resultados positivos sem impor sua vontade.
  • É sua atitude como profissional que determinará sua permanência ou não em determinada empresa.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

2º CONADINT na semana do administrador


Liderando a distância cada vez mais uma tendência

Uma tendência mundial, as reuniões à distância, antes restritas a poucos executivos ou a um público específico como os jovens em salas de bate-papo e MSN, são utilizadas com maior freqüência por empresas pela necessidade de retorno rápido e informações. Atualmente, a busca por melhores resultados levam a redução de custos operacionais, assim como a otimização de tempo. Isso faz com que a tecnologia digital passe a ser um investimento estratégico nas organizações.
Uma equipe virtual é um grupo de pessoas que trabalha de forma interdependente com um propósito comum e sem fronteiras espaciais e temporais. A distância não elimina a constante interação entre todos. Dessa forma, as organizações tendem a aproveitar toda tecnologia disponível para alcançarem seus objetivos e estarem, simultaneamente, em todos os lugares importantes visando a ampliação de suas possibilidades de negócios.
Paulatinamente, a comunicação virtual passou a ser utilizada por líderes que precisam otimizar seu tempo e se comunicar com seus liderados de diferentes lugares, vários vezes ao dia e, em muitos casos, ao mesmo tempo. Isso tem se tornado um fator fundamental, um diferencial ao considerarmos a velocidade das informações, a concorrência cada vez mais acirrada e a urgência na tomada de decisões. On line é possível melhorar o uso do pouco tempo disponível, sem maiores problemas com barreiras espaciais, por exemplo.
Contudo, o líder virtual, aquele que lidera à distância, tem de estar atento para diversos aspectos como a definição de metas claras e o local em que serão realizadas as tarefas de modo que a equipe consiga realizá-las sem maiores dificuldades. Apesar de a liderança ser virtual, quem a exerce precisa buscar, sempre que possível, ter reuniões presenciais. O contato humano poderá ser suplementado pelo meio virtual, mas jamais substituído. Afinal, o computador não tem carisma. E-mail não sorri e nem tem brilho nos olhos. A motivação deve ser uma preocupação constante.
Responder cada e-mail ou solicitação, pela Internet ou por telefone, o mais rápido possível, e estar sempre à disposição da equipe é de fundamental importância. Assim, a equipe pode perceber a presença do líder, mesmo à distância, supervisionando e avaliando cada tarefa realizada e dando retorno imediato.
Uma vez que pessoas lideradas virtualmente estão sob pouca ou nenhuma supervisão direta, esse cenário requer que possuam características pessoais chamadas “competências virtuais”. Entre elas estão: o conhecimento da tarefa a ser executada, iniciativa, capacidade de decisão, responsabilidade, conhecimento das ferramentas de comunicação a serem usadas, além de auto-motivação e autonomia para decidir.
Bons líderes virtuais lêem muito. Além de ler, procuram ter tempo para administrar a relação com sua equipe e ainda reler suas correspondências antes de enviá-las. Assim, evitam que erros de português e/ou mensagens com possíveis erros gerem interpretação inadequada.
Nesse contexto, de dinamização do tempo e diminuição dos custos, é vital para as organizações descobrirem seus líderes, virtuais ou não, já que sempre há pessoas exercendo a liderança em determinados assuntos, mesmo que seja uma happy hour no fim da semana.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

2º CONADINT na semana do administrador


Liderando equipes virtualmente

No mundo atual, a tecnologia e a globalização abriram espaço para o surgimento de um novo tipo de equipe: a virtual. Essas estão sendo utilizadas cada vez com maior freqüência tendo em vista a necessidade de informações e respostas mais rápidas, as fusões e as pressões por diminuição de preços e prazos.
Uma equipe virtual é um grupo de pessoas que trabalham interdependentemente com um propósito comum, através de fronteiras espaciais e temporais.
Uma vez que as pessoas que são comandadas virtualmente estarão sob pouca ou nenhuma supervisão imediata, precisam ter algumas características pessoais que podem ser chamadas de “competências virtuais”. Entre elas estão: conhecimento da tarefa a ser executada, habilidades e alguma experiência para desenvolver o trabalho a que se propõe, iniciativa, capacidade de decisão, responsabilidade, conhecimento das ferramentas de comunicação a serem usadas, auto-motivação e autonomia para decidir.
O líder virtual precisa atentar para diversos aspectos, como a existência de metas bem definidas e o local em que serão realizadas as tarefas de modo a que o trabalhador consiga executá-las suas tarefas sem maiores dificuldades. Apesar de a liderança ser virtual, quem a exerce precisa buscar, sempre que possível, realizar reuniões presenciais. O contato humano poderá ser suplementado pelo meio virtual, mas nunca substituído. Vale lembrar que computador não tem carisma, e-mail não sorri e nem tem brilho nos olhos.
Buscar também responder cada e-mail ou solicitação, pela internet ou por telefone, o mais rápido possível, e estar sempre à disposição da equipe, é de fundamental importância. Assim, os integrantes da equipe podem perceber sua presença, mesmo à distância, olhando e avaliando cada tarefa deles e dando retorno imediato.
Deve-se procurar mostrar para os colaboradores a importância de se usar ferramentas de comunicação de menor custo, tais como a internet. Todos precisam sentir que se a organização não for lucrativa, todos sairão perdendo.
Os líderes precisam ler muito, ter tempo para administrar a relação com sua equipe e sempre procurar reler suas correspondências antes de enviá-las, para evitar que erros de português e/ou mensagens mal escritas tenham interpretação diferente da desejada.
A possibilidade de criação de grupos virtuais passou a desempenhar um papel importante até mesmo na educação, abrindo novas possibilidades com o ensino à distância.
Muitas vezes, lidera-se um grupo onde nem se conhece a grande maioria. É o caso das comunidades virtuais. E, nesse contexto, sempre temos uma ou mais pessoas que lideram determinados assuntos, mesmo que seja uma festa ou um chope.
Texto do livro A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

2º CONADINT na semana do administrador


Liderando em tempos de mudança

A tarefa dos líderes de hoje é simples e difícil: precisam encontrar as melhores pessoas que puderem, motivá-las para que façam o trabalho da forma mais bem feita possível e à maneira delas próprias. Isso supõe dar poderes limitados para as pessoas. Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade e ainda priorizar o que permanece como uma das medidas mais importantes: a produtividade.
Ora, liderança diz respeito à mudança, à condução de uma organização ou de um grupo de pessoas. Um líder é alguém capaz de tirar um grupo de onde ele está e levá-lo aonde deveria estar. Ele ajuda as pessoas a entenderem os porquês e o que devem fazer para chegar à liderança.
Por isso, tanto os profissionais de cargos de chefia quanto seus colaboradores precisam saber tomar decisões, pois nem sempre haverá um superior por perto, em momentos de deliberação. Muitas vezes, liderança não é uma das escolhas a se fazer. É a única opção. Geralmente em tempos de crise, quando existe algum risco, precisamos assumir o que chamam de nossas responsabilidades, precisamos ser ágeis, capazes de comunicar e antecipar os acontecimentos. Crises têm sido uma constante em todos os âmbitos, por isso não é bom que sejam vistas como catástrofes; mais adequado seria que as considerássemos como um momento de crescimento.
Um notório professor de Recursos Humanos, José Agulhô, ao falar de nossa capacidade de liderar nos apresentou o seguinte conceito: “(...) temos que aprender a nos conhecer, a gerir nossos atos, aprender a gerir-se primeiro”. Esse talvez seja o maior desafio do líder em tempos de mudanças: conseguir gerir-se e ajudar seus colaboradores a fazerem o mesmo.
Os líderes de amanhã precisarão gerenciar o presente, esquecer as coisas do passado de maneira seletiva e procurar ter combustível suficiente para o futuro.
O negócio atual precisa ser protegido e a organização deverá ser conduzida para um mundo totalmente novo. É importante entender que nestes tempos de turbulência o conhecimento tem prazo de validade cada vez menor. E como disse Alvin Toffler: “Cabe aos gestores identificar quais necessidades precisam ser tratadas primeiramente”.
Antigamente, existia o modelo de gerenciamento através do modo “comando e controle” de dirigir uma organização. “Comando e controle”, baseado na mentalidade militar, eram apropriados até os anos 80, num clima social diferente e num ambiente empresarial estável. Ora, essa estabilidade acabou e o que existe é um ritmo frenético de mudança. No seu lugar surgiram novos valores como auto-estima e responsabilidade individual.
Os líderes de hoje terão que destruir as barreiras erguidas pelas lideranças passadas e construir pontes. Devem implantar um novo estilo de gestão, voltado para ajudar os colaboradores a realizarem o que são capazes de fazer, criando um ambiente propício à discussão, assegurando a liberação da capacidade criativa, formulando uma visão para o futuro, encorajando, emocionando, treinando, ensinando, facilitando, cultuando o desprendimento e a diversidade, admirando e respeitando as diferenças, e aproveitando as peculiaridades para obter as melhores ações, intenções e soluções.
Embora muita coisa tenha mudado, a necessidade de bons líderes permanece constante. Apenas através de uma liderança excepcional conseguiremos conquistar os níveis de esforço e comprometimento necessários para competir na economia mundial. Os líderes que tiverem sucesso nessa difícil transformação se descobrirão em novos papéis que são muito mais recompensadores, tanto pessoal quanto profissionalmente.
“Enquanto os vencedores comemoram, os perdedores se justificam” (Roberto Shinyashiki).
Extraído do livro: A Arte de Liderar - Vivenciando Mudanças num mundo globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

2º CONADINT na semana do administrador


Lideranças e virtudes

A visita do Papa Bento XVI ao Brasil fez com que algumas pessoas me questionassem sobre as diferenças entre um bom líder empresarial e um bom líder religioso. Aproveitei essas perguntas e minha experiência em liderança para refletir sobre o assunto. Se liderar é conseguir influenciar as pessoas a fazerem o que queremos, o desenvolvimento como líder se aplica a toda situação, uma vez que liderar nada mais é do que uma relação interpessoal e nesses dois casos existem liderados envolvidos.
A grande diferença está nos resultados e objetivos a ser atingidos. No mundo corporativo, geralmente, precisa-se atingir metas financeiras e melhorar a produtividade, entre outras situações. Já nas igrejas, os líderes são mestres que, principalmente, precisam alimentar a fé das pessoas para acreditarem em determinada filosofia ou doutrina religiosa. A constante motivação talvez seja a principal função dos líderes religiosos. Claro que nas empresas também é preciso se preocupar em incentivar os liderados, porém essa não é a principal função do líder empresarial.
Independente da situação, ao liderar é preciso planejar o que deve ser feito e definir os resultados esperados. É certo que quando não se sabe onde se quer chegar, qualquer resultado serve. Também é necessário controlar, ou seja, checar se o planejamento está sendo executado, ou se serão necessárias alterações para atingir os objetivos. Um bom líder precisa ter isso em mente, atuando em casa, no trabalho, ou em qualquer organização, que pode ser uma igreja ou comunidade. É preciso preocupar-se com o planejamento e controle da situação.
Fazer sozinho é uma coisa, mas quando se tem uma meta, cujo processo passa por outras pessoas, somente agindo como um bom líder será possível obter os melhores resultados. O líder fará o possível para conhecer seus liderados e assim saberá como incentivar as pessoas para atingirem os objetivos em comum.
Liderar é fazer com que os outros façam voluntariamente o que se precisa. É conduzir as pessoas em direção a um propósito, às vezes influenciando seus comportamentos. O líder moderno não dá ordens e, muito menos, controla ou pune. Ele colabora, orienta, desenvolve conhecimentos e habilidades, apóia-se na solução de problemas e reconhece o esforço e o mérito pessoal de cada integrante de sua equipe. As pessoas são a razão de existir de um bom líder. Ele precisa ter isso em mente o tempo todo.
Líder é aquele que mantém pessoas que acreditam nele e, geralmente, para não dizer sempre, possuem seguidores. Entretanto, quando o foco é a organização, pode-se dizer que líderes são aqueles que conseguem os resultados esperados através de outras pessoas. E tanto a empresa quanto a Igreja são exemplos dessas organizações. Aliás, o mundo corporativo que é muito mais novo do que a Igreja e o exército, usou, no início do capitalismo, a hierarquia dessas organizações para se estruturar.
Um exemplo interessante de se analisar é o papa Bento XVI, líder da Igreja Católica, em visita ao Brasil. Ele possui uma difícil missão: dar continuidade ao legado de seu antecessor: o carismático João Paulo II – um líder servidor por natureza. João Paulo era um daqueles líderes que conseguia a admiração até de seus adversários de crença e ideologia. Bento XVI não tem o mesmo carisma do anterior, o que dificultará sua atuação. A mesma situação acontece muitas vezes nas empresas quando, por algum motivo, perde-se um bom líder e, com isso, são criadas muitas dificuldades em relação ao novo profissional que assume a função.
Um dos maiores líderes da humanidade foi Jesus Cristo. Ele tinha algumas características que todos os líderes deveriam procurar ter. São elas: ser muito compreensivo e inspirador; ter o dom da oratória, seu discurso era simples e claro; ser um grande conselheiro; possuir humildade e compaixão. Mas, sobretudo, era detentor da confiança de seus discípulos, acessível e comprometido e, além de tudo isso, tinha fé. É impossível ser um líder como ele, mas podemos imitá-lo em suas qualidades de liderança para sermos líderes melhores. Isso serve para qualquer instituição, quer seja privada (empresa), governamental ou não governamental, inclusive como é o caso da Igreja.
E como fica a resposta à pergunta ? o papa Bento XVI é um líder? Acredito que sim, caso contrário não teria chegado aonde chegou. É claro que ele influenciou várias pessoas a acreditarem nele.
Uma coisa é certa ? É praticamente impossível algum líder ter todas as qualidades necessárias. Portanto, quem quiser se tornar um grande líder, precisará desenvolver aquelas virtudes que não possui.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

NOVIDADE: 2º CONADINT na semana do administrador


Liderança virtual, uma tendência

Atualmente, a busca pela redução de custos operacionais, assim como a otimização de tempo, fazem com que a tecnologia digital se torne investimento estratégico nas organizações. Uma tendência mundial são as reuniões virtuais antes restritas a poucos executivos e a um público específico, como os jovens em salas de bate-papo e MSN, agora elas são utilizadas com maior freqüência por empresas devido a necessidade de retorno rápido e informações.
Uma equipe virtual é um grupo de pessoas que trabalha de forma interdependente com um propósito comum e sem fronteiras espaciais e temporais. A distância não elimina a constante interação entre todos. Dessa forma, as organizações tendem a aproveitar toda tecnologia disponível para alcançarem objetivos e estar, simultaneamente, em todos os lugares importantes para a ampliação de suas possibilidades de negócios.
Paulatinamente, a comunicação virtual passou a ser utilizada por líderes que precisam otimizar seu tempo e se comunicar com seus liderados de diferentes lugares, várias vezes ao dia e, em muitos casos, ao mesmo tempo. Isso tem se tornado um fator fundamental, um diferencial, se considerarmos a velocidade das informações, a concorrência cada vez mais acirrada e a urgência na tomada de decisões. On line é possível melhorar o uso do pouco tempo disponível, sem maiores problemas com barreiras espaciais, por exemplo.
Contudo, o líder virtual tem de estar atento para diversos aspectos como a definição de metas claras e o local em que serão realizadas as tarefas de modo que a equipe consiga executá-las sem maiores dificuldades. Apesar da liderança ser virtual, quem a exerce precisa buscar, sempre que possível, realizar reuniões presenciais. O contato humano poderá ser suplementado pelo meio virtual, mas jamais substituído. Afinal, o computador não tem carisma. E-mail não sorri e nem tem brilho nos olhos. A motivação deve ser uma preocupação constante.
Responder cada e-mail ou solicitação, pela Internet ou por telefone, o mais rápido possível, e estar sempre à disposição da equipe é de fundamental importância. Assim, os companheiros podem perceber sua presença, mesmo à distância, supervisionando e avaliando cada tarefa deles e dando retorno imediato.
Uma vez que pessoas lideradas virtualmente estão sob pouca ou nenhuma supervisão direta, esse cenário requer que possuam características pessoais chamadas “competências virtuais”. Entre elas estão o conhecimento da tarefa a ser executada, iniciativa, capacidade de decisão, responsabilidade, conhecimento das ferramentas de comunicação a serem usadas, além de auto-motivação e autonomia para decidir.
Os líderes precisam ler muito, ter tempo para administrar a relação com sua equipe e sempre procurar reler suas correspondências antes de enviá-las, para evitar que erros de português e/ou mensagens com possíveis erros gerem interpretação incorreta.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

NOVIDADE: 2º CONADINT na semana do administrador


Liderança autoritária não leva a bons resultados

Uma empresa, necessitando obter bons resultados, contrata um novo líder. No início do trabalho, todos ficam satisfeitos, mas, com o passar do tempo, os resultados alcançados vão ficando cada vez mais distantes das metas. Tentando entender porque esses líderes não conseguem mais os bons resultados, algumas vezes, nós verificamos que eles ainda lideram na base do ‘comando e controle’.
Em função de seu temperamento explosivo, quando alguém na sua equipe erra, ele grita, trata o outro de forma autoritária. Às vezes, suas atitudes estão tão enraizadas, que ele age de forma automática, até sem notar. Mas, independentemente de ter ou não razão em relação ao erro do outro, de ser ou não superior hierarquicamente, eles não podem tratar ninguém dessa forma.
Ao analisar suas atitudes, percebemos que acabam explodindo quando acontece algum problema mais sério, ou quando se encontram sob grande pressão. Quando fica nervoso, ele grita e, outras pessoas presenciam o que acontece. Isso acaba por deixar a pessoa repreendida com a auto-estima baixa, já que ninguém gosta de ter seus erros mostrados na frente de outras pessoas. A conseqüência disso pode ser a diminuição da motivação. Uma máxima da liderança é: “elogie em público e critique em particular”.
Outras vezes, o líder até consegue bons resultados, mas com uma rotatividade muito grande. Isso porque em curto prazo o autoritarismo funciona. Só que, na primeira oportunidade, aquele que se considera subjugado, busca outra organização para trabalhar.
Buscando por soluções, descobrimos que em um ramo da psicologia se classifica as pessoas em função de seu temperamento: colérico, sanguíneos, fleumáticos e melancólicos. É isso que nos faz agir de uma forma ou de outra, na maioria das situações. Líderes explosivos possuem como temperamento predominante o tipo colérico.
Para entender os temperamentos veja, por exemplo, a forma como reagimos quando vemos o caminho bloqueado por uma pedra: As pessoas chamadas “coléricas” se lançam contra a pedra para esmurrá-la. Enquanto que os “sanguíneos” pulam o obstáculo, como se ele não existisse. Já os “fleumáticos”, param, sentam e ficam analisando a decisão a tomar. E, por fim, os chamados “melancólicos” não se contêm, apenas choram e lamentam a situação.
As pessoas de temperamento colérico se destacam por ser aquelas de emoções fortes. Geralmente, são explosivas, impacientes, agressivas, orgulhosas, auto-suficientes e autoritárias. Olhando o lado positivo do temperamento vemos que, também são ousadas, dinâmicas, autoconfiantes, práticas, decididas, otimistas e, na maioria das vezes, não se amedrontam diante das adversidades e consideram os problemas como desafios. Esse costuma ser o temperamento dos revolucionários e de grandes empreendedores. Possuem paixão pelo desconhecido, gostam de estar em ação e normalmente não se cansam facilmente. E, em muitos casos, tornam-se grandes líderes.
Se você é do tipo colérico, quando sentir muita raiva, é bom primeiro pensar porque o outro disse algo ou agiu assim e fazer o possível para não se deixar dominar pela raiva. Sabemos que é possível mudar o comportamento de uma pessoa. Basta que ela queira. A primeira providência a ser tomada é tomar consciência da necessidade de mudança em suas atitudes, enxergar que está agindo de forma errônea. Claro que não é fácil. A mudança precisa começar dentro de si mesmo.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.