terça-feira, 6 de outubro de 2015

A busca pela qualidade nas organizações

“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um jeito; é um hábito.” (Aristóteles)
A qualidade é um processo inesgotável de busca pela excelência. Nas organizações ela é ainda mais difícil de ser atingida, pois quando se alcança uma meta, outras melhorias e objetivos são almejados. Além disso, ela só será atingida quando clientes, colaboradores, fornecedores e acionistas estiverem plenamente satisfeitos. É por isso que a busca pela qualidade precisa ser contínua e permanente.
Precisamos passar de uma atitude de “se não estiver quebrado, não conserte”, para “se não estiver quebrado, conserte assim mesmo”. Investir em qualidade proporciona uma melhor situação financeira, produtos e serviços melhores e os clientes ficam mais satisfeitos. Em time que está ganhando também se mexe, porque caso contrário os adversários irão suplantá-lo.
Para realizar um bom programa da qualidade é fundamental usar indicadores. E isso significa que precisamos coletar dados, tratá-los para que virem informações, analisá-los e tomar decisões. Essas levarão a ações que trarão novos resultados. Os indicadores são indispensáveis para sabermos:
  • Em que ponto do caminho nós estamos.
  • Aonde queremos chegar.
  • Como podemos melhorar.
  • Como estão os resultados dos nossos esforços.
  • O que deve ser feito para atingirmos nossos objetivos.
  • Quanto falta para alcançarmos nossas metas.
Depois de definir os indicadores e começar a medir é preciso existir um acompanhamento dos resultados. Ao analisar é preciso verificar se os resultados estão conforme planejados. Caso não estejam é preciso analisar o que aconteceu e tomar ações para evitar a reincidência. Caso os resultados estejam dentro do planejado é bom verificar se existe tendência negativa. Caso exista, é possível tomar ações para prevenir que o resultado seja indesejado. Até quando os resultados são alcançados, é possível perguntar se é preciso melhorar.
O sucesso ou o fracasso de qualquer negócio depende de muitos fatores, entre eles das pessoas envolvidas. Em uma organização, todos os serviços são importantes e é sabido que ninguém conhece melhor o trabalho do que aquele que o executa. Assim, é preciso fazer o trabalho bem-feito na primeira vez. Buscar o erro zero. Atente: basta que um setor falhe para que todo o sistema seja colocado em dúvida.
Para se obter um serviço de qualidade, é preciso que os integrantes da organização tenham uma boa noção do que seja atendimento e que conheçam o seu cliente, o que ele deseja e/ou necessita. A excelência no atendimento não é um programa, nem tem uma fórmula pronta para ser seguida. É, sim, um esforço permanente, que nunca se pode dar por encerrado. É melhorar continuamente...


Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
Google+: http://www.google.com/+SoniaJordao

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Usando o feedback

"Você só conseguirá crescer se conhecer suas limitações" (Peter Senge).
Poucas pessoas sabem como realmente são por dentro, como é seu temperamento, quais são seus valores. Bem poucas fazem as perguntas: será que eu trabalho bem com as pessoas ou sou um solitário? Quais são os meus valores? Qual é o meu objetivo? Onde é o meu lugar? Qual é a minha contribuição para a sociedade?
Os líderes precisam dar feedback aos seus colaboradores. As pessoas precisam ter seu desempenho reconhecido para se sentirem motivadas a se aperfeiçoar e se preparar para novos desafios. Procure fazer o reconhecimento em público e, quando for possível, que seja recompensado. A recompensa não precisa ser em dinheiro, pode vir na forma de prêmios, cartões, placas, nomes no mural ou no jornal interno, ou ainda em reuniões comemorativas.
Há muitos anos procurando me conhecer para saber como poderia ser uma pessoa melhor me fiz algumas perguntas: Quais são minhas características pessoais? De que eu gosto? De que eu não gosto? Em que eu acredito? Foi preciso refletir muito para chegar às respostas, mas valeu a pena.
Foi muito interessante, também, perceber que uma característica pessoal em determinada situação pode ser uma virtude e, em outra situação, um defeito. Com isto tenho trabalhado todas as minhas características para crescer como profissional e melhorar como pessoa.
Grandes realizadores se fizeram essas e outras perguntas. Souberam dizer não, em algumas situações, e quais eram os seus objetivos e ainda onde deveriam se situar. E agora, temos que aprender a fazer a mesma coisa, o que não é difícil.
Peter Drucker disse que: “Cada vez que se realiza algo importante, deve-se escrever o que se espera que aconteça. Quais são os resultados dessa decisão? As decisões mais importantes nas organizações são as pessoais. Não conhecemos nossa capacidade, nem aquilo de que necessitamos para melhorá-las. Temos de aprender onde nos situar e quais são nossas aptidões para extrair o maior benefício disso”.
Se você for um líder de equipe, procure feedback dos membros da equipe. Pergunte se eles sentem que você está fazendo o bastante, demais ou muito pouco. Solicitar da equipe um feedback cada vez mais sofisticado sobre seus comportamentos serve a dois propósitos: oferece um excelente modelo para os membros de sua equipe sobre como ser receptivo ao feedback e, se você fizer isso da maneira certa, faz com que receba o feedback mais preciso possível. Os membros da equipe poderão lhe dizer, por exemplo: “eu gostaria que você fizesse mais isto”, ou “o que queria era que você fizesse menos aquilo”, ou ainda “eu queria que você continuasse a fazer desta forma”.
Se você não tomar a iniciativa, pode acabar com apenas meio emprego. Num mundo em mudanças, sua função é quase iniciativa pura: planejando melhorias, pesquisando tendências, trabalhando junto a fornecedores para antecipar problemas e assim por diante.
Procure ir em frente. No fim das contas, quem você pensa que a organização vai querer manter: as pessoas que só fazem aquilo que lhes é dito para fazer ou as pessoas que fazem mais do que se espera? O novo papel exige uma mudança de mentalidade. Lembre-se: não espere que alguém lhe diga o que fazer. A liderança é conquistada, não oferecida. Adote uma orientação de longo prazo. Você precisa pensar em termos de tarefas que podem ser realizadas em semanas ou meses.
Avalie regularmente o quanto você se sente desafiado pelo seu trabalho. Pense na história da selva africana: “Todos os dias quando a gazela acorda, ela sabe que precisará ser mais veloz que o leão, senão será morta. Todos os dias, quando o leão acorda, ele sabe que precisará correr mais do que a gazela mais lenta, ou vai morrer de fome. Como pode ver, não importa se você é um leão ou uma gazela. Quando seu dia começar, é bom você estar correndo”.
Extraído do livro A Arte de Liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Um guia para o líder

  1. Se você tomou várias decisões erradas, prepare-se para ter sua liderança questionada.
  2. Estabelecer hoje quem são seus aliados é a única forma de assegurar que eles estarão disponíveis quando necessário.
  3. Saiba exatamente o motivo que o levou a ser indicado para um cargo e o que as pessoas que o indicaram esperam de você.
  4. Identifique modos de, ao mesmo tempo, remunerar o acionista e servir o interesse público a longo prazo, mesmo que os lucros sejam momentaneamente reduzidos.
  5. Se você quiser confiança e apoio, explique-se. Ser uma pessoa de poucas palavras pode funcionar num cargo técnico, mas é um desastre num cargo de liderança. 
  6. Se você espera que as pessoas que trabalham para você sejam capazes de julgar entre o certo e o errado, providencie para que ganhem experiência na tomada de decisões. 
  7. Em momentos de ansiedade e estresse, seu colaborador menos experiente será o primeiro a entrar em pânico. Fornecer o máximo de treinamento para os recém-contratados é uma forma de evitar que isso aconteça. 
  8. A expectativa de um bom desempenho é pré-requisito para que aqueles que trabalham com você o alcancem. 
  9. A criação de equipes por meio de treinamentos e exercícios resulta em tomadas de decisões precisas e rápidas.
  10. Reconheça que as pessoas têm diferentes motivações para se envolver e participar de equipes. A criação de oportunidades para que todos sejam bem-sucedidos, independentemente de seus motivos, é o passo essencial.
  11. Quando o cume de uma montanha, um produto ou um projeto parece estar ao seu alcance, moderar o excesso de confiança pode assegurar que a energia fique concentrada em alcançá-lo. Quando o objetivo parece estar quase fora de alcance, promover maior confiança pode assegurar que a motivação permaneça.
  12. Se você está solicitando o apoio de um grupo, convença-o de que a causa é justa. Mostre que o objetivo não pode ser alcançado sem o compromisso de todos.
  13. Ganhar a confiança de seu grupo pode ser indispensável no futuro. O tempo investido em angariar apoio, até mesmo de seus oponentes, pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso quando você tiver um teste decisivo pela frente.
  14. Algumas das medidas utilizadas hoje na mobilização de pessoas podem não ter muito valor. Outras trazem ótimos resultados. Uma vez que não se pode saber qual medida será indispensável mais tarde, você não pode se dar ao luxo de ignorar qualquer uma delas.
  15. Quando você é promovido a um cargo de responsabilidade sem nenhum aviso e pouquíssima preparação, pergunte que medidas devem ser tomadas nesse cargo e quais estratégias funcionaram no passado.
  16. A experiência em cargos variados desenvolve confiança pessoal e outras habilidades necessárias para dominar um conjunto de tarefas mais ambiciosas. A experiência em diferentes organizações estimula os requisitos essenciais para liderar organizações diferentes.
  17. A inércia é tão prejudicial à liderança quanto uma medida ineficaz.
  18. Cooperação explícita, auto-avaliação, aceitação da responsabilidade e um enfoque concentrado na recuperação são ingredientes decisivos para restaurar a reputação ameaçada de uma organização.
  19. Não se atenha a convenções. Faça aquilo que funcionar melhor.
  20. Sem uma mente totalmente convencida a respeito do que você deseja conseguir, as pressões que surgirem no meio do caminho vão desviá-lo do seu objetivo.
Extraído do livro A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Trabalhando numa equipe bem-sucedida

Hoje, é fundamental sabermos trabalhar em equipe e ajudarmos essa a ser uma equipe bem-sucedida. Assim, os resultados esperados serão alcançados.
Uma equipe bem-sucedida é aquela formada por um grupo de pessoas que trabalham em conjunto, a fim de atingir objetivos comuns. Porém, isso só será possível se a equipe for unida, se os esforços estiverem em uma única direção e se os seus membros forem participativos. É importante, também, ser organizada, com regras internas, em que cada componente desempenhe os mais diversos papéis de acordo com a ocasião em que se encontra. Numa equipe, os membros se apóiam mutuamente, cooperam uns com os outros e compartilham tarefas.
O ideal é que a equipe seja relativamente pequena, assim as tarefas são divididas de forma justa, as idéias e opiniões são compartilhadas abertamente e a identificação e solução dos problemas são mais rápidas.
Uma equipe bem-sucedida possui características próprias, tais como:
  • Os membros da equipe são comprometidos com o crescimento e o sucesso pessoal de cada um, bem como para a realização dos objetivos.
  • Desenvolve processos que visem ao aprimoramento contínuo de seus próprios métodos e produtividade.
  • Seus componentes possuem habilidades para lidar com assuntos difíceis, sutis e geradores de conflitos.
  • Altos níveis de criatividade.
  • Eficiência na realização de seus trabalhos.
  • Comunicação eficaz e agradável entre seus membros.
Além disso, em uma equipe eficaz os indivíduos agem como integrantes de uma equipe e não com atitudes individualistas. Seus líderes os encorajam a sempre desenvolverem habilidades positivas, por isso a importância de um líder à frente da equipe.
Equipes que possuem bons líderes tendem a se destacarem positivamente.Entretanto, é importante ressaltar que nem o melhor líder do mundo consegue trabalhar com uma equipe que não está disposta a contribuir, a discutir e a cooperar. Então, o primeiro passo do líder será trazer a equipe para o seu lado. Ele precisa descobrir o que anda acontecendo antes de iniciar os trabalhos, assim evita discussões desnecessárias.
Para que a equipe consiga se superar é importante seguir algumas regras básicas: respeitar todos os membros da equipe e valorizar as diferenças, procurar constantemente novas maneiras de melhorar o trabalho, não falar de forma negativas das pessoas, não se tornar defensivo, dar um feedback imediato e pessoalmente aos colegas de equipe e fazer do trabalho uma fonte de diversão.
Também é importante evitar cometer alguns erros, tais como:
  • Deixar que algum membro da equipe transforme-se na estrela, no mais genial da equipe.
  • Ter um líder que ninguém acredita no que ele fala porque está com a credibilidade abalada.
  • Ter algum membro da equipe que só se interessa pelos seus próprios objetivos.
  • A equipe não acreditar que pode atingir seus objetivos.
Bom, espero com este artigo ter contribuído para que a sua equipe seja não só uma entre muitas, mas passe a ser “a equipe”, aquela que consegue alcançar o sucesso.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Questão de liderança

A necessidade de maior competitividade e melhores resultados levam as organizações a buscarem profissionais mais que eficientes. Líderes. E, com um detalhe: eficazes. Não bastará simplesmente atingir metas sem comprometer o clima da empresa. É preciso, também, reter os talentos.
Esse alerta é muito importante, principalmente, para aqueles gestores que ainda lideram na base do “comando e controle” e, em muitos casos, são explosivos na forma de agir. Líderes que gritam com os profissionais, provavelmente ficarão fora do mercado. Métodos semelhantes e usados num passado nem tão distante não levam mais a resultados satisfatórios hoje. Trata-se de uma forma de liderar já ultrapassada e que não surte mais os efeitos desejados.
A liderança autoritária pode até funcionar com pessoas receosas de perder o emprego e em casos, cujos membros da equipe não têm alternativas devido ao pouco desenvolvimento profissional. Em algumas situações, esse modo de liderar até funciona. Contudo, quem exerce suas atividades após ter sido mandada, geralmente, não tem maior produtividade e criatividade. Esse tipo de líder até pode, ainda, conseguir bons resultados imediatos, porém, a médio e longo prazo, tal intimidação levará os liderados a buscarem outros empregos.
Se pensarmos nas funções para as quais faltam profissionais qualificados, o cenário é ainda pior. Imagine, por exemplo, um líder cuidando de uma equipe na área de tecnologia da informação, uma equipe de desenvolvimento de softwares, cuja grande maioria dos profissionais é formada por jovens. Como manter uma produção em alta com gritos? É praticamente impossível. Na primeira oportunidade, irão procurar outras empresas.
Os jovens querem participar, se sentir úteis e responsáveis. Não estão acostumados a serem “mandados”. Querem entender o que deve ser feito e, não simplesmente, fazer porque alguém determina. Não estão habituados a gritos, até porque, a maioria tem pais que conversam e explicam sem, simplesmente, os obrigarem a fazer coisa alguma. Esses são alguns motivos que levam os jovens a entrarem no mercado de trabalho e não querer trabalhar com líderes autoritários do tipo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
A dúvida então é como esses líderes, que até então deram certo, sobreviverão no mercado? Que grita quando alguém erra, fazendo com que o liderado se sinta constrangido? Às vezes, essas atitudes estão tão enraizadas que agem automaticamente e esse tipo de tratamento reduz a motivação.
Uma máxima da liderança diz que se deve “elogiar em público e criticar em particular”. Como alguém pode querer obter melhores resultados com uma equipe desmotivada? O profissional a quem se deve obedecer sem questionar está cada vez mais fora de sintonia com o mercado. É preciso compreender o porquê para querer melhorar.
É momento de perceber que é preciso tratar a equipe como clientes. A agressividade deve ser canalizada para o bem. Podemos ser firmes nas decisões sem grosserias, o que certamente levará a melhores resultados.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pontos básicos para uma liderança eficiente

Cada dia mais as organizações procuram profissionais éticos. Portanto, agir corretamente hoje não é só uma questão de consciência, mas um dos quesitos fundamentais para quem quer ter uma carreira longa, respeitada e sólida. Tem credibilidade aquele que age eticamente.
Imagine, por exemplo, um líder que rouba idéias de seus colaboradores. Veja os seguintes questionamentos: 
  • Qual exemplo ele dá com tal atitude? Líderes precisam ser exemplares. 
  • Líderes devem ser amigos de seus colaboradores, mas que amigo é esse? 
  • Como conseguir que um colaborador fique motivado para chegar aos resultados esperados se o líder faltar com o respeito?
Poderia citar várias outras questões, mas, para mim, alguém com essa atitude não merece ser chamado de líder. Mais dia menos dia essas atitudes acabam sendo descobertas. Como diz o ditado popular: mentira tem pernas curtas.
Em escolhas aparentemente simples, muitas carreiras brilhantes podem ser jogadas fora. Hoje, mais do que nunca, a atitude dos profissionais, em relação às questões éticas, pode ser a diferença entre o seu sucesso e o seu fracasso. Basta um deslize, uma escorregadela, e pronto: a imagem do profissional ganha, no mercado, a mancha vermelha da desconfiança.
A importância da ética nas organizações cresceu com a redução das hierarquias e a conseqüente autonomia dada às pessoas. Agora, mais difícil do que fazer o certo é descobrir o que é certo fazer.
Mas afinal, o que é ser um profissional ético? Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, estar tranqüilo com a consciência pessoal e, também, agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade.
Qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais. Entre eles: 
  • Ser honesto em qualquer situação. 
  • Ter coragem para assumir decisões. 
  • Ser tolerante e flexível. 
  • Ser íntegro. 
  • Ser humilde.
Integridade é uma característica fundamental em um líder, pois é através dela que as pessoas passam a acreditar nele. Bons líderes falam a verdade, não se escondem atrás de máscaras ou de meias-verdades. Além disso, confiança é essencial em todos os relacionamentos humanos: como seguir alguém em quem não confiamos?
Organizações não são apenas entidades jurídicas. Elas são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência, estão seres de carne e osso. E são eles que vão viver as glórias ou o fracasso da organização.
As pessoas realmente prestam mais atenção ao que seus líderes fazem, do que ao que eles dizem. Portanto, tome cuidado com suas ações. Não importa o que estiver fazendo, faça como se muitas pessoas estivessem observando. É impossível pensar que alguém consiga ser um líder sem dar exemplos.
As pessoas sempre vão observar o líder, irão ver quem ele é e o que faz, assim como o que diz. Uma das palavras-chave em liderança é credibilidade. Você sempre tem que fazer o que prometeu.
Finalmente devemos pensar de acordo com o que disse Ptah Hotep: “Se tiveres que ditar a conduta aos outros, fazei com que a tua própria conduta seja irrepreensível”.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Para ser um bom líder é preciso ter nascido líder?

Tenho ouvido por diversas vezes uma pergunta: as pessoas nascem líderes ou se desenvolvem como tal? Dá para ser um bom líder sem ter nascido com essa habilidade? Em minha opinião, existem pessoas que nascem com excepcionais dons de liderança. Conseguem levar pessoas aonde querem sem grandes esforços. Estas poderão se desenvolver e se tornarem grandes líderes, até a serem líderes mundiais de grande calibre. Aliás, você só consegue ser um grande líder, desses que se destacam, que deixam sua marca na humanidade, assim como Gandhi, Mandela, João Paulo II e outros, se nascer com esses dons, se for um líder nato. Porém, para ser um bom líder de equipe nas organizações você não precisa ter nascido com essas características. Você pode trabalhar características fundamentais e se tornar um bom líder de equipe. A liderança pode ser aprendida.
Ser líder é diferente de ser administrador, gerente ou chefe. Liderar é influenciar pessoas, administrar é lidar com recursos tecnológicos, materiais, físicos, financeiros; lidar com papéis, coisas, processos. Um chefe pode ser nomeado numa hierarquia, independentemente de possuir ou não as virtudes necessárias.
São vários os conceitos de liderança, já que liderar é algo muito abrangente. Liderança é uma arte. É a arte de conduzir as pessoas para que façam o que é necessário por livre e espontânea vontade. É ser capaz de influenciar o outro. Líderes especiais conseguem extrair o melhor de cada pessoa, dando-lhe autoridade para que possa ter suas próprias idéias e agir de acordo com elas. E mais: devem saber ouvir, acabando, assim, com uma característica de alguns antigos “chefes”: a onipotência.
Um dos atributos principais da liderança é a capacidade de administrar, de defender assuntos de sentidos opostos. Por exemplo, você precisa defender os interesses da organização junto aos colaboradores e ainda os interesses dos colaboradores junto à direção da organização. Então, se quiser conseguir isso procure ter empatia, ou seja, saber se colocar no lugar dos outros, entender o ponto de vista dos outros para assim conseguir defendê-los.
Os líderes mais eficazes são aqueles capazes de adaptar seus estilos às exigências de uma situação ou grupo específico. É óbvio que também será de extrema ajuda a aquisição do conhecimento técnico e profissional. No entanto, ter conhecimento apropriado não basta para qualificá-lo como líder. Isso é necessário, mas não suficiente.
 A propósito, a liderança é uma característica a ser desenvolvida. O líder não nasce pronto. Ela pode ser aperfeiçoada desde que se tenha como premissas básicas o “foco nos objetivos” e a “vontade de ajudar o outro”, resgatando o potencial de cada indivíduo e estimulando-o favoravelmente.
Aliás, os verdadeiros líderes conseguem tocar o coração das pessoas antes de pedir ajuda. Existem líderes que, diante de um grupo de pessoas, só vêem um grupo. Mas os grandes líderes, diante de um grupo, enxergam pessoas distintas, cada qual com suas aspirações, cada qual querendo viver, cada qual querendo mostrar suas competências.
Enfim, a liderança nasce com a pessoa ou pode ser desenvolvida? Acredito que algumas pessoas nascem com características de liderança. E estas, quando desenvolvem, aperfeiçoam essas características conseguem se tornar grandes líderes quando adultos. Mesmo assim, a liderança pode ser desenvolvida por qualquer pessoa que quiser, mesmo não tendo nascido com esse dom. Porém, para isso é preciso ter vontade, esforço e muita dedicação.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.