terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Importância da Identidade Organizacional

A diferenciação empresarial no mercado requer identidade exclusiva. A individualidade é a forma como a organização deseja ser reconhecida por clientes, colaboradores e público no geral. A cultura organizacional evidencia tudo aquilo que a empresa é com a definição da missão, visão e valores, demonstrando a importância de uma identidade organizacional positiva.

A popularização da cultura organizacional tem feito muitas empresas anunciarem uma sólida cultura organizacional sem, de fato, serem coerentes com o conceito. Cada colaborador contribui para moldar a identidade organizacional, mas os proprietários acabam sendo protagonistas no alinhamento dessa cultura, pois estabelecem o futuro da organização. Justamente por andarem juntas, cultura e liderança, os mais influentes precisam ser claros com a mensagem passada.

A missão pode ser compreendida como o motivo para a criação da empresa e o que ela é, ou seja, o propósito para a existência dela. A ausência desse aspecto atrapalha as estratégias de expansão, já que não estarão claros os objetivos. A visão é a expectativa da empresa em relação ao futuro e os valores são os princípios norteadores das posturas e ações dos colaboradores no relacionamento com os clientes, consumidores, fornecedores etc., independentemente do escalão.

As características da identidade de uma empresa são imprescindíveis para alcançar os resultados desejados. Existem alguns critérios para construir uma cultura organizacional sólida, como por exemplo, as pessoas precisam reconhecer, claramente, os princípios da empresa e se sentirem orgulhosas de fazerem parte.

Outro aspecto é proporcionar aos colaboradores liberdade para encontrarem sua própria direção, dentro dos limites estabelecidos. Cabe ao líder dizer “o quê” e deixar a cargo do colaborador o “modo”. A comunicação deve fluir sem burocracia, pois um ritmo tempestivo facilita a tomada de decisões.

Compreender os benefícios da interdependência significa trabalhar em equipe, em vez de isoladamente. A relação foca em acreditar que o indivíduo sozinho não constitui a empresa, independentemente do cargo, mas sim o conjunto das pessoas que compartilham o mesmo objetivo: o sucesso.

A identidade organizacional não influencia diretamente sobre o lucro, mas é fundamental para o crescimento e consolidação da organização, pois trata dos alicerces e da manutenção de um corpo de colaboradores engajados, alinhados e motivados.
 
Sônia Jordão, especialista em liderança e autora do livro “A arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Tendência do Voluntariado Empresarial

Aquele que age por vontade própria é o significado da palavra “voluntário” que, em latim, significa “voluntarius”. As ações sociais são identificadas desde os primórdios da humanidade e com a migração, surgiram as desigualdades. O código moral do povo egípcio, associado aos discursos religiosos, estimulava as pessoas a pequenas atitudes voluntárias. O voluntariado foi ganhando outra dimensão e alcançou a atmosfera empresarial, propiciando benefícios aos envolvidos.  
O voluntariado no Brasil está relacionado à colonização portuguesa com as Santas Casas de Misericórdia, por volta do Século XVI. As atividades filantrópicas eram realizadas por mulheres de famílias tradicionais para se promoverem socialmente. Posteriormente, o poder público passou a interferir nas instituições de filantropia, desenvolvendo políticas de ajuda humanitária. O Estado assumiu a responsabilidade em decorrência das condições de vida dos cidadãos menos favorecidos.
Com a Constituição Federal de 1988, os movimentos sociais hostilizados pela Ditadura ganharam carta branca para a realização e solidificação dos trabalhos voluntários. A cultura de solidariedade brasileira no âmbito empresarial ainda é rasa, quando comparada aos Estados Unidos, por exemplo. Desde o surgimento da nação, os norte-americanos nutrem o sentimento de pertencimento à comunidade, tornando as ações voluntárias um hábito diário. Entretanto, a perspectiva mudou com o tempo.
As organizações percebem o impacto da ajuda humanitária para a empresa e funcionários, gerando uma tendência comprovada pela pesquisa “Outras Formas de Trabalho 2017”, divulgada no último trimestre pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O trabalho voluntário cresceu 12,9%, entre 2016 e 2017, sendo que, atualmente, mais de 7 milhões de brasileiros praticaram assistência social, representando 4,4% da população.
As comunidades são beneficiadas com conhecimento e até mesmo recursos, sendo que as empresas conseguem humanizar as relações, melhoram sua imagem e qualificam os funcionários, aumentando o número de consumidores.
O colaborador também ganha, pois ajudar propicia um crescimento social, aumentando o sentimento de felicidade, proporcionando uma causa que, por sua vez, é a mesma da empresa, aumentando a satisfação e o desempenho com o trabalho. O indivíduo pode praticar características e habilidades que, às vezes, não teria oportunidade na empresa. O voluntariado ainda contribui para as pessoas saírem da zona de conforto e ampliarem a visão de mundo, tornando-as mais tolerantes com o diferente.
Muito além de doar dinheiro e deduzir uma parcela nos impostos, as organizações criam programas próprios de voluntariado e/ou cedem horas de trabalho dos funcionários para a assistência social. Alguns exemplos desses trabalhos são as vídeo-aulas sobre educação para comunidades remotas, plantação de árvores, aulas de recreação e esportes em escolas públicas locais, campanhas para arrecadação de recursos para ONG’s, construção de casas para comunidades em situação precária e realização de sonhos de crianças doentes.
O voluntariado atua em todas as arestas empresariais, enriquecendo o ambiente de trabalho e os funcionários ao contribuir para o fortalecimento da cidadania e a diminuição das desigualdades, sendo essencial para a economia prosperar.
 
Sônia Jordão é engenheira, especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos e diversos livros publicados, entre eles "A Arte de Liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado". 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Prece e agora Venceslau



O livro "E agora Venceslau?" faz parte de uma série com três obras sobre os desafios da liderança de uma forma leve e descontraída. Confira uma pequena amostra com a "prece do Venceslau" para deixar aquele gostinho de quero mais. Gostou? Ficou interessado? Você pode ler a obra completa no link: http://bit.ly/2UAMQLi

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Grandes Líderes

Quem quiser ser líder deve ser primeiro servo. Se você quiser liderar, deve servir. - Jesus Cristo 

Liderar é influenciar as pessoas para que consigam trabalhar em prol do seu objetivo e atingirem os resultados esperados.

Uma das melhores formas de entender a liderança é estudar grandes líderes que existiram ao longo da história. Os discursos utilizados por esses tinham um incrível poder de influenciar seus seguidores e fazê-los compactuar com a causa em questão. Por exemplo, podemos citar Nelson Mandela que influenciou milhares de pessoas a lutar junto a ele contra a segregação racial na África.

Um grande líder tem conhecimento sobre seus liderados, bem como sabe exatamente o objetivo que quer atingir e todo o caminho que precisa trilhar para isso, outra habilidade é saber o efeito do seu discurso e caso esse não seja o esperado saber como revertê-lo.

Em âmbito mundial outro exemplo de um grande líder foi Mahatma Gandhi. O líder pacifista foi a principal personalidade da independência da Índia. Gandhi é até hoje reconhecido por pregar a não violência, bem como por sua filosofia.

No Brasil podemos citar a liderança exercida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo não sendo sua eleitora tenho de admitir que ele conseguiu influenciar um grande número de pessoas. Antes mesmo de se tornar presidente, Lula já demonstrava habilidade de liderança comandando a primeira greve de operários do ABC paulista em 1978. Aliou-se a intelectuais fundou e se tornou presidente do PT (partido dos trabalhadores). Desde que ingressou nos movimentos políticos esteve à frente das causas esquerdistas e após perder três eleições presidenciais consecutivas em 2002 conseguiu se eleger presidente da república, depois de mudar seu discurso e até mesmo sua aparência. Atingiu altos índices de popularidade conseguindo inclusive influenciar os brasileiros para que elegessem sua sucessora, a primeira mulher a exercer tal cargo.

Nem todos os grandes líderes são bons e usam suas habilidades para fazer o bem. Adolf Hitler é um exemplo de uso indevido da liderança. Na Alemanha nazista, foi responsável pela morte de mais de 6 milhões de pessoas. Com seu discurso populista fez com que milhares de alemães apoiassem suas ações violentas contra os judeus. 

É possível você ser um bom líder de equipe tendo nascido com características básicas de liderança ou, mesmo sem estas, desenvolvendo-se. Isto é possível porque liderança é uma habilidade e é possível adquirir. Agora, para chegar a ser um grande líder, destes que influenciam um grande número de pessoas, é necessário que tenha nascido com as características de liderança e ainda se desenvolver. E, se possível, seja um líder servidor, porque assim conseguirá ainda melhores resultados.

Sonia Jordão é engenheira, especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos e diversos livros publicados, entre eles "A Arte de Liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado". 


www.tecerlideranca.com.br  

Este artigo foi disponibilizado nos sites abaixo:
http://www.administradores.com.br

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O que as escolas de samba ensinam sobre liderança

 
Artigo publicado no Jornal Estado de Minas, em 11 de fevereiro de 2018.
Por Sonia Jordão.
 
Sempre gostei de Carnaval. Antigamente, ia aos clubes para brincar. A folia é contagiante, tanto que já passei vários carnavais em Salvador e tive a oportunidade de sair em blocos, na pipoca e, ainda, ir aos camarotes. Entretanto, o que me fascina mesmo são as escolas de samba. É incrível como elas têm muito a nos ensinar sobre liderança por serem verdadeiras empresas.
 
A alta performance na avenida requer um planejamento estratégico bem-feito e muito trabalho em equipe. Os objetivos das escolas são claros e as equipes têm uma meta desafiadora: conseguir a nota máxima dos jurados para ser Campeã. Todos sabem que não é possível alcançar objetivos sem líderes capazes de coordenarem pessoas com capacidades tão diversas. As estratégias a serem usadas são definidas com muita antecedência e a organização deve ser meticulosa. Todos sabem que são os detalhes que fazem a diferença no julgamento final do desfile.
 
Ao longo de uma hora é apresentado todo o trabalho elaborado durante doze meses. O espaço de encontro para o início do desfile costuma ser um verdadeiro caos e depois é fundamental apresentar disciplina, concentração e energia para alcançar o resultado. A Escola de Samba, assim como a empresa, tem presidente, vice-presidentes e diretores. Ou seja, lideram muitos colaboradores, tem pessoas que não têm cargos de gestão, mas que ali podem demonstrar suas habilidades de liderança.
 
A Escola também possui ciclos produtivos e produzem ao longo do ano: o desfile. Quando um Carnaval termina, já começa o trabalho do próximo produto, pois a tarefa é árdua e só tem um ano para produção do próximo projeto. Uma grande preocupação está na inovação que precisa ser constante. É preciso pensar em novos materiais, novos adereços e até mesmo uma forma nova de se apresentar. É fundamental se reinventar a cada ano.
 
Os líderes na empresa, tanto quanto na Escola de Samba, devem treinar bem a equipe e acompanhar o desempenho, pois só assim atingirão as metas propostas e alcançarão objetivos. Também é necessário se preocuparem com a valorização da equipe porque, caso contrário, os colaboradores podem ficar desmotivados para executarem as atividades da maneira adequada e no tempo correto.
 
Uma lição que as empresas devem tirar do exemplo das escolas de samba está no fato de que tudo que é feito com amor tem um resultado melhor. Pessoas que amam o Carnaval são vistas, o tempo todo, durante os desfiles. Normalmente, quem desfila é apaixonado pelo processo, tanto que faz suas atividades sem recompensa financeira, sendo que, em alguns casos, até pagam para estar ali.
 
Para uma escola de samba chegar ao sucesso, depende do trabalho de dezenas de líderes e centenas de profissionais especializados e altamente capacitados. É importante destacar que cada ala trabalha para o sucesso da Escola de Samba. A meta somente será conquistada se cada um fizer sua parte da melhor maneira. Qualquer ala que falhar compromete o resultado e não tem uma segunda chance. Deve-se fazer correto da primeira vez. É a mesma coisa nas organizações. Basta um erro em qualquer parte do processo para comprometer o sistema todo.
 
O desfile apresenta dois quesitos de extrema importância, a evolução das alas e a harmonia. Não é fácil fazer com que todos os integrantes cantem em uníssono o samba enredo. Neste momento, os líderes precisam reger suas alas para garantir um perfeito e geral entrosamento. O resultado será compartilhado por todos, mas o carnavalesco, líder maior do processo, certamente, é o que se sentirá mais realizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.