segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Minimizando os impactos da crise

Pensei em preparar uma reflexão que valesse para profissionais e empresários, isso porque bons profissionais precisam se ver como empresários. Eles devem ter somente um cliente: seu patrão.
Tenho observado que, no Brasil, grande parte da crise tem a ver com a postura de empresários que diante dos noticiários preferem ficar na espera e não tomam decisões. O problema é que muitas empresas não poderiam fazer isso, principalmente aquelas que antes da crise não estavam dando conta de atender às necessidades de seus clientes ou quando a concorrência é acirrada.
É claro que nem todas as Organizações sentem os efeitos da crise da mesma forma. Assim, a primeira coisa a se verificar são quais as possíveis conseqüências para o seu negócio ou para você. E só depois de uma análise fria e detalhada é possível tomar as melhores decisões. Só não deixe que o seu concorrente saia na frente.
A população mundial continua crescendo, portanto querendo ou não a demanda não diminuiu. O que muitas pessoas estão fazendo é substituindo produtos por outros de menor custo e diminuindo compras de artigos que consideram como supérfluos ou adiando alguns projetos. Porém, o essencial não dá para cortar. Acredito que para o Brasil a crise trouxe um grande ganho: afastou o risco da inflação por uns tempos, forçando alguns segmentos de mercado a reverem suas políticas de preços.
Cada crise é diferente, tem características próprias e atingem mais uns segmentos que outros. Portanto, analise qual a influência sobre sua empresa, sobre seu segmento e veja o que você pode fazer para superar seus concorrentes neste momento. Sabemos que sobreviverão as empresas que forem mais velozes nas tomadas de decisões.
É hora de planejar, treinar, dar férias e buscar a fidelização de seus clientes. Também é preciso reduzir os estoques e otimizar as compras de insumos. Se for possível trabalhe com processo just in time. Uma alternativa viável é fazer liquidações de mercadorias paradas no estoque. Contudo, nunca diminuir a qualidade de seus produtos, até porque seus clientes terão mais tempo para procurar outros fornecedores. Aproveite o pouco movimento para realizar a manutenção preventiva daqueles equipamentos que nunca podem ficar parados. Procure também negociar prazos de pagamentos e cortar custos onde for possível. Inclusive diminuir o pro-labore, principalmente para dar o exemplo.
Porém, se você é líder de mercado, se já não dá conta de atender a demanda, se tem seus processos bem estruturados, um bom controle de seu fluxo de caixa e se preocupa em dar um bom atendimento a seus clientes, provavelmente aproveitará o momento para melhorar ainda mais sua empresa, já que terá fôlego para planejar melhor. Mesmo assim, procure evitar compras supérfluas.
Agora, cuidado ao demitir, principalmente os bons profissionais. Estes são difíceis de achar e têm um alto custo para recontratar. Além disso, não é bom disponibilizá-los para a concorrência. Sem falar na dificuldade e no tempo necessário para o treinamento de um novo profissional. Aproveite para demitir algum funcionário que tenha contratado errado, mas que tem dificuldade de demitir por ser amigo, parente ou por algum outro motivo.
Todavia, não se esqueça que tudo na vida passa, e dessa vez não será diferente. Busque oportunidades dentro do seu negócio, seja o melhor naquilo que faz, identifique oportunidades e parta para o ataque. Você pode ficar como muitos chorando ou então começar a vender lenços.
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
Site: www.soniajordao.com.br 

 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Mantendo a etiqueta na internet

A característica da sociedade atual é a vida online. As pessoas estão cada vez mais conectadas, pelo menos no que diz respeito ao mundo virtual. São milhares e milhares de redes sociais que parecem surgir a cada novo suspiro, contas de e-mail, contas de mensagens instantâneas e sites de relacionamento. Parece até que as relações sociais e afetivas começam na realidade do ciberespaço.
Se as relações face a face são regidas por condutas de comportamento, éticas e socialmente aceitáveis, o mundo virtual não poderia ficar para trás. Nele, também se faz necessário ter ações que valorizem o bom relacionamento com o outro.
Abaixo uma série de dicas de como se comportar na internet, de não ter a sua imagem abalada em função de um comentário postado na rede social ou de um e-mail não tão bem estruturado. Preparado?
  • Ao escrever alguma mensagem na internet, EVITE ESCREVER APENAS COM LETRAS MAIÚSCULAS, ELAS INDICAM QUE VOCÊ ESTÁ FALNDO ALTO OU ATÉ GRITANDO.
  • Para ressaltar alguma palavra ou trecho, use a opção negrito, por exemplo.
  • Evite escrever com cores coloridas. Algumas delas dificultam a leitura ou deixam o seu texto muito pesado. Evite-as, principalmente, quando suas mensagens tiverem caráter profissional.
  • Não use negrito, sublinhado, itálico e cor tudo junto. Escolha apenas uma opção.
  • Não use a internet para prejudicar outras pessoas. Se você está chateado ou com raiva de alguém, procure refletir. Não diga coisas das quais não teria coragem se vocês estivessem frente a frente, rodeados de outras pessoas.
  • Respeite os direitos autorais. Nem tudo o que está na internet é de domínio público. Ao usar um texto em uma pesquisa, por exemplo, não se esqueça de citar autoria e fonte.
  • Não use os recursos de computador de outra pessoa sem pedir permissão.
  • Ao escrever um e-mail, seja educado, diga um “Oi”, “Bom dia”, “Tudo bem?”, antes de entrar realmente no assunto da sua mensagem. E ao final, assine a sua mensagem, se for o caso, use um “Obrigada” ou “Atenciosamente”.
  • Evite encaminhar correntes. Propostas milagrosas não existem. Uma corrente pode estar infectada com vírus e contaminar o seu computador. Sem falar no quando é chato ter a sua caixa de mensagens repletas dessas mensagens que não ajudam ninguém. Agora, se você foi a pessoa que recebeu a corrente, tenha cuidado ao responder o remetente. Não seja rude, mantenha a educação e informe a pessoa de que você não tem interesse e nem gosta desse tipo de mensagem.
  • Se você é daquelas pessoas que adora os programas de mensagens instantâneas, aquelas em que você pode conversar em tempo real com outra pessoa (seja via mensagem de texto, voz ou vídeo), cuidado para não se transformar no “inconveniente instantâneo”. Aquela pessoa que envia a todo o momento mensagens para outra, mesmo que esta esteja com o seu status de ocupado ou ausente, e quando não é respondido ainda tecla “Qual é o problema, porque você não quer falar comigo?”. Ora, se o status já indica que o outro está ausente ou ocupado, não faz sentido você enviar mensagens a cada 5 segundos. Aguarde até que a pessoa esteja disponível. Agora, se o que você precisa falar for urgente escreva algo como “Preciso falar urgente com você. Assim que puder conversar me avise. Obrigada.”. Assim, além de mostrar educação, demonstra que você respeita o outro.
  • Procure responder a todas as mensagens que recebe, exceto no caso de propagandas.
  • Se você usa com freqüência as redes sociais, adicione os seus contatos na rede adequada, conforme a relação existente entre você. Há redes que são mais para uso pessoal e outras para uso profissional.
  • Em fóruns de discussão, não crie tópicos inúteis se o espaço é reservado para debates sérios.
  • Evite enviar mensagens com bonecos gigantes ou letras luminosas, isso pode cansar a pessoa que a recebe, fazendo com que desista de ler a sua mensagem.
Essas foram apenas algumas dicas de como se comportar no meio digital. A cada dia, conforme as novidades nessa área, novas dicas e “regras” de conduta podem surgir, por isso fique atento a elas da mesma forma como você se familiariza com cada nova tecnologia.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Falando de mudanças em organizações

Para garantirem sua sobrevivência, muitas organizações precisam passar por uma profunda mudança cultural. Já que, para serem competitivas não podem mais ignorar os desejos de seus clientes. Também a alta direção não deve mais dar ordens e esperar que sejam cumpridas cegamente.
Atualmente, é bom que os colaboradores pensem de forma diferente, trabalhem inteligentemente, busquem alternativas para os processos e, principalmente, se relacionem de maneira mais amigável. Também os líderes precisam mostrar aos liderados qual a necessidade e importância das mudanças, já que algumas pessoas têm muito medo das consequências das mudanças e se oporão veementemente.
Cada vez mais, as organizações precisam mudar constante e rapidamente, e só conseguirão se seus líderes tiverem a capacidade de enxergar quais transformações são necessárias e como implementá-las. É preciso ver que em time que está ganhando também se mexe. Pois, se não o fizer, o concorrente o fará e, então, o time poderá passar a ser perdedor.
Mas apenas isso não basta. As organizações precisam estar preparadas para as mudanças e ter sempre em mente um provérbio alemão que diz: “Mudar e mudar para melhor são duas coisas bem diferentes”.
Quando a mudança ocorre em momentos de crise, é necessário que os colaboradores “vistam a camisa” e contribuam para a superação dos desafios. Aceitar o que precisa ser feito e trabalhar para o sucesso são fundamentais nesse momento. As organizações dependerão de profissionais que saibam raciocinar, refletir e que tenham capacidade de reação rápida.
Para sobreviver, as organizações precisam pensar no todo e não em alguns poucos. Nestas horas, aqueles que apresentam um desempenho insatisfatório precisarão ser cortados da equipe, para não atrapalhar o processo.
Os líderes precisam observar não só quem deverá ser demitido, mas também quem são as estrelas da organização. Identificar quem são os melhores da equipe. Essas pessoas podem fazer grande diferença e ajudar a guiar as equipes em momentos difíceis.
Nesse processo, normalmente não se é inocente: ou você é parte do problema, ou é parte da solução. Cabe a cada um de nós, questionarmos com sabedoria nossas convicções e decidir por uma ação corajosa: mudar a nós mesmos. As grandes mudanças começam com pequenos passos. Que tal dar o seu?
Extraído do livro “A arte de liderar – Vivenciando mudança num mundo globalizado”.
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
Google+: http://www.google.com/+SoniaJordao

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Escrevendo e editando meu primeiro livro

Aí vão algumas dicas pessoais do que tenho observado. Facilidades e dificuldades do negócio, de uma pessoa que não é famosa. Experiências de quando escrevi e editei meu primeiro livro. 
  • Primeiramente, quero deixar registrado que meu livro, A Arte de Liderar - Vivenciando mudanças num mundo globalizado, foi edição própria e, além disso, quem faz o trabalho de venda sou eu. Tenho muitos anos de experiência na área comercial e, por isso, achei que daria conta do trabalho. 
  • A Qualitymark se prontificou a editar meu livro, mas levaria pelo menos 8 meses para ficar pronto em função de sua programação editorial. A comissão seria de 10%, sobre o preço que o livro saísse da editora, paga em livros. 
  • Se eu tivesse pesquisado sobre qual assunto escrever, como deve ser feito quando você abre um negócio, não teria escrito sobre liderança já que existe muita bibliografia sobre o assunto. Contudo, isso não invalida meu trabalho, pois ele tem diferenciais importantes. 
  • Descobri que a maioria das livrarias não compra os livros. Elas só os querem consignados. E mesmo assim não são todas. Algumas já têm muitos títulos e evitam adquirirem novos. 
  • Livros de poesias, contos, romances e bibliografias têm muito mais publicação no mercado do que a necessidade, ou seja, a oferta é maior que a demanda. Nesses casos as livrarias não pegam nem consignado. Quando chegamos com um livro, a primeira pergunta que fazem é: Qual o gênero do livro? 
  • A apresentação (capa, papel e desenhos) é muito mais importante do que eu poderia imaginar. Na hora de conseguir deixar seu livro em um ponto de venda é visto em detalhes a qualidade do material. Ainda bem que meu livro tem uma capa bonita... 
  • É uma venda a conta gotas, a não ser que se consiga uma veiculação na mídia. Mesmo assim existem algumas dificuldades. 
  • Saiu na revista Vencer de novembro de 2003 um comentário muito bom sobre meu livro, inclusive com foto, mas como ele não está nos pontos de venda não adiantou praticamente nada. Ainda bem que a veiculação foi de graça. 
  • O preço de venda é você quem determina. O desconto que as livrarias pedem é da ordem de 40% sobre o preço de venda. Quando tem distribuidor você tem que pagar ainda cerca de 20%, também sobre o preço de vendas, para ele fazer o trabalho junto às livrarias. 
  • A experiência de escrever e editar um livro é simplesmente maravilhosa. Agora entendi porque dizem que temos que ter filhos, escrever um livro e plantar uma árvore. Depois do livro nascer você tem que ajudá-lo a crescer.
No site www.escrevaseulivro.com.br você encontra muitas dicas. Ele foi muito valioso para mim quando resolvi editar meu livro.
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
 
 
 
 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Entendendo um pouco mais as organizações

Acredito que mudar e crescer são imperativos no mundo dos negócios. As Empresas que não pensarem dessa forma correm sérios riscos no mercado atual, cada vez mais competitivo. É preciso fazer mais e melhor, gastando cada vez menos.
E, para crescer, é preciso possuir uma estratégia bem consolidada de produtividade, relacionamentos e qualidade, que será como uma mola propulsora da diferenciação da Empresa frente a seus concorrentes, possibilitando que se obtenha a liderança em seu negócio.
As Empresas não podem mais se dar ao luxo de não serem produtivas. Hoje é impossível repassar para os preços a incompetência administrativa ou a falta de produtividade. Os clientes estão mais exigentes, porque sabem que podem exigir. Se uma Empresa não atende a seus padrões ou a suas necessidades básicas de qualidade, eles simplesmente procuram outro fornecedor.
As Organizações não podem simplesmente cumprir as tarefas: precisam otimizar o uso dos recursos ao cumprir as tarefas. Para conseguir isso o processo de produtividade deve estar enraizado nos colaboradores, eles precisam estar envolvidos, comprometidos e ser participativos.
As pessoas devem sentir orgulho do local onde trabalham. É preciso que a Organização tenha visão e objetivos estratégicos e que isso seja divulgado para todos os colaboradores. Assim, todos terão uma inspiração para dar o melhor de si.
Uma outra situação normal nas Organizações é a existência das relações informais. Essas não representam apenas associações e conversas amigáveis sem ligação com o trabalho. Estudos têm mostrado que elas representam um papel importantíssimo nas atitudes das pessoas em relação ao trabalho, aos superiores e à Empresa. De fato, os controles mais poderosos exercidos sobre os indivíduos estão nas mãos dos colaboradores e são expressos através da estrutura informal.
Vemos, assim, equipes de trabalho decidindo sobre os padrões apropriados de rendimento do trabalho, empenhando-se para que cada novato compreenda e adote esses padrões não oficiais. Além disso, muitas vezes os padrões estabelecidos pelo grupo não estão de acordo com os estabelecidos pela direção. Como resultado, esta sente que a estrutura informal é algo que ela não determinou, não pode controlar e está constantemente interferindo nas operações da Empresa e ainda barrando os planos da direção. Infelizmente, ou felizmente, a relação informal é uma das características das Organizações humanas: pode ser compreendida e modificada, mas não extinta. A direção precisa saber trabalhar com os líderes informais, aqueles da rádio peão, das fofocas. Aqueles que convencem os outros a agirem em direção contrária à determinada pelos líderes formais.
Uma Empresa que quer ser líder em qualquer segmento precisa se preocupar com as comunicações interna e externa. Todos os mecanismos para agilizar a comunicação devem ser incrementados. O diálogo deve ser uma constante entre os colaboradores, entre os líderes e os membros de suas equipes, e entre a direção e todos os colaboradores da Organização.
Não importa se a comunicação é oral ou escrita. É imprescindível que se use quadros de aviso, cartazes, comunicados internos, telefone, computador, jornais de circulação interna, reuniões formais ou informais, enfim qualquer meio, mas se assegure de que as pessoas recebam e entendam a mensagem que lhes é passada. O que não deve acontecer é ações deixarem de ser realizadas por falta de informação.
É bom incentivar a participação de todos os colaboradores na geração e implantação de novas idéias. À medida que os colaboradores participam, eles se sentem comprometidos e podem surgir idéias brilhantes, coisas que os líderes de equipe e a direção às vezes nunca haviam pensado. Existe Empresa excepcional? Competitiva? Certamente.
Existem várias Organizações em constante transformação e comprometidas com a excelência de seus serviços.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

É dando que se recebe

A vida tem me mostrado que somos premiados com o aumento de nosso conhecimento quando compartilhamos o que sabemos. Um amigo me disse uma vez que colhemos o que plantamos em maior quantidade e na mesma espécie. Então, primeiro procuro ajudar os outros e, com isso, tenho observado que sou ajudada por eles sempre que preciso.
Quando coordenei a implantação da ISO 9000 em uma indústria, em Minas, o consultor que nos ajudou na preparação da empresa para a certificação trabalhava, também, para outras duas empresas. Fiquei conhecendo as outras coordenadoras da qualidade e aí fazia o seguinte: sempre que preparava um novo documento enviava para elas via e-mail. Elas melhoravam o que eu tinha escrito, faziam as adaptações relativas à suas empresas e me enviavam de volta. Assim, eu via as oportunidades de melhorias para o que já fazia e implementava. Isso, porque tinha a visão e experiências de outras pessoas.
Também começamos a trocar auditores da qualidade e com isso, além de nos treinarmos como auditores, as empresas auditadas tinham uma visão de alguém de fora que passava sugestões de melhorias. Conclusão: as três empresas foram certificadas num prazo de 9 a 11 meses e o sistema de qualidade de todas ficou muitas vezes melhor do que se tivesse sido feito sem essa troca de informações. Além de tudo isso, fortes laços de amizade surgiram como fruto dessa época.
Li um texto muito interessante que dizia: “se duas pessoas se encontram e cada uma dá a outra um pão, cada uma continuará com um pão, mas se trocarem uma idéia cada pessoa sairá com duas idéias”. Então, percebi que passar minhas idéias só iria me trazer novas aumentando as minhas, ajudando no meu crescimento pessoal.
Há que se considerar que a vida é cheia de altos e baixos em todos os campos, por isso, nos períodos bons precisamos nos preparar e nos guardar para os períodos ruins. Além do mais, a grande diferença entre os homens e os animais é que temos a opção de escolha. Precisamos aprender a trabalhar com isso em todos os momentos de nossas vidas. É bom escolhermos a felicidade, o amor, a alegria e a riqueza ao invés da infelicidade, do ódio, das tristezas e da pobreza.
Acredito, também, que preciso dar sem esperar o retorno, dar em primeiro lugar, porque é dando que se recebe!
 
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 19 de dezembro de 2015

Dicas para não entrar no vermelho

Com a redução dos impostos para alguns produtos, os letreiros de promoção nas vitrines de lojas e as facilidades da compra a prazo, fica cada vez mais fácil ceder ao impulso e comprar desenfreadamente. Contudo, é preciso cuidado para que essas tentações não sejam também a ruína da sua tranquilidade financeira. Compras impulsivas diminuem o orçamento, se são a prazo geram dívidas futuras e se não são pagas você acaba afogado nas profundezas do mar dos juros.
Profecia apocalíptica? Não. Muita calma. Há pessoas que mesmo comprando e comprando possuem a capacidade de administrar bem suas contas e vivem tranquilamente. Agora, se você não é dessas pessoas e teme acabar com o seu orçamento comprometido pelas dívidas, veja abaixo algumas dicas para não entrar no vermelho.
  • Evite fazer compras apenas por modismo, só porque todo mundo está comprando alguma coisa não significa que você deva fazer o mesmo. Seja racional. Compre aquilo que realmente precisa e economize dinheiro para as compras futuras ou para aquelas em que o custo é menor.
  • Não seja impulsivo. Você pode até ter encontrado aquele computador super moderno e eficiente que desejava. Mesmo assim, o ideal é pesquisar os preços em vários locais e quem sabe esperar mais um pouco por uma promoção.
  • Se você foi a uma loja para comprar algo e chegando lá descobre que eles já não possuem mais o produto, não compre outra mercadoria só por insistência do vendedor. É melhor ter o dinheiro guardado e procurar em outras lojas, do que gastá-lo e depois não ter como pagar por aquilo que realmente você queria ou ter de fazer uma dívida para isso.
  • Crie o hábito de pesquisar, procurar promoções e pagar à vista com desconto. Procure se informar com o vendedor se existe essa possibilidade, já que muitos lugares oferecem descontos para o cliente que paga à vista. De pouco em pouco você consegue fazer uma boa economia.
  • Comece a planejar como você vai usar ou como investir o seu dinheiro. Um bom planejamento financeiro evita gastos excessivos e desnecessários, ajudando, ainda, a economizar. Saber como e com o que você vai gastar ajuda a fazer com que você permaneça no rumo certo e conquiste e/ou adquira as coisas que tanto sonha.
As dicas acima são simples, mas para conseguir segui-las é preciso força de vontade, determinação e disciplina. Se, para você, cumpri-las será um grande esforço, lembre-se de que os benefícios são muito compensadores.
 
 
Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.
 
 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Desmistificando o significado da crise

Em vários campos de nossa vida e em diversos momentos passamos por crises. Na nossa juventude temos a crise da adolescência, em função das mudanças que acontecem em nosso corpo e que na maioria das vezes não entendemos e por isso geram conflitos e sofrimentos. Muitos de nós temos crises em nossos relacionamentos, e algumas vezes até levam à ruptura.
Na vida profissional isso também não é diferente. Quantas vezes temos dúvidas se estamos no caminho certo, na profissão correta, na empresa mais adequada as nossas capacidades e expectativas? Como as empresas são feitas de pessoas também nelas as crises chegarão de tempos em tempos em função das crises pessoais, inclusive da liderança.
Acreditando que aquilo que conhecemos é mais fácil resolver e superar, procurei estudar o sentido da palavra crise. Descobri que se origina da palavra grega Krísis e no dicionário li que é uma manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das idéias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo; além disso, é ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão; tensão, conflito.
Continuando minhas pesquisas descobri que a bíblia trás a palavra crisol, que leva a interpretação da palavra crise como purificação. Crisol é definido como um cadinho, um recipiente das máquinas fundidoras, onde se derrete o metal e separa materiais diferentes. Além disso, no dicionário tem o significado de servir para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. Aprendi também o verbo acrisolar que significa purificar-se, submetendo-se a provas; aperfeiçoar-se, sublimar-se.
Pensando na história de purificação e de separação entendi que quando uma crise acontece é o momento ideal para separarmos o que temos de bom do que temos de ruim e aí fazermos dela a oportunidade que os chineses falam e aproveitarmos para sermos melhores e crescermos. Entendi que o melhor a fazer é buscar o auto-conhecimento para assim conseguir separar as virtudes e os defeitos. Descobrir quais são nossos pontos fortes, nossas principais qualidades, pois essas nos permitirão montar estratégias para vencer a concorrência. Também é bom sabermos quais as oportunidades que o mercado nos oferece. Assim, saberemos onde poderemos atuar e traçar um cenário do futuro para superar os problemas que por acaso venham acontecer.
Claro que precisaremos também identificar nossos pontos fracos e as ameaças que o mercado oferece. Esses dados serão importantes para planejarmos nossas ações visando superar nossas deficiências, independentemente de termos uma imprensa sensacionalista ou não.
Por exemplo, imagine que ao fazermos essa análise descobrimos que não temos domínio de uma língua e que por isso não podemos atuar em um determinado país, onde poderíamos obter grande sucesso em função de nossos pontos fortes. Podemos contratar um intérprete ou procurarmos aprender a língua rapidamente. Assim aproveitaríamos as oportunidades.
Não podemos deixar o otimismo e o entusiasmo cair – é preciso ter foco e ir à caça de novos negócios. Precisamos enxergar a parte cheia do copo que está pela metade e não a parte vazia. Patrões usam da crise para demitir, profissionais ruins usam para se justificar. Até quando você vai ficar justificando seus fracassos? Aprenda com os vencedores a comemorar.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T&D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Considerações sobre críticas e erros

Pensando em histórias de críticas, construtivas ou não, faço algumas considerações sobre o assunto. Espero que possam ajudá-lo a crescer como profissional e Ser Humano.
Quando participei do processo de implantação da ISO 9001 em uma indústria, aprendi que, quando se fala em qualidade, os erros são uma excelente oportunidade de melhoria. Estamos sempre em busca de excelência e quando a alcançamos, mais que depressa, descobrimos novas oportunidades de melhorias.
Acredito que isso deve, também, ser aplicado a nós mesmos. Costumo dizer que "o maior desafio do Ser Humano é a melhoria contínua". Precisamos nos acostumar a ouvir todo tipo de críticas e considerá-las como oportunidades de crescimento pessoal.
Passei por uma avaliação 360º que me marcou muito. Naquela época, se não tivesse escutado as críticas não teria crescido tanto como pessoa. É claro que ainda estou longe de alcançar as melhorias que pretendo, mas pode ter certeza que já mudei muito e para melhor.
Tem um provérbio que diz: “Se uma pessoa disser que você é um cavalo, sorria. Se duas pessoas disserem que você é um cavalo, pense a respeito. Se três pessoas disserem que você é um cavalo, vá e compre uma sela.”
Você pode mudá-lo para qualquer característica pessoal mencionada a seu respeito. Podem dizer, por exemplo, que você é alegre ao invés de que é um cavalo. O importante é acreditar que quando várias pessoas dizem algo a seu respeito isso, possivelmente, pode ser verdade. Por isso, se achar conveniente, mude. Com certeza, essa mudança poderá conduzi-lo para o caminho da excelência.
Finalmente, considere as frases abaixo como uma ajuda: “É sempre útil aprender com os próprios erros, pois assim parece que valeram a pena”. (Garry Marshall)
“Fique satisfeito quando descobrir que cometeu um erro, ou quando os outros apontarem seus erros para você. Você precisa ver seus erros, para poder fazer algo a respeito deles”. (Claus Moller)