quinta-feira, 13 de agosto de 2015

2º CONADINT na semana do administrador


Lideranças e virtudes

A visita do Papa Bento XVI ao Brasil fez com que algumas pessoas me questionassem sobre as diferenças entre um bom líder empresarial e um bom líder religioso. Aproveitei essas perguntas e minha experiência em liderança para refletir sobre o assunto. Se liderar é conseguir influenciar as pessoas a fazerem o que queremos, o desenvolvimento como líder se aplica a toda situação, uma vez que liderar nada mais é do que uma relação interpessoal e nesses dois casos existem liderados envolvidos.
A grande diferença está nos resultados e objetivos a ser atingidos. No mundo corporativo, geralmente, precisa-se atingir metas financeiras e melhorar a produtividade, entre outras situações. Já nas igrejas, os líderes são mestres que, principalmente, precisam alimentar a fé das pessoas para acreditarem em determinada filosofia ou doutrina religiosa. A constante motivação talvez seja a principal função dos líderes religiosos. Claro que nas empresas também é preciso se preocupar em incentivar os liderados, porém essa não é a principal função do líder empresarial.
Independente da situação, ao liderar é preciso planejar o que deve ser feito e definir os resultados esperados. É certo que quando não se sabe onde se quer chegar, qualquer resultado serve. Também é necessário controlar, ou seja, checar se o planejamento está sendo executado, ou se serão necessárias alterações para atingir os objetivos. Um bom líder precisa ter isso em mente, atuando em casa, no trabalho, ou em qualquer organização, que pode ser uma igreja ou comunidade. É preciso preocupar-se com o planejamento e controle da situação.
Fazer sozinho é uma coisa, mas quando se tem uma meta, cujo processo passa por outras pessoas, somente agindo como um bom líder será possível obter os melhores resultados. O líder fará o possível para conhecer seus liderados e assim saberá como incentivar as pessoas para atingirem os objetivos em comum.
Liderar é fazer com que os outros façam voluntariamente o que se precisa. É conduzir as pessoas em direção a um propósito, às vezes influenciando seus comportamentos. O líder moderno não dá ordens e, muito menos, controla ou pune. Ele colabora, orienta, desenvolve conhecimentos e habilidades, apóia-se na solução de problemas e reconhece o esforço e o mérito pessoal de cada integrante de sua equipe. As pessoas são a razão de existir de um bom líder. Ele precisa ter isso em mente o tempo todo.
Líder é aquele que mantém pessoas que acreditam nele e, geralmente, para não dizer sempre, possuem seguidores. Entretanto, quando o foco é a organização, pode-se dizer que líderes são aqueles que conseguem os resultados esperados através de outras pessoas. E tanto a empresa quanto a Igreja são exemplos dessas organizações. Aliás, o mundo corporativo que é muito mais novo do que a Igreja e o exército, usou, no início do capitalismo, a hierarquia dessas organizações para se estruturar.
Um exemplo interessante de se analisar é o papa Bento XVI, líder da Igreja Católica, em visita ao Brasil. Ele possui uma difícil missão: dar continuidade ao legado de seu antecessor: o carismático João Paulo II – um líder servidor por natureza. João Paulo era um daqueles líderes que conseguia a admiração até de seus adversários de crença e ideologia. Bento XVI não tem o mesmo carisma do anterior, o que dificultará sua atuação. A mesma situação acontece muitas vezes nas empresas quando, por algum motivo, perde-se um bom líder e, com isso, são criadas muitas dificuldades em relação ao novo profissional que assume a função.
Um dos maiores líderes da humanidade foi Jesus Cristo. Ele tinha algumas características que todos os líderes deveriam procurar ter. São elas: ser muito compreensivo e inspirador; ter o dom da oratória, seu discurso era simples e claro; ser um grande conselheiro; possuir humildade e compaixão. Mas, sobretudo, era detentor da confiança de seus discípulos, acessível e comprometido e, além de tudo isso, tinha fé. É impossível ser um líder como ele, mas podemos imitá-lo em suas qualidades de liderança para sermos líderes melhores. Isso serve para qualquer instituição, quer seja privada (empresa), governamental ou não governamental, inclusive como é o caso da Igreja.
E como fica a resposta à pergunta ? o papa Bento XVI é um líder? Acredito que sim, caso contrário não teria chegado aonde chegou. É claro que ele influenciou várias pessoas a acreditarem nele.
Uma coisa é certa ? É praticamente impossível algum líder ter todas as qualidades necessárias. Portanto, quem quiser se tornar um grande líder, precisará desenvolver aquelas virtudes que não possui.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

NOVIDADE: 2º CONADINT na semana do administrador


Liderança virtual, uma tendência

Atualmente, a busca pela redução de custos operacionais, assim como a otimização de tempo, fazem com que a tecnologia digital se torne investimento estratégico nas organizações. Uma tendência mundial são as reuniões virtuais antes restritas a poucos executivos e a um público específico, como os jovens em salas de bate-papo e MSN, agora elas são utilizadas com maior freqüência por empresas devido a necessidade de retorno rápido e informações.
Uma equipe virtual é um grupo de pessoas que trabalha de forma interdependente com um propósito comum e sem fronteiras espaciais e temporais. A distância não elimina a constante interação entre todos. Dessa forma, as organizações tendem a aproveitar toda tecnologia disponível para alcançarem objetivos e estar, simultaneamente, em todos os lugares importantes para a ampliação de suas possibilidades de negócios.
Paulatinamente, a comunicação virtual passou a ser utilizada por líderes que precisam otimizar seu tempo e se comunicar com seus liderados de diferentes lugares, várias vezes ao dia e, em muitos casos, ao mesmo tempo. Isso tem se tornado um fator fundamental, um diferencial, se considerarmos a velocidade das informações, a concorrência cada vez mais acirrada e a urgência na tomada de decisões. On line é possível melhorar o uso do pouco tempo disponível, sem maiores problemas com barreiras espaciais, por exemplo.
Contudo, o líder virtual tem de estar atento para diversos aspectos como a definição de metas claras e o local em que serão realizadas as tarefas de modo que a equipe consiga executá-las sem maiores dificuldades. Apesar da liderança ser virtual, quem a exerce precisa buscar, sempre que possível, realizar reuniões presenciais. O contato humano poderá ser suplementado pelo meio virtual, mas jamais substituído. Afinal, o computador não tem carisma. E-mail não sorri e nem tem brilho nos olhos. A motivação deve ser uma preocupação constante.
Responder cada e-mail ou solicitação, pela Internet ou por telefone, o mais rápido possível, e estar sempre à disposição da equipe é de fundamental importância. Assim, os companheiros podem perceber sua presença, mesmo à distância, supervisionando e avaliando cada tarefa deles e dando retorno imediato.
Uma vez que pessoas lideradas virtualmente estão sob pouca ou nenhuma supervisão direta, esse cenário requer que possuam características pessoais chamadas “competências virtuais”. Entre elas estão o conhecimento da tarefa a ser executada, iniciativa, capacidade de decisão, responsabilidade, conhecimento das ferramentas de comunicação a serem usadas, além de auto-motivação e autonomia para decidir.
Os líderes precisam ler muito, ter tempo para administrar a relação com sua equipe e sempre procurar reler suas correspondências antes de enviá-las, para evitar que erros de português e/ou mensagens com possíveis erros gerem interpretação incorreta.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

NOVIDADE: 2º CONADINT na semana do administrador


Liderança autoritária não leva a bons resultados

Uma empresa, necessitando obter bons resultados, contrata um novo líder. No início do trabalho, todos ficam satisfeitos, mas, com o passar do tempo, os resultados alcançados vão ficando cada vez mais distantes das metas. Tentando entender porque esses líderes não conseguem mais os bons resultados, algumas vezes, nós verificamos que eles ainda lideram na base do ‘comando e controle’.
Em função de seu temperamento explosivo, quando alguém na sua equipe erra, ele grita, trata o outro de forma autoritária. Às vezes, suas atitudes estão tão enraizadas, que ele age de forma automática, até sem notar. Mas, independentemente de ter ou não razão em relação ao erro do outro, de ser ou não superior hierarquicamente, eles não podem tratar ninguém dessa forma.
Ao analisar suas atitudes, percebemos que acabam explodindo quando acontece algum problema mais sério, ou quando se encontram sob grande pressão. Quando fica nervoso, ele grita e, outras pessoas presenciam o que acontece. Isso acaba por deixar a pessoa repreendida com a auto-estima baixa, já que ninguém gosta de ter seus erros mostrados na frente de outras pessoas. A conseqüência disso pode ser a diminuição da motivação. Uma máxima da liderança é: “elogie em público e critique em particular”.
Outras vezes, o líder até consegue bons resultados, mas com uma rotatividade muito grande. Isso porque em curto prazo o autoritarismo funciona. Só que, na primeira oportunidade, aquele que se considera subjugado, busca outra organização para trabalhar.
Buscando por soluções, descobrimos que em um ramo da psicologia se classifica as pessoas em função de seu temperamento: colérico, sanguíneos, fleumáticos e melancólicos. É isso que nos faz agir de uma forma ou de outra, na maioria das situações. Líderes explosivos possuem como temperamento predominante o tipo colérico.
Para entender os temperamentos veja, por exemplo, a forma como reagimos quando vemos o caminho bloqueado por uma pedra: As pessoas chamadas “coléricas” se lançam contra a pedra para esmurrá-la. Enquanto que os “sanguíneos” pulam o obstáculo, como se ele não existisse. Já os “fleumáticos”, param, sentam e ficam analisando a decisão a tomar. E, por fim, os chamados “melancólicos” não se contêm, apenas choram e lamentam a situação.
As pessoas de temperamento colérico se destacam por ser aquelas de emoções fortes. Geralmente, são explosivas, impacientes, agressivas, orgulhosas, auto-suficientes e autoritárias. Olhando o lado positivo do temperamento vemos que, também são ousadas, dinâmicas, autoconfiantes, práticas, decididas, otimistas e, na maioria das vezes, não se amedrontam diante das adversidades e consideram os problemas como desafios. Esse costuma ser o temperamento dos revolucionários e de grandes empreendedores. Possuem paixão pelo desconhecido, gostam de estar em ação e normalmente não se cansam facilmente. E, em muitos casos, tornam-se grandes líderes.
Se você é do tipo colérico, quando sentir muita raiva, é bom primeiro pensar porque o outro disse algo ou agiu assim e fazer o possível para não se deixar dominar pela raiva. Sabemos que é possível mudar o comportamento de uma pessoa. Basta que ela queira. A primeira providência a ser tomada é tomar consciência da necessidade de mudança em suas atitudes, enxergar que está agindo de forma errônea. Claro que não é fácil. A mudança precisa começar dentro de si mesmo.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.